10 episódios essenciais de Glee

“Vamos fazer uma série sobre adolescentes problemáticos, cada um com um motivo que o torne um loser, cantando suas pitangas junto a um professor quarentão frustrado por não ter dado certo na carreira artística?”

“Mas isso tem como dar certo?”

Deu muito certo. Glee abocanhou diversos prêmios, ressuscitou o gênero “musical” nas séries, colocou em evidência artistas esquecidos, ressaltou os artistas pop mais relevantes, teve participações de gente graúda da cena internacional e lançou para o estrelato uma nova safra de atores/cantores.

Hoje o Guia de Episódios tratará dos capítulos fundamentais da série, que foram selecionados segundo sua importância para o plot do show, e não pela qualidade das músicas cantadas. Tudo isso para vocês não dizerem que não falei das flores.

1×01- Pilot

Transmitido em 29 de maio de 2009, a série focava em seis alunos desajustados: um cadeirante, uma oriental gaga, um gay, uma judia obcecada perfeccionista e uma negra acima do peso que se juntam a um atleta para ressuscitar o Glee Club.

Porque é essencial: É a base de tudo. Nessa época Mercedes (Amber Riley) era apaixonada por Kurt (Chris Colfer), Rachel (Lea Michele) era uma enjoadinha que sonhava com o galã da escola, Finn (Cory Monteith), e Tina (Jenna Ushkowitz) fingia ser gaga por ser muito tímida e não precisar falar. Conhecemos Mr. Schue (Matthew Morrison) e as bases do que se tornaria o seriado nas temporadas vindouras.

Esse também é o episódio que o Glee Club canta pela primeira vez Don’t Stop Beliving do Journey, sendo esse o primeiro single lançado pelo programa. A versão alcançou disco de platina em março de 2011 após atingir mais de um milhão de cópias digitais vendidas. Ela voltaria a ser apresentada mais três vezes no show: nos capítulos 1×05 (apenas uma pequena parte dela),1×22 e 4×19 — dessa vez interpretada apenas por Lea Michele. A versão do season finale da primeira temporada (1×22) foi indicada ao Grammy Award por Best Pop Performance by a Duo or Group with Vocals em 2011.

1×15 — The Power Of Madonna

Sue Sylvester (Jane Lynch) exige que músicas da Madonna sejam tocadas o tempo inteiro nos áudios do Mckinley High. Will então decide que o trabalho da semana do Glee Club serão versões de músicas da cantora, para aumentar a autoconfiança das mulheres do coral. Ao todo são oito músicas da artista, que disponibilizou todo o catálogo para a produção. O sucesso do episódio levou à gravação de um CD especial Glee: The Music, The Power of Madonna. Na época de seu lançamento, Madonna considerou o trabalho “brilhante” e isso não é pouca coisa vindo da Rainha do Pop.

Porque é essencial: Esse é o primeiro episódio “especial” de Glee, onde um artista é homenageado tendo sua obra focada por todo o capítulo. Ele abriu caminho para capítulos inteiros baseados em diversos outros artistas como Britney Spears, Michael Jackson e até nos Beatles. Além disso, nesse episódio, Sue Sylvestre faz um vídeo muito engraçado cantando Vogue . Assistam o making of dele abaixo:

1×22 — Jouney to Regionals

O grupo chega até a final das “Regionals”, mas perdem. Graças a intervenção de Sue Sylvester, no entanto, o diretor permite que o Glee Club permaneça funcionando mais um ano. Quinn, grávida, entra em trabalho de parto e tem uma menina, que é adotada pela mãe biológica de Rachel. Existe uma pegadinha no nome do episódio. Além da jornada que os levou até as regionals , esse título faz menção às diversas músicas que são cantadas pelo New Directions durante a apresentação que são, originalmente, do grupo Journey, como Faithfully, Any Way You Want It e Lovin’, Touchin’, Squeezin, além de Don’t Stop Believing.

Porque é essencial: Eles perdem! Sim, foi uma manobra ousada do roteiro manter o plot do segundo ano o mesmo do primeiro — vencer o que eles haviam perdido. Mas, também foi uma saída realista, visto que no início da série eles nem mesmo tinham um grupo, enquanto outros clubes treinaram durante anos. Também foi um episódio que, sozinho, rendeu um CD Glee: The Music, Journey to Regionals, que foi lançado em 8 de junho de 2010. O medley com as músicas do Journey você vê abaixo:

2×05 -The Rocky Horror Glee Show

Misturando elementos do musical clássico de 1973 — The Rocky Horror Show– com a adaptação para o cinema de 1975 — The Rocky Horror Picture Show-, os alunos apresentam uma peça. Enquanto Sue tenta sabotar o evento, Will lida com seus sentimentos por Emma. Sam e Finn se questionam sobre problemas com a aceitação do próprio corpo. Esse episódio teve participação especial de estrelas do filme original e muito dos elementos mais pesados das letras e temas tanto do musical quanto do filme foram adaptados e tornados mais leves para a televisão, o que gerou alguma repercussão negativa.

Porque é essencial: The Rocky Horror Show é um musical britânico mundialmente conhecido e indicado, em suas diversas versões, a importantes prêmios do teatro como o Tony Award. Apresentá-lo a uma nova geração, que provavelmente se interessará em conhecê-lo melhor, já agrega bastante mérito ao episódio. Ele também apresenta um dado curioso para Glee: O CD originário do episódio, Glee: The Music, The Rocky Horror Glee Show, apresentou a menor vendagem de estreia de um álbum de Glee nos EUA, mas a maior vendagem de reedições das músicas de The Rocky Horror Show de todos os tempos! Time Warp, uma das mais famosas do musical, está ai embaixo em sua versão Glee:

2×16 — Original Song

Esse episódio apresenta muitos elementos que o transformam num dos mais importantes da série: é nele que o New Directions finalmente ganha as regionals e, com isso, conquista passe livre para Nova York, onde competirão nas Nacionais! Rachel tenta salvar seu relacionamento com Finn e, após a morte do pássaro mascote dos Warblers, Kurt canta BlackBird dos Beatles, emocionando Blaine, que termina confessando ter sentimentos por ele ao final do episódio. Esse é o primeiro beijo gay da série e marcou o que muitos críticos da época chamaram de “uma virada para Kurt”, que até então só tinha plots sofridos e histórias amarguradas.

Porque é essencial: Esse é o episódio com a maior quantidade de músicas originais na série, usadas como fator surpresa para vencer as Regionals. A interpretação de Darren Criss nesse episódio impressionou críticos e espectadores e o colocou como novo lead singer do show, em substituição a Cory Monteith, que exibia limitações que incomodavam uma parcela dessa audiência. Além disso, finalmente temos o beijo gay entre Kurt e Blaine depois de bastante enrolação.

Kurt cantando Beatles abaixo!

3×07 — I Kissed a Girl

Burt Hammel (Mike O’Malley) e Sue Sylvestre chegam ao final das eleições, enquanto um novo presidente senior de classe é eleito no Mckinley Hugh. Santana também sai do armário nesse episódio, adicionando novas características à personagem e catapultando a personagem como uma das mais importantes, entre os muitos alunos do show.

Porque é essencial: Apesar de não ser um dos episódios preferidos dos críticos, o sétimo episódio da terceira temporada aumenta o foco em Santana (Naya Rivera), que se tornaria maior nas temporadas subsequentes, a ponto da personagem ser uma das escolhidas para ir a Nova York e talvez, futuramente, participar do spin-off que está sendo cogitado sobre a série. A cena de Santana conversando com sua avó sobre sua sexualidade é tida por muitos fãs como um dos pontos altos de Glee. Abaixo, um apanhado de tudo que levou até essa cena tão forte.

3×21 — Nationals

Acontece o embate final em Chicago entre o New Directions e o Vocal Adrenaline! E o New Directions finalmente ganha as Nationals! Esse episódio especial conta com a participação de diversas celebridades como Whoopy Goldberg, Perez Hilton, Lindsay Lohan e Rex Lee. Além disso, depois de 65 episódios, Will finalmente consegue… ficar mais íntimo de Emma. Persistente o rapaz…

Porque é essencial: De uma forma, esse episódio fecha um primeiro ciclo de Glee. Marca o fim dos objetivos do New Directions como grupo e prepara terreno para o que estaria por vir. Apesar de não ser o último episódio da temporada, a sensação para a série era de finalização.

4×04- The Break-up

Os três casais mais representativos do show: Finn e Rachel, Blaine e Kurt, Santanna e Britanny terminam. Simples assim.

Porque é essencial: Considerados por muitos, entre críticos e fãs, como o melhor episódio da série, The Break-up foi escrito por Ryan Murphy, mas não dirigido. Ele mostrou Darren Criss transformando a canção pop melosa Teenage Dream da Katy Perry em uma melodia densa e tristonha, aclamada como uma das melhores versões musicais feitas no programa. A faxina realizada nas relações amorosas nesse episódio também permitiram o desenvolvimento de novas histórias e marcou o fim na dependência que os personagens de Nova York tinham daqueles que ainda estavam em Ohio, liberando eles para plots novos e propostas que refrescassem o show.

4×19 — Sweet Dreams

Will e Finn começam o episódio brigados e resolvem suas diferenças ao fim, comprometendo-se a liderar o New Direction juntos rumo as Regionals. Marley é ignorada por Will que, após ouvir ela e os outros membros ensaiando às escondidas uma de suas músicas originais, entende que deve ouvir mais seu alunos. Rachel está insegura sobre o teste para uma peça e liga para Finn, que a aconselha a cantar algo que signifique algo para ela. Ela canta Dont Stop Believing e é chamada para a segunda fase da seleção.

Porque é essencial: Esse é o último episódio com a participação de Cory Monteith, que seria encontrado morto em um hotel no Canadá três meses após o episódio. O clima de reconciliação de seu personagem com os outros membros do show marca todo o episódio e sua sugestão musical para o teste de Rachel, o maior sucesso do programa, torna simbólica a sua despedida não planejada.

5×03 — The Quarterback

O último episódio televisionado até aqui. Nele, Finn é dado como morto, sem entrar em detalhes sobre a causa. Personagens antigos retornam para se despedir, mas Will se mostra inexplicavelmente forte. No fim, a camisa do time pertencente a Finn, que havia desaparecido, é vista com um Will inconsolável. Lea Michele participa de apenas um número durante todo o episódio cantando Make You Feel My Love de Bob Dylan.

Porque é essencial: Um episódio essencialmente sentimental, feito para que os fãs se despedissem do ator Cory Monteith, morto um tempo antes. A morte do personagem mudou completamente os planos para o futuro da série, que mostrava recentemente menor participação dele devido a necessidade de internações para reabilitação e preocupação dos outros membros do show com a sua saúde. As interpretações no capítulo se mostraram misturadas com sentimentos reais dos atores e preparou os fãs para o hiato do show que retorna hoje, dia 07 de novembro.

E aí? Concorda com o Guia de Episódios de Glee? Não? Você acha que Tina in the Sky with Diamonds é melhor que The Breakup? Então fala aí embaixo.

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