A 3ª temporada do The X Factor e seus fogos de artifício

Na terra do Tio Sam, o formato reality show se idealiza como um dos programas favoritos da população norte-americana. Sejam eles retratos do cotidiano de subcelebridades como o Keeping Up With The Kardashians, ou aqueles que utilizam das câmeras escondidas e compatibilidades afetivas para entreter, como o Punk’d e The Bachelorrete, respectivamente, tal estilo de programa é sempre um infalível sinônimo de sucesso estrondoso.

Bem… Quase sempre!

A segunda temporada do The X Factor foi uma extrema decepção para sua emissora, a Fox. Em sua primeira edição, o programa atingiu índices muito bons, mas tal feito não foi repetido no ano seguinte. E não foi por falta de tentativa, uma vez que dois nomes intensamente influentes na música fariam parte da bancada, Demi Lovato e Britney Spears, e milhões de dólares foram investidos em propagandas.

Algo estava errado. Críticas sobre diversos pontos alfinetavam Simon Cowell e sua criação de maneira incessável, e os números caiam e caiam cada vez mais. Com muito esforço, o The X Factor conseguiu a renovação para um próximo ano com um anúncio de Cowell. O empresário reconheceu as falhas da versão americana do reality, e quando foi questionado sobre a próxima temporada da atração, disse que as devidas mudanças seriam feitas e para esperarmos por fogos de artifício, uma possível metáfora para algo grande, que encanta e entretêm.

Afinal, quais são as mudanças que podem ocorrer no The X Factor? Quais serão as artimanhas de Simon para atrair a atenção do público?

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Química entre a bancada

Esse não é um elemento inédito para os reality shows, e o The Voice prova isso. No reality da NBC, este é o elemento mais influente e cativante do mesmo, reunindo milhões de espectadores em suas exibições. E Simon Cowell, tentou trazer isso para o The X Factor, sem muito sucesso. A última bancada do programa, reunindo Britney Spears, Demi Lovato, L.A Reid e o próprio Simon, era boa e interessante, porém extremamente limitada quando o assunto era carisma.

Britney Spears era um robô loiro e caricato. L.A Reid era o câncer maior da bancada com extremo puxa-saquismo e comentários tão pífios quanto os de Britney. A melhor parte era sustentada por Demi e Simon, que entre comentários afiados e um caso de amor implícito entre um old man e uma little brat, criavam a harmonia entre os jurados.

A ótima dupla foi mantida, adicionando um pouco de tempero latino e uma vibe R&B. Kelly Rowland e Paulina Rubio foram as escolhidas para substituírem as duas cadeiras vagas na bancada, e o resultado foi surpreendente! Poucos fãs investiram muita fé ou deram atenção para nessa nova formação do quarteto devido aos rostos pouco conhecidos, mas a mídia já declarou: a nova bancada do The X Factor domina uma química de encher os olhos e já foi considerada como a melhor das três edições.

Os elogios maiores vieram da participação de Rowland, que já demonstrou-se uma excelente jurada na edição britânica do programa e manteve sua personalidade forte, equilibrando carisma com sua experiência profissional em comentários construtivos. Paulina também não saiu despercebida; a cantora destacou-se por sua espontaneidade e animação contagiante.

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Os apresentadores

A temporada passada começou sem nenhum apresentador, porém quando a presença de um host tornou-se indispensável, dois deles foram contratados: Khloe Kardashian e Mario López.

Sim, isso foi um grande erro da produção. A família Kardashian não é um termo semelhante à boa reputação, e este fato aliado a grande falta de experiência , carisma falho e péssima técnica de Khloe não impulsionou o reality para frente. A participação da mesma foi um dos fatores mais criticadas quando o The X Factor ia ao ar. Se muitos pontos já incomodavam no reality, a novata veio como um novo complemento.

Por sorte, Mario López compensava todo as falhas da irmã Kardashian. O modelo e ator se provou muito carismático, charmoso e um excelente apresentador. A presença dele no programa era um dos pontos mais elogiados, e sua fama dobrou, uma vez que o mesmo fora chamado para inúmeros talkshows e trabalhos profissionais. A América passou a amar Mario!

Tudo isso resultou na demissão de Khloe e a renovação de contrato de López. Se o The X Factor já acertou na escolha de jurados, podemos ficar aliviados também com a escolha de um ótimo e querido apresentador.

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Trazer o “fogo” britânico

Nas terras europeias, o The X Factor UK é como o American Idol já foi para os Estados Unidos: relevante. Lá no Reino Unido, a franquia consegue muito bem balancear qualidade, ótimos jurados, formato eficaz e participantes dignos em uma fórmula viciante que arrebata a terra da Rainha.

Tal balanço ainda não foi encontrado para a franquia americana, mas a produção da Fox e Cowell têm trabalhado muito nisso. Uma das escolhas para tentar aproximar a essência britânica veio na chegada de Kelly Rowland, que já fez parte da banca de jurados da edição inglesa. Mas a adaptação de um formato efetivo ainda está sendo feita. Alguns boatos indicam que boas mudanças no formato americano estão sendo realizadas de pouco em pouco, e que podemos esperar certas (e ótimas) novidades neste terceiro ano, porém as grandes e radicais mudanças viram nas edições seguintes.

Será que, em um futuro distante, Simon Cowell conseguirá ser o dono do reality mais popular dos EUA assim como fez na Europa?

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O perfil de seus participantes

Isso não é algo a ser mudado, mas sim continuado e investido com mais maestria. Ao contrário dos concorrentes, o The X Factor procura muito mais que uma voz de sucesso. O pacote completo é requirido: carisma, teatralidade e o imprescindível potencial comercial. Ou seja, não é um programa que ilude seus participantes ao dizer que o mais importante é a voz.

O maior problema vem na ação dos jurados sobre eles, transformando-os em algo que eles não são. O molde em que constroem seus artistas geralmente engessam a naturalidade dos mesmos e tudo se perde. Este foi um dos pontos mais criticado pelos participantes após as eliminações, e com isso, uma leve mudança poderá ocorrer: um diálogo mais aberto e obejtivo entre artista/mentor é uma das possibilidades que o The X Factor pretende explorar. Talvez assim não perderemos talentos como Jennel Garcia logo no início das live shows.

Aliás, algo que não deve ser alterado é o perfil de seus participantes, já que uma boa parte deles saiu do programa com contratos assinados e já apresentam certa popularidade no mundo musical, como indica o texto A carreira musical pós-reality show. Vale relembrar que a crítica especializada destacou os candidatos da temporada passada como o melhor elenco de reality show musical de 2012.

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A terceira temporada do The X Factor estreia em 11 de Setembro. E quais são suas expectativas, medos e sugestões para a nova edição do programa de Simon Cowell ao lado da enérgica Paulina Rubio, da diva Kelly Rowland e, de nossa pentelha favorita, Demi Lovato?

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