Agent Carter 2×03 — Better Angels

Better Angels avança na trama principal de Agent Carter trazendo personagens de volta.

Vocês dois formam uma ótima equipe.” STARK, Howard

Peggy Carter não é nenhum Capitão América. Quero dizer, é pouco provável que você tenha crescido tendo contato com a agente pelos quadrinhos. Todo mundo sabe disso, inclusive os roteiristas da ABC. Antenados sobre o papel de Carter no filme do Primeiro Vingador, bem como consciente das limitações da personagem, eles souberam trabalha-lá na 1ª temporada com uma roupagem modesta e ao mesmo tempo impressionante. Acima de tudo, bem inserida no contexto da época. Agora a série já começa a se rumar para uma direção arriscada.

Better Angels trouxe um retorno já esperado, outro nem tanto. Enquanto um tratou de potencializar tudo o que mais gostamos de ver na produção, o outro, em contrapartida, trouxe consigo várias soluções duvidosas.

Howard Stark está de volta, mais extravagante do que nunca. Foi bom ver Dominic Cooper em cena novamente, principalmente pelo fato da química entre o trio de protagonistas (ele, Carter e Jarvis) ser apenas incrível. Trio que também segurou a barra do lentíssimo episódio até os últimos segundos, o que não foi fácil.

A fim de incluir um fator de risco mais convincente, Agent Carter resgatou o Dr. Wilkes, já explicando que o mesmo assumiu uma forma intangível no momento da explosão da matéria zero na Isodyne. Tão estranho quanto tal enredo, só o romance entre ele e Carter, desenvolvido sempre às pressas.

Mas não precisa se preocupar ainda! Sousa está ganhando destaque e ainda é possível ver algo entre ele e Peggy futuramente, por que não? Depois da sugestão de um triângulo amoroso no especial de duas horas da semana passada, pode-se esperar de tudo — inclusive, saudades Ana!

Dentre os destaques positivos estão as cenas de ação, as inúmeras — e ótimas! — referências ao Universo Marvel e também a postura adotada pela protagonista diante de Thompson, momento o qual os telespectadores esperam ver há um bom tempo. O agente vivido por Chad Murray também representa um ponto negativo do episódio: os traços vilanescos dele estão cada vez mais visíveis, o que não é bom sinal para quem, independentemente das atitudes rudes do grupo para com a protagonista, aprecia a formação original da SSR. Seria interessante a insistência dos roteiristas naquele preceito do “Ele não era um homem bom, mas era bom no que fazia”, lembram-se?

A última cena de Whitney Frost descobrindo suas habilidades apenas reforça a tese de que Agent Carter está decidida a pensar fora da caixa e expandir seu leque temático. Resta torcer para que o tom deliciosamente despretencioso da série não se perca durante a transição.

Assista a promo de Smoke & Mirrors:

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