A produção de musicais da Broawday pelos olhos de Smash

Quando se lê Steven Spielberg imagina-se logo uma produção de ficção científica. Entretanto, Smash está longe de ser algo como E.T. A trama não se trata somente de um obra teatral cuja vida de Marilyn Monroe é a inspiração, mas a produção de um musical, aquilo que está por trás das cortinas.

Les Miz Broadway

Antes de mais nada, a premissa do teatro musical é a mescla da música, dança e diálogos. O time que produz as peças é extenso, porém a gênese conta com três profissionais principais: compositores, letristas e escritores, na trama representados por Tom, Julia e os novatos Kyle e Jimmy. E daí a parte técnica se monta com os produtores e diretores (Eileen e Derek) e, por conseguinte, os artistas. A ideia para o show pode partir tanto da imaginação dos autores, ou os mesmos serem contratados para montar um musical. Estima-se que leva cerca de cinco anos para escrever uma obra.

Várias são as inspirações para os musicais. Mamma Mia por exemplo, é baseado nas canções do grupo musical ABBA, Chicago se baseia numa peça homônima e The Phantom of the Opera, em um livro. E, por outro lado, o teatro musical também inspira filmes e séries de TV, como o caso de The Sound of Music. A duração dos musicais gira em torno de duas horas, com um intervalo de quinze minutos entre o primeiro e o segundo ato, ambos de mesma duração. A lista de canções é de aproximadamente trinta músicas, sendo algumas peças com canções entrelaçadas, sem diálogos falados, como por exemplo Les Miserábles.

Embora produzidos pelo mundo afora, West End, em Londres, e a Broadway, nos Estados Unidos, são locais tradicionais do teatro musical. Sobre a Broadway, que é onde se passa a trama de Smash, o gênero começou a surgir em meados do século XIX, com The Black Crook. Depois disso, de 1890 a 1900 várias comédias foram encenadas na Broadway, mas foi na década de 1920 que o gênero se descolou da ópera e ganhou impulso próprio.

Broadway Nova York

Na década de 1940 a 1960, o teatro musical teve sua era de ouro. Peças como Oklahoma!, Miss Saigon, My Fair Lady, West Side Story, Hello! Dolly, The Sound of Music, e nomes como Barbra Streisand, July Andrews, e Bernadette Peters (a mãe de Ivy, Leigh Conroy) garantiram sucesso de bilheteria. A partir dos anos 1970, as produções foram ganhando tons do rock como em Jesus Christ Superstar e Hair, e expressões negras, sobretudo africanas, a exemplo de Dreamgirls. E crescendo junto com a Broadway, veio a Off-Broadway, que são teatros menores com cerca de 100 a 500 lugares, mas com a grandiosidade que levou alguns ao brilho da famosa rua, como foi o caso de Rent, da qual Jesse L. Martin (o produtor Scott do off-Broadway Hit List, em Smash) fez parte do elenco original.

A partir de então, os musicais da Broadway tiveram influências externas, como por exemplo Miss Saigon e Les Miz, com elementos dos musicais franceses, Evita e Cats. O receio pela perda de audiência por causa da obsolescência e repetição nos temas fez com que os autores reinventassem o gênero e mudassem o foco de sua criação para o público contemporâneo. Daí surgiram peças como Good Vibrations (com músicas do grupo The Beach Boys) e All Shook Up (com composições de Elvis Presley).

Smash 2x11

Atualmente, a Broadway — com seus 39 teatros, cada qual com mais de 500 assentos — é tomada por produtores corporativos como Eileen e Jerry, que investem em criações ou pagam escritores para elaborar peças. Algumas são apresentadas fora dos teatros nova-iorquinos antes de chegarem a tal, como o caso de Wicked que foi apresentado primeiro em San Francisco e chegou na Boradway em 2003. Em Smash, acontece isso com Bombshell, que teve prévias em Boston. Essas primeiras apresentações são importantes para acolher a crítica e assim reparar os possíveis erros do musical. O alto custo de produção dos musicais fez com que as produções se adaptassem, mas por outro lado incentivou a criação livre no off-Broadway a preços e custos menores, a exemplo de Hit List.

O que, na verdade, Smash representa é uma oblação aos milhares de profissionais que estão na coxia. Desde os atores e estrelas, como Ivy e Karen, até os preparadores de elenco e gerentes de palco como Linda (Ann Harada), que veem nas luzes da Broadway o prazer da vida.

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