AHS: Asylum 2×06 — The Origin of Monstrosity

Irmã, me ajude a entender: de onde esse mal vem? Ela poderia ter nascido assim?” — Sra. Reynolds

E quando a gente acha que AHS já teve seu ápice nesta temporada, vem The Origin of Mostrosity e PÁ na nossa cara, com um episódio sensacional. Ao longo deste todo nós vamos conhecendo um pouco mais do que faz cada personagem perverso.

O que parecia a adição de mais uma personagem, com grande potencial, se tornou algo muito mais interessante. Quando a Sra. Reynolds, autora da frase que ilustra a review, diz que tem uma filha e que pensa que ela é uma assassina, eu arrepiei! Achei que veríamos logo mais um maluco, infantil desta vez, em Briarcliff e que esta iria causar algum enredo por ali mesmo. Sim, a garota é uma psicopata. Mas não, ela não havia matado o amiguinho, e precisou de um “empurrãozinho” de evil sister Mary Eunice (amor eterno!) para dar assas a sua perversidade.

Os estudiosos de comportamento humano dizem que é possível sim nascermos com algumas inclinações ou predisposições, como ao vício, à psicopatia e a outras doenças psicológicas. Mas a biologia evolutiva nos diz que somos o fruto de nossa herança genética amplificada ou cerceada pelo meio. Isso quer dizer que nossos avós estavam certos quando diziam: diga-me com quem andas que eu te direi que és? Em partes sim. Pelo ponto de vista da ciência, ok?

Sendo assim, assistimos ao nascimento do mal do coração da garota. O demônio continua mandando e desmandando no manicômio. A personagem de Lily Rabe está no mesmo nível de Jessica Lange e Zachary Quinto no quesito “nascida pra brilhar”. Fantástico trabalho da atriz, e de Ryan Murphy, que criou uma segunda temporada muito superior à primeira. Ela se declara o demônio para a garotinha, que nem se abala. É, Jenny nasceu com uma inclinação ao mal, mas o encontro com Mary Eunice com certeza foi determinante para desabrochar uma assassina.

No decorrer da trama conhecemos ainda histórias de mais três personagens importantes: Dr. Arden/Hans Gruper, Dr. Thredson/Bloody Face e também da Irmã Mary Eunice/The Devil.

Tudo em nome do progresso. Não foi isso que nós combinamos, monsenhor? — Dr. Arden

Hans Gruper, já sabemos, é mesmo um ex-seguidor de Adolf Hitler, mas ele acredita piamente que os experimentos que ele conduz em Briarcliff irá conduzir à humanidade a outra espécie. Já não bastasse ele ser fruto dos campos de concentração nazista, ele também é neurado com ataques russos aos EUA. Lembremos que em 1964 EUA e URSS viviam o auge da guerra fria. E por esse motivo, queria criar, com um pool de bactérias da sífilis e da tuberculose, uma nova raça humana.

Vejam a complexidade desta personagem. Ele continua a aplicar os preceitos nazistas (pureza de raça, ciência para o bem da humanidade custe o que custar) no contexto da guerra fria. Tudo isso mascarado por uma laisser-passer (do francês, deixe passar) emitido pela Cruz Vermelha dentro da Operação Clipes de Papel. Nesta época, e ainda chocados pelo horror da segunda guerra, a população dos EUA caçava nazistas, belo simples prazer de matá-los. Logo, Arthur Arden tem que esconder suas experiências para não ser linchado em praça pública.

Eu sou o demônio.” — evil sister Mary Eunice

Mary Eunice sofreu bullying quando adolescente. Adorei ver ela em flashback, toda inocente, indo nadar pelada na piscina da garota mais popular da escola. Quem espera que essa mesma garota vá sofrer agora levanta os dedinhos!

Óbvio que o porão é a prova de som. Garotas com o peito maior que seu já tentaram antes.” — Bloody Face

A história que envolve a transformação de Thredson, tímido nerd, estudante de medicina, no sanguinário Bloody Face foi mais uma face do Complexo de Édipo e de como as diferentes tabulas rasas (conceito no qual todo ser humano nasce como uma folha em branco e vai sendo moldado ao longo da vida) reagem à situações traumáticas.

A falta da mãe, do abraço materno, fez com que Oliver sentisse desejo pela pele de mulheres de 33 anos e brancas, assim como ele se lembrava de sua mãe, quando ela o abandonou. O choque de ver uma com essas características no primeiro ano de medicina despertou nele o seu dark passenger (Se Dexter me permitir o uso de sua mais famosa expressão) e a partir daí, ele desenvolveu sua monstruosidade.

Muitos conceitos da psicologia, do comportamento humano, da história da humanidade e da filosofia por trás deste brilhante episódio de AHS. Asylum está aos poucos se tornando uma história coesa, surpreendente e aterrorizante ao mesmo tempo. Não me canso de ressaltar o magnífico trabalho e a ousadia dos roteiristas nesta temporada. Espero que a fórmula de temporadas temáticas, curtas e intensas cresce ainda mais. Vida longa à AHS!

Na próxima semana, em Dark Cousin, teremos o embate de minha adorada evil Mary Eunice com um anjo do mal! Sério, quero muito que quarta chegue logo! Fiquem com o promo! Até lá.

PS 1: E o que o destino ainda guarda para Irmã Jude? Hey, Jude? Vai virar canção dos Beatles? Fez a Naza e voltou como se nada tivesse acontecido?

PS 2: Torço muito para que Lana fuja e conte a história de Bloody Face em um best seller.

PS 3: Vamos ver o desenvolver da história no tempo real para comentar, ok?

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