AHS: Asylum 2×05 — I Am Anne Frank [Parte 2]

– Este é o nosso filho, David. É um garoto doce, mas tem cólicas. Ele chora de cinco a seis vezes por noite. Nada que fazemos o conforta. É o suficiente para deixar alguém louco. Ainda mais uma mulher nervosa como Charlotte. — Mr. Brown
– Louca, Nervosa… que tal boa atriz?” — Irmã Jude

Nem sei por onde começar! Que episódio fantástico! E como o roteiro de AHS é rico, cheio de revelações, reviravoltas e força. Sorte nossa, já que o FX anunciou que fará mais uma temporada.

Vamos lá, Briarcliff serviu de mero disfarce para Dr. Thredson. Eu já estava estranhando o personagem de Zachary Quinto ser bonzinho demais. Mas vamos pensar: ele teve o álibi perfeito, um psicólogo que iria tratar do Bloody Face. Logo ele conseguiu uma confissão de Kit e a confiança de Lana, na mesma jogada.

Ao se revelar o grande (até então) maior vilão desta temporada, Dr. Thredson agiu como um verdadeiro psicopata: observou, aproximou, ganhou confiança e deu o bote. Agora, as vitímas são Lana e sua já morta companheira, Wendy. A próxima vítima do tão temido serial killer será a mesma que entrou em Briarcliff para contar a sua história.

Voltemos à história de Anne Frank. Ainda não estou convencido de que ela não é a garota alemã vítima do holocausto. Como tudo é dúbio em AHS, eu bem acredito que ela pode ser a famosa figura de Auschwitz. Vejam, ao ser introduzido na história a Operação Clipes de Papel (Papercilp Operation) abre um leque bem interessante de possibilidades.

Diz à história que os cientistas nazistas, munidos do dinheiro e da liberdade que só o absolutismo lhe dá, estavam muitos anos à frente dos americanos no que diz respeito a tecnologia nuclear ou mesmo a descobertas alienígenas. Por meio desta operação, conta a lenda, os cientistas dos EUA incrementaram o conhecimento que já possuíam e puderam, enfim, detonar a primeira bomba atômica em junho de 1945. As outras foram endereçadas ao Japão.

Nesse contexto complexo insere-se o personagem de Dr. Arden. Ex integrante da SS alemã e, a exemplo de diversos cientistas alemães, vivendo sob uma nova biografia, o Dr Ardern assume no manicômio o personagem criado para ele pela inteligência aliada. Mas velhos hábitos não mudam e, afim de dar vazão a seu sadismo, o que provavelmente o levou a ser seguidor de Hitler, ele continua as experiências macabras em solo americano e, vez ou outra, mata uma prostituta para variar e lembrar os áureos tempos na Polônia. Para mim, um dos mais interessantes personagens criados para esta temporada.

Já irmã Jude foi uma grande vítima das circunstâncias e do machismo daquela época. Tudo leva a crer que por ela ser petulante, firme e maquiavélica, os homens que cuidam de Briarcliff a queriam longe dali a tempos. A oportunidade veio quando a suposta Anne Frank acendeu a chama da dúvida na cabeça de Jude, e ela foi atrás do passado de Dr. Arden. Uma confluência de fatos a levam de volta à vida. Sim, irmã Jude veste seu indefectível vestido vermelho e vai à busca de clientes para um programinha (Alô Nazaré Tedesco!)

Praticamente épica a jornada de Jessica Lange em AHS, digna das grandes personagens dos clássicos da literatura, e olha que ainda faltam alguns episódios para o final desta temporada. De uma assassina acidental, ela se tornou comandante de um manicômio e agora volta às ruas para ser novamente prostituta. Ouso dizer que só mesmo as grandes e marcantes personagens da ficção (Scarlet O’Hara, Cleópatra e até mesmo Carminha) tem tantas reviravoltas em suas histórias. Merece mais um Emmy, com certeza.

A devil sister Mary Eunice está saindo muito melhor que eu imaginava. Ela está comandando Briarcliff, tem dedinho dela em tudo que está acontecendo. Acredito que o grande embate final será entre ela e quem sobreviver no manicômio (que eu espero que seja irmã Jude). A ideia de desovar Shelley (Chloë Sevigny) numa escola infantil foi fantástica! Eu estou apaixonado pela irmã possuída.

Será que o enredo de Kit terminou? Preso, ele não tem mais função na trama, a não ser os roteiristas o queiram como o mocinho da série… Prefiro que não. A história de Anne Frank teve seu final com um tratamento que transformou Charlotte em uma sixty housewife perfeita, uma Bree Van de Kamp dos anos 60. Foi muito bom rever Franka Potente (Corra, Lola, Corra) depois de tanto tempo.

O próximo episódio, The Origins of Monstrosity vai ao ar na quarta que vem e contará um pouco da origem do mal em cada uma das personagens. Gostei… Deixei o promo logo aqui para dar água na boca.

PS: Pepper continua sumida!

PS 2: A reconstrução de época está perfeita.

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