Adeus, Skins!

Você acha que conhece a morte. Mas não. Não até você tenha visto. Realmente visto. Em seguida, ela fica sob a sua pele e vive dentro de você.” — Cook

Certa vez li a seguinte frase: “A única recompensa que você recebe depois de sofrer, é amadurecimento. Mais nada, afinal vida não mima ninguém.” Infelizmente não me lembro o autor. Mas ela resume fielmente a nova fase que Skins assumiu. A sétima temporada encerrou um ciclo porém deixou algumas sequências que, por sua vez, poderiam muito bem ser exploradas posteriormente.

O plano inicial do series finale seria um filme. No entanto o canal E4 declarou oficialmente que não obtinha de recursos financeiros para investir no projeto e, que tudo já tinha sido aplicado na série. Depois houve rumores que teriam três episódios de duas horas de duração para cada geração.

Mas o murmúrio teve fim no dia 17 de outubro de 2012, onde o E4 anunciou o retorno da atração. Três personagens marcantes iriam retornar: Effy, Cassie e Cook. E foi nesse momento que começaram as reclamações. Protestaram por não ter um representante da terceira geração, e alguns se opunham por motivos bem pessoais, nos quais incluíam a ausência do seu personagem favorito.

Não tivemos ninguém da terceira geração porque o objetivo da sétima temporada era explorar o amadurecimento. Assim sendo, era difícil explorar esse sentimento desses personagens porque seguindo a ordem cronológica nenhum deles havia alcançado a casa dos vinte anos.

A história de Effy — Fire — veio com uma sinopse muito sinistra. Tudo foi orquestrado para uma tragédia. O clima depressivo dos episódios, nos trouxe de volta a saudosa segunda geração. Vimos uma Effy não muito mudada, mas com seus defeitos e qualidades amadurecidos e ao mesmo tempo amplificados.

Em termos técnicos, Fire foi uma surpresa. A maioria dos personagens eram cativantes — exceto Jake — e em especial, o Dom. Consegui vê-lo como o par perfeito para Effy e o único que poderia salvá-la todas aquelas ações inconsequentes que sempre perseguiram a personagem.

Naomi afundou-se na história. Não estou dizendo em termos depreciativos, mas desde os primeiros instantes, vimos que a personagem não encontrava-se em seu estado normal. A morte dela foi uma surpresa, mas assim como a prisão de Effy, foi um ótimo desfecho para essas duas personagens que marcaram tanto a trajetória de Skins.

A maior expectativa era claro, sobre Pure. Cassie é e sempre será uma das personagens mais queridas da atração. O modo como a atriz Hannah Murray deu vida a enigmática garota–que–não–comia é digna de aplausos. Mas esses cumprimentos só vão mesmo a Cassie, porque a história em si, foi muito inferior em relação as duas restantes.

Não parecia a menina do “Wow! Lovely”. Estamos abertos a todo tipo de mudanças mas fazer a personagem perder a sua essência foi hediondo. Para não falar que a história foi de todo ruim, foi legal ver a beleza de Cassie ser explorada. Ainda continuo achando que Beauty era um nome muito melhor para a história.

Pronto! Agora podemos voltar a falar de Skins. Porque Rise nos fez matar as saudades da estrutura que o show montou ao longo do tempo. Os haters ficaram babando no novo Cook, e a violência conjuntamente com a falta de pudor da história, são os elementos responsáveis por termos os melhores momentos da sétima temporada.

Cook deu respostas acerca da morte de Freddie, e acalmou os ânimos dos fãs que estavam ansiosos por respostas. A mortes do episódio foram um charme a parte. Nunca na série o aniquilamento e o amor foram tão bem explorados. O roteiro também foi divinamente bem construído, até mesmo as frases que Cook dizia no começo dos episódio. Sem palavras para a qualidade dessa história.

Resumindo, Fire surpreendeu, Pure decepcionou e Rise arrasou! A sétima temporada teve um aspecto triste, por se tratar de uma despedida, mas temos que ser conscientes e admitir que Skins encerrou sua história no momento certo. Sem delongas e esticões, investindo em tramas nada a ver. A série foi um fenômeno do começo ao fim.

PS: Aos que acompanharam as análises da série muito obrigado! E por favor não me deixem, irei sentir falta de todos! #carente

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