A Coroa, o tão esperado desfecho da saga A Seleção

Apesar de não ser o melhor livro da série e possuir alguns erros, A Coroa fechou a história com o famoso “felizes para sempre”, o que todos os fãs esperavam, e vai deixar saudades.

Encontrar um príncipe pode significar beijar muitos sapos. Ou expulsar um monte de sapos para fora de sua casa. Cair pode significar cair de cabeça em algo que você sempre quis. Ou mergulhar seu dedo do pé em algo que você tem medo.” SCHREAVE, Eadlyn

No quinto e último livro da série, a autora nos presenteia com uma leitura gostosa que gera um sentimento duplo: ao mesmo tempo que a vontade de ler chega a ser desesperadora, você se pega lendo mais lentamente para que o livro não acabe e para que não tenhamos que nos despedir desses personagens maravilhosos!

Confesso que entendo ser um desafio para a autora, com a personagem de Eadlyn, dar continuidade a história apaixonante de América e Maxon — acredito ser esse o motivo da decepção de tantos leitores com o final da série. Realmente, os meus sentimentos por A Herdeira e A Coroa nem chegam aos pés dos três livros anteriores, mas isso não faz com que me sinta decepcionada pelo último livro.

Em A Coroa acompanhamos o crescimento de Eadlyn, que vai de uma princesa prepotente e mimada à uma pessoa mais humana, decidida e preocupada com seu povo, disposta a sacrifícios pelo bem de Illéa e de sua família.

Após ser nomeada regente, devido ao estado de saúde de sua mãe, Eadlyn se vê num mar de emoções após a partida de seu irmão, tendo que lidar com as obrigações da coroa e da seleção ao mesmo tempo. Apesar da visível reprovação do povo ao seu governo, ela trabalha e se preocupa para que sua aceitação se aproxime ao amor que a população sente por seus pais. Para isso, ela precisa dar continuidade à Seleção e encontrar um marido, como uma possibilidade de tornar sua imagem mais sólida.

Eadlyn descobre que a Seleção pode ser melhor do que esperava, mergulhando de cabeça em seus sentimentos e, apesar de não acreditar que encontrará um amor como o de seus pais, enxerga ser possível encontrar alguém para acompanhá-la em seus deveres e ser realmente feliz.

Após reduzir os candidatos à elite, ela percebe a importância do apoio dos meninos e cria grandes amizades e sentimentos que a confundem quanto a decisão a ser tomada. Cada um deles possui qualidades que a encantam e que tornam a escolha mais difícil.

Não é que eu não saiba o que estou procurando. É que não estava preparada para procurar.” SCHREAVE, Eadlyn

Em paralelo à seleção, vemos Eadlyn insegura e atarefada com os assuntos reais. Ao mesmo tempo em que consegue grandes aliados, surge uma ameaça a sua reputação e ao reinado de sua família. Porém, aos poucos e com a ajuda da elite, ela consegue se tornar mais próxima da sociedade, enxergando suas necessidades e tomando decisões que realmente mostram sua delicadeza e força.

Fica claro o apoio e a amizade da elite à Eadlyn, porém, senti falta de um romance mais forte e arrebatador, que nos deixasse com o coração a mil. Após entender seus sentimentos, a história entre ela e seu escolhido ocorre de forma rápida e nos deixa com a sensação de quero mais. De qualquer forma, fiquei contente com a sua escolha — apesar de não ser para quem eu estava torcendo — e com a maturidade com que encara sua nova vida.

De um modo geral, gostei da leitura no sentido dela ter me proporcionado agradáveis momentos para uma tarde fria embaixo de um cobertor, e sua adaptação seria um típico filme de sessão da tarde ao qual assistimos sem pretensão alguma a não ser a de nos distrairmos e suspirarmos com sua fofura. Mas, em termos de história, achei essa segunda parte da série bastante inferior à primeira, principalmente pelos conflitos terem sido bem menos estimulantes. De qualquer maneira, foi interessante revisitar Ilea após tantos anos e ter um vislumbre do futuro das personagens que nos conquistaram desde A Seleção. E, como todo bom fã, é claro que sentirei saudades desse universo apaixonante criado por Kiera Cass.

A coroa

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