A regra do jogo: a facção perde seu membro mais importante

Em semana cheia de tensão de A regra do jogo, Zé Maria abandona a facção e segue por conta própria.

Agora, como um fantasma, eu vou poder sair do mundo dos mortos e vou poder assombrar os vivos que me devem muito.” — ZÉ MARIA.

Nome dos episódios da Semana 21: A nova chacina (121), Cova rasa (122), Elo perdido (123), Chá de panela (124), Na cova dos leões (125) e Álbum de família (126).

Desde que começou a novela, Zé Maria era uma personagem incógnita. Oscilando entre o bem e o mau, deixava no ar suas reais motivações. Depois, sua face monstruosa foi revelada sendo ele o assassino da chacina de Seropédica. A partir de então, seu amor pelo filho e sua lealdade à facção funcionavam como pêndulo de suas atitudes.

O problema é quando um começa interferir no outro. Quando Gibson decretou a morte de Juliano, Zé Maria optou pela família. E começou uma cruzada contra o grupo ao qual pertenceu por tantos anos. Tentou resgatar Kiki, mas só conseguiu levar a filha. Por fim, acabou sofrendo um ataque, do qual todos acreditam que ele não escapou.

JEC, autor de A regra do jogo, lança mão de um artifício muito batido em telenovelas. Um personagem é dado como morto e passa por uma transformação física assumindo uma nova identidade. Isso pode oferecer novas possibilidades a Zé Maria, mas deixa a novela com cara de deja vu. É esperar para ver como o autor usará esse joguete.

Aliás, a sensação que essa semana deixou foi bem esse de “eu já vi isso antes”. Gibson escapando como um bagre ensaboado por mais de uma vez. Genial a cena dele desesperado recolhendo os porta-retratos enquanto fugia da mansão.

Claro que o Pai é uma pessoa muito esperta, no entanto, a ingenuidade dos outros personagens chega a ser irritante. A sequência em que ele retira Aninha de casa debaixo das barbas do policial mais lento da dramaturgia, a.k.a. Dante, foi risível. E, mais uma vez, o quase ditou o tom. JEC não costuma ser um autor de “quase”, mas tem se repetido nesse final de novela.

O vai e vem de Atena e Romero precisa dar em alguma coisa bombástica para a trama. Ao que tudo indica, isso está preste a ocorrer. Afinal, deixar a amada esperando no dia do aniversário dela não foi a coisa mais inteligente a ser feita. Resta saber quem vai ficar de pé nesse luta entre os dois. A guerra foi declarada. Atena tem o vídeo de Romero negociando com o Tio. E Romero foi buscar Vitor (lembram dele?). As coisas prometem esquentar.

Outro argumento muito usado em novelas e que achamos que passaríamos sem é a revelação da paternidade no melhor estilo “eu sou seu pai”. Mas não escapamos. Tudo bem que a cena de Feliciano revelando que é pai de Merlô foi fofa, porém, não era necessário esse desenvolvimento. O bom é que, de brinde, ganhamos Janete apresentando o mundo para o ex-funkeiro.

O arco narrativo do Mc Nenenzinho e cia. poderia muito bem ser todo descartado dessa semana que não faria falta alguma. Não acrescentou nada. O mesmo pode se dizer do quadrado amoroso do Morro da Macaca. Sinceramente, quem se importa com aqueles personagens?

E você? O que achou dessa semana de A regra do jogo? Deixa suas impressões aí embaixo.

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