Agents of S.H.I.E.L.D: Humanos andando entre heróis

Com grandes poderes vem… um monte de merda muito estranha que você não está preparado para lidar!” — Skye

Sabe qual é o grande problema de expectativa? Ela eleva nosso índice de exigência em relação a alguma coisa e pode gerar um efeito grave: frustração. Muito aguardada, Agents of S.H.I.E.L.D é a maior aposta da ABC nessa fall season e seus previews prometiam muito! Felizmente, toda essa promessa foi cumprida pelo episódio piloto da série — que não deixará nenhum nerd frustrado!

Marvel SHIELD episodio 1

A volta ao universo Marvel das telas de cinema é um prato cheio para quem gosta de ação de primeira qualidade, aventura, espionagem na dose certa, alívios cômicos que não diminuem a voltagem entre as cenas de ação e muitos easter eggs para todo mundo que entenda quem é Romanoff, o que é a Extremis, a condição divina de Thor, onde fica a Stark Tower, o que é Journey into Mistery e saiba identificar uma “história de origem”.

A trama começa logo após a batalha em Nova York contra os Chitauri mostrada em Avengers. Ela retrata a organização SHIELD, formada por agentes sem poderes que protegem pessoas comuns do desconhecido num novo mundo repleto de super heróis. O foco aqui é na condição humana frente a esses super seres e é para lidar com isso que o agente Phil Coulson (Clark Gregg) reúne uma equipe de especialistas marcando a introdução de personagens carismáticos, com destaque para Skye — a hacker gata e piadista — que vão sendo apresentados de maneira gradual, permitindo uma identificação rápida com os espectadores. A volta de Colbie Smulders como Maria Hill serve de ligação com os filmes e instaura o mistério sobre o retorno do agente Coulson: Quando perguntada se ele “Não sabe da verdade [sobre sua “morte”], ela responde: “Ele nunca pode saber!”

Isso é o produtor/diretor/roteirista Joss Whedon em sua essência, iniciando mistérios e colorindo o universo dos seus personagens. Nada que

Marvel SHIELD Coulson

fugisse do esperado por quem acompanhou Buffy ou Firefly.

Apesar de ser um piloto e introduções serem necessárias, a ação domina o episódio com cenas de luta bem coreografadas, efeitos especiais acima da média (também esperado, visto o potencial do conglomerado Marvel/ Disney) e interpretações que cumprem seu papel.

A conexão com o universo cinematográfico existe e é palpável, mas não limita o roteiro ou a ação dos personagens, tornando esse um produto próprio com possibilidades vastas e evitando a alcunha de primo pobre dos filmes ou a sombra de caça- níqueis, para aproveitar a onda positiva de filmes de super-heróis, pois é possível ver que existe uma história interessante para ser contada aqui.

Com a possibilidade de eventuais participações especiais estelares (Samuel L. Jackson já demonstrou interesse em aparecer como Nick Fury na série), efeitos especiais de primeira e um roteiro redondo, a parceria entre Marvel e J. Whedon, e a mistura com a ABC, tem tudo para dar certo se não fugir da fórmula de sucesso já apresenta e cumprir as expectativas do seu público como fez bem nesse primeiro episódio.

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