Agents of S.H.I.E.L.D 1X05 — Girl in the flower dress

Eu só me juntei ao Rising Tide para achar qualquer informação que eu conseguisse sobre meus pais.” — Skye

Essa semana tivemos um pouco mais do mesmo em Agents of Shield. A proposta do seriado está se desgastando rápido, com uma enorme quantidade de clichês.

O formato de todos os episódios até agora é o clichê 1: o avião enorme, piadinhas e descontração entre o time, uma chamada urgente, investigação com cada membro da equipe

Shield 1x05

contribuindo em sua área de especialidade, agentes no solo caçando o alvo da missão, organização sinistra agindo às escuras, time confrontando o caso da semana e os telespectadores conhecendo um pouco mais do grande inimigo oculto, no caso The centipede.

Se Girl in The Flower Dress mostrou algum desenvolvimento foi na história de Skye e, adivinhem, clichê 2: tudo que ela fez até agora foi para encontrar seus pais, que possuíam alguma ligação com a S.H.IE.L.D, justificando suas ações contra a organização e redimindo a “traição” dela aos olhos do público. Ela é pega no exato momento que chegamos ao nosso clichê 3: o agente bonitão e inacessível começou a confiar/gostar dela, para então ficar decepcionado e voltar a ser distante, mantendo a tensão sexual entre os personagens suspensa por mais alguns episódios.

Não para por aí: tivemos o clichê 4 — a menção ao filme dos Avengers com Coulson mais uma vez relembrando sua morte e os vilões citando o Capitão América e seu alter-ego Steve Rogers, e o pior de todos — o clichê 5 — com o status quo retornando praticamente inalterado depois da descoberta da traição de Skye. Agora ela revelou seus segredos a Coulson e tem que andar com uma pulseirinha. Essa foi a punição por ter traído a maior organização de espionagem do mundo! E depois de tudo isso o agente, interpretado por Gregg Clark, ainda parece inclinado a ajudá-la em sua busca!

Não sei bem o que esperar dos próximos episódios. Os roteiristas e produtores deveriam se livrar dos elos fracos entre personagens e atores da série, especialmente Simmons, Fitz e o Agente Ward, diminuindo seus papeis ou tirando eles de cena e dar espaço para Coulson, Melinda May e Skye aparecerem, parar de renegar sua origem e abraçar a presença mais constante de super seres e incluir a mitologia Marvel de uma vez, presente apenas na volta do soro Extremis, visto também no piloto.

Finalmente, eles deveriam evitar esse excesso de lugares comuns no roteiro e fugir de todos eles, mas especialmente do último, o clichê 6: cena pós episódio com os vilões passando a impressão que “tudo está correndo de acordo com o plano”. É ser muito óbvio e, em época de roteiros inteligentes, auto referentes e com camadas diversas, passa a sensação de uma diversão rasa demais ao espectador.

A minha confiança no seriado está abalada e me agarro a produção de Joss Whedon, que tende a ser sinônimo de qualidade. Vamos avaliar até quando isso será suficiente.

Vejamos o preview do episódio 6, que só será exibido daqui a duas semanas na ABC:

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