AHS: Coven 3×04 — Fearful Pranks Ensue

Elas tinham um território, nós tinhamos o nosso. Nenhum lado cruzou o outro. Sem mais sangue nas mãos umas das outras. O resto do mundo era cruel o suficiente” — Chantal, Voodoo Princess

Em mais um episódio morno de Coven, a trama se volta aos anos 60 para explicar um pouco mais da origem do ódio entre a Voodoo Queen de Marie Laveau e a Suprema Fiona Goodie. Aprender um pouco da história das duas e tirar algumas constatações sobre o que está por vir no presente foi a função do episódio, que não é digno de ser o quarto de uma temporada. Acho que falta terror à série, seja psicológico ou explicito, os episódios não causam mais angústia ou medo como nas temporadas passadas.

Que Fiona é capaz de qualquer coisa para manter o seu posto na hierarquia bruxa todo mundo já sabia. O que talvez seja novidade é o fato de ela, além do talento para Suprema, ter sido conduzida ao cargo pelo amor que Spalding nutre por ela. Dois assassinatos mantém Fiona no cargo: o da ex-Suprema e o da futura.

Fiona é obcecada por controlar o tempo, e voltando a mitologia grega, ela faz o papel de Chronos, que á a personificação do tempo para os pais da civilização moderna. Ao tentar controlar a única coisa que lhe falta, o tempo, Fiona recorre a tratamentos de beleza misticos e modernos, à feitiços de Voodoo e aos assassinatos, pois se existe outra Suprema vindo, quer dizer que o tempo dela acabou. Mas qual será o feitiço que Laveau usou em LaLaurie para mantê- la eterna? Isso deve ser o motivo pelo qual Fiona começou a guerra com Laveau.

Quem é a bruxa mais foda da cidade?” — Fiona

AHS Coven 3x04

Ela então reascende o ódio entre os dois clãs de bruxas para conseguir o que quer. Fiona não está nem um pouco preocupada com a sobrevivência da escola de bruxas ou mesmo de sua filha. Ela quer ser eterna, ela quer sobrepujar o conselho e não permitir que uma outra Suprema surja. Ela quer ser Chronos, e usa de Hades, a guerra e seu filho, para conseguir este objetivo. Apesar de ela ter sido dura com Cordélia por procurar Lavaeu, Fiona sabe que o ato da filha pós fim à trégua que durava mas de 40 anos entre bruxas negras e brancas.

A temática racial volta com força também, as vezes mascarada pelos clãs e pelo folclore que envolve as bruxas negras, de matriz africana e que usam de magia negra, vodu e santeria e das bruxas brancas, que envolve magia da natureza e poderes especiais. Ao se voltar para 1961, onde, principalmente na Louisiana, estado sulista, enclausurado entre o Texas e o Mississipi, reduto maior da Ku Klux Klan, o ódio pelos negros perdurou até quase os anos 70. E aconteceu uma das coisas mais bizarras da série: descobrimos que Thrllier, de Mr. Jackson foi na verdade um feitiço da Voodoo Queen! E a guerra, que antes fora racial, agora será pode poder e pela imortalidade.

E será que Fiona é maior que o conselho? E porque o conselho pune as bruxas que cometeram assassinato com a fogueira? É conselho de bruxas e ou Inquisição? Achei estranho, mas não mais estranho do que ver que Fiona tem cada um deles na mão (pois aquela bruxa grossa não conta). O amor de Spalding por Fiona é maior que o conselho, e ele culpa Myrtle Snow por ter cortado a própria língua para proteger Fiona. E por falar em Spalding…

O personagem de Dennis O’Hare está começando a aparecer, como o psicopata que ele deve ser. Uma das bizarrices da trama é o chá que ele e sua coleção de bonecas toma, provavelmente todos os dias. Além disso, ele deve procurar nas bonecas a personalidade da garota perfeita, que ele encontra nas garotas mortas. Mas a pergunta é: ele apenas pega as que já estão mortas ou é o assassino delas também? Muita coisa para se explorar neste personagem ainda.

Confesso ainda que para um episódio de Halloween eu esperava mais. A volta dos mortos na noite de 31 de outubro lembra a primeira temporada, mas sem o mesmo impacto. Deveria ser uma noite especial para as bruxas, mas foi especial para as maldades feitas neste dia: a morte do minotauro, a volta dos mortos vivos, o ácido no rosto de Cordelia, que, espero eu, acorde para vida e comece a perceber que ela tem poderes, que ela pode muito mais que gerenciar muito mau a escola de bruxas. A ações está muito tímida, tenho a sensação que está sendo guardada para os episódios finais, o que não é bom em termos de roteiro, mostra uma falha de ritmo grave.

Fiona precisa provar que é a bruxa mais foda da cidade, pois até agora Marie Laveau está dando uma lavada nela, em termos de feitiço. A Voodoo Queen fez um minotauro, um feitiço da imortalidade e chamou os mortos de volta. E Fiona? Além de transformar o livro da bicha do conselho em Best Seller, o que foi que ela fez? Não consegue ser jovem para sempre nem fazer a filha ser fértil. É Fiona, você ainda não é a bruxa mais fodona da cidade.

O próximo episódio veremos o desenrrolar da Noite dos Mortos Vivos e como LaLaurie vai lidar com as filhas, aquelas lá do primeiro episódio, que assombram a porta da escola de bruxinhas. Em Burn, Witch. Burn!, uma certeza teremos: a fogueira voltará a ser acessa depois de tantos anos apagada. Até lá! E fiquem com a promo!

P.S: O quão dispensável foi a cena do marido de Cordélia de 1000 à infinito?

P.S.1: Zoe e Preciosa não fazem diferença para trama. FrankensKyle devia matar uma e a outra morrer de infecção por bactéria de Minotauro, meu desejo!

P.S.2: A cena do bar, o diálogo entre Cordelia e Fiona é o ponto inicial da mudança do comportamento de Cordelia? Diz que sim, titia!

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