A DC está correndo atrás do feminismo

Será que a DC Comics está mais preocupada com a mensagem que está passando?

Enquanto a Marvel está criando um universo maravilhoso, com estratégias muito bem trabalhadas, pensando em, óbvio, lucro, a DC vai mitando por estar mais preocupada com a mensagem que está passando.

Algumas colunas atrás, abordamos a questão da rentabilidade das heroínas no cinema. Aquilo começou com uma declaração do CEO da Marvel, que “calado é um poeta”, de que heroínas não vendem. Era só uma opinião covarde, já que elas não são testadas. Como ele quer vender algo que não está no mercado?

Mas aí a DC faz uma jogada genial: anuncia uma série da Supergirl. Só isso já é arriscado, porque adaptar uma heroína com tantos super poderes na televisão é um desafio enorme, que se torna ainda maior quando vivemos tempos de tanta desigualdade. A própria ideia base da Supergirl já é bem machista: ela foi enviada para a terra, logo atrás do pequeno príncipe, o último filho de Kripton, Kal-El, com a missão de ser a babá do menino.

A serpente presa no diamente, símbolo da casa de El

Ou seja, Kal-El já nasceu destinado a ser um Deus. Tudo planejado, chega na terra, adquire os poderes que o Sol Amarelo irá lhe conceder e ele será um messias. E a prima dele, que teria exatamente os mesmos poderes, foi com um destino um pouquinho mais modesto: ser babá.

A mensagem da DC já começou a ficar clara com a escolha do canal. Enquanto o CW tem sido a casa de seus heróis, a Supergirl vai morar na CBS, emissora muito maior e com muito mais alcance. Todo esse contexto já foi desconstruído em poucos minutos. Como ela chegou atrasada, o Superman não precisou dela, deixando-a livre para fazer as mesmas coisas que ele faz, ser tão inspiradora e importante para a humanidade quanto ele.

Sai de cena o plot principal baseado nos romances. Ship é bom, todo mundo gosta, mas não! Ela não é só uma menininha atrás de um namorado, ela será uma salvadora. E a todo instante a série apresentou argumentações de igualdade. Como a mulher que diz que agora a filha tem alguém em que se espelhar ou o discurso da Cat Grant, de que não é problema ser uma “garota”, ela é uma garota e possui um império. Mesmo discurso da maravilhosa campanha da Always, #LikeaGirl

Só resta esperar que tudo dê muito certo e a Supergirl consiga mostrar que sim, mulheres podem ser tão badass quanto qualquer homem.

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Thiago de Carvalho Rêgo

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