A Regra do Jogo — Semana 12×67–72

Facção sofre primeira queda em semana enrolada de A Regra do Jogo.

E você fica esperto, bem esperto. Agora quem está no comando sou eu!” — ZÉ MARIA

Nome dos capítulos: Humilhação, RR, Calcanhar de Aquiles, Território sitiado, Santo Expedito, Deu ruim.

Desde que se dispôs a colocar seu pai na cadeia e decretar o fim da facção, Juliano se tornou um personagem extremamente insuportável. Toda a sua luta contra seu pai e os artifícios adotados têm soado forçados e insistentes. A regra do jogo apresenta a sua primeira barriga.

Barriga é quando o roteiro estica demais uma parte do enredo, como se não tivesse assunto. Dentro da obra de João Emanuel Carneiro, por mais aceleradas que elas sejam, é comum haver uma ou outra barriga. Quem não se lembra da enrolação envolvendo Nina e o pen drive em Avenida Brasil. Ou então o DVD contendo as imagens do assassinato de Dodi passando de mão em mão em A Favorita.

O que incomoda, no entanto, é essa não é a única situação repetitiva em A regra do jogo. A relação envolvendo Romero Rômulo, Atena e Toia também começa apresentar nítidos sinais de desgaste. É sempre a mesma coisa: Romero se declara para Toia, a moça fica balançada e, quando vai dar uma resposta positiva, flagra o rapaz com Atena.

Repare que essa situação se repete a cada semana. É compreensível que os acontecimentos precisem de um tempo para se desenrolar, mas se ficar sempre no mesmo pé, passa a sensação de que a novela não está se movendo. E é essa a sensação que se teve essa semana em A regra do jogo.

O núcleo do morro da Macaca passa por situação parecida. Adisabeba armando contra as ex de Merlô ou sendo passada para trás por elas. Uma hora a boate da dona do morro está bombando, outra hora está dando prejuízo. E tem sido assim nas últimas semanas. Não surgiu nenhuma novidade.

O mesmo pode-se dizer de Tina e Rui, Oseias e Indira. A troca de casais não chega a ser algo inesperado. Para dizer a verdade, foi bastante previsível que uma hora isso fosse acontecer. O problema não é ser clichê, afinal, as novelas estão cheias deles. Mas, quando tudo se torna previsível demais, acaba perdendo a graça.

No núcleo da cobertura, também nada de novo aconteceu. A não ser a insistência do personagem de Otávio Müller se transformar em michê. Foi um dos poucos momentos engraçados da semana e compensou demais. Müller é o tipo de ator que tem a cada de pau necessária para viver esse tipo de cena. Vê-lo levando um fora na praia foi impagável.

A parte boa da novela ficou por conta da primeira derrota sofrida pela facção. Quem achava que isso nunca iria acontecer acabou vendo o Tio cair em uma ação conjunta do delegado Faustini e de Juliano. Foi uma cena bastante tensa, com direito a assassinato de delator cometido por Zé Maria e desmantelamento do QG do grupo.

Para completo desespero de Romero Rômulo, Zé Maria acaba se tornando o novo Tio e, de quebra, revela ao público quem era o policial infiltrado da facção. Pena que este não vai durar muito tempo, pois Faustini só tem cara de bobo e é mais esperto do que se imagina.

Pior para Atena que viveu um momento de glória em um dia, contando com a ajuda de Santo Expedito, e um dia d cão, quando o delegado invade sua casa. Como será que a loira fará para escapar dessa?

Outro que pode estar com os dias contados é Orlando. Faustini já descobriu detalhes do passado do moço e a presença de Lara desperta as suspeitas de Dante. O “cientista” demonstra evidentes sinais de preocupação. Não será surpresa se, nos próximos capítulos, ele sucumbir.

O grande mistério da trama continua sendo a identidade do Pai da facção. As apostas dão conta de que seja Gibson, o que faria todo sentido, analisando os discursos reacionários do milionário. Já outros apostam em Adisabeba, o que chega a ser surpreendente, mas não é incoerente. Afinal, ela é dona do morro da Macaca e sua relação com Zé Maria é sintomática. É possível que JEC ainda gaste mais alguns cartuchos antes de revelar a identidade.

Palmas para todas as cenas entre Tony Ramos e Suzana Vieira. O texto entregue aos dois é primoroso, a interpretação extremamente convincente e é um deleite para o espectador. Vaias para Vanessa Giácomo que anda cada vez mais repetitiva. Se antes era uma mocinha em que podia se apostar, agora incomoda. Uma das falhas de JEC é deixar suas mocinhas de lado em algum momento da trama.

Fica a expectativa para que essa nova semana traga boas novidades para a novela. E você? O que está achando de A regra do jogo? Não deixa de votar e dar a sua opinião aí embaixo.

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