AJ and the Queen, a medíocre série apaixonante de Ru Paul, na Netflix

A nova série Netflix estrelada por ninguém menos do que Ru Paul Charles é uma produção dos estúdios Warner, com assinatura da própria Ru Paul e de Michael Patrick King. Confira nossa crítica.

Algumas coisas crescem dentre da gente. Quem é LGBTQA+ sabe.

E não estou falando de qualquer assunto sexual. Tomo como exemplo o reality Ru Paul Drag Race. Quem conhece o programa desde seu início bem se lembra do quanto era difícil assistir àqueles episódios com um filtro horroroso, que dificultava a visão, e algumas derrapadas na construção do roteiro. Fazia a gente pensar “isso é ruim, mas é bom”.

Drag Race conquistou os fãs de pouco a pouco, e hoje conseguiu se tornar uma reality premiado. Tão premiado quanto a figura por trás dele, a drag queen Ru Paul. Assistir a Drag Race hoje é viciante, e o que não falta são versões.

Com AJ and the Queen, a coisa parece não ser diferente. A nova série Netflix estrelada por ninguém menos do que a própria Ru Paul Charles é uma produção dos estúdios Warner, com assinatura da Ru Paul e de Michael Patrick King (Sex and the City).

Nela conhecemos Ruby Red, uma drag com o sonho de abrir sua própria boate. Mas Ruby sofre um golpe terrível de seu então “parceiro”, que leva todo seu dinheiro e a deixa com uma mão na frente e outra atrás. Ruby havia deixado os palcos de uma famosa casa noturna, para onde não poderia voltar. O jeito é sair em turnê pelo país, fazendo o que sabe fazer melhor: arte drag.

Mas conhecemos também AJ, uma criança atormentada pela vida nas ruas com a pouca companhia de uma mãe viciada, que nem sempre consegue ser sua mãe. Vizinha de Ruby, tenta roubá-la mas acaba sendo pega.

O que não esperávamos (mas esperávamos sim, pois o roteiro é bem clichê) é que AJ se metesse no trailer de Ruby as escondidas, rumo ao Texas, onde encontraria seu avô e poderia ser uma criança normal.

A série é abrilhantada por participações especiais de várias das queens de Drag Race, e por isso exige um olhar atento dos fãs, já que nem todas aparecem “montadas”.

Começa patinando, com atuações sofridas do grande nome da produção, Ru Paul, mas evolui para um lugar um pouco melhor. Não podemos negar que Ru Paul é esforçada.

Com roteiro batido e um conflito a la Priscila A Rainha do Deserto, no qual pessoas diferentes precisam conviver durante uma viagem pelo país em um trailer, vai conquistando a audiência com um truque batido de reality show: humanizar personagens. E funciona.

A cada episódio somos apresentados a uma situação diferente e pessoas diferentes, locais com seus próprios conflitos, mas que trazem uma lição importante para a relação dos protagonistas e também para quem assiste.

Não é perfeita, mas já nasceu com potencial para conquistar pelo menos os fãs de Drag Race. E tem potencial para muito mais. Eu já fui conquistado.

Sobre o Autor

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Caio Fochetto

Fundador do site BOXPOP, profissional de mídia e comunicação com experiência em TV aberta, TV paga, portal web e rádio. Potterhead sonserino com muito orgulho e apaixonado por cultura pop.

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