Análise imparcial (aham, Cláudia) dos indicados ao Emmy

E chegou a época em que todos os apreciadores de séries do mundo inteiro mais esperam: a divulgação dos indicados ao Emmy, o prêmio máximo da televisão norte-americana e o primo pobre do Oscar. Sim, por que o Grammy e o Tony são glamorosos e sofisticados.

Pra começar, qualquer coisa anunciada pelo Aaron Paul já tem o meu respeito. Afinal, o cara é um colirinho para os olhos de qualquer pessoa que levantou bem cedo durante as férias para acompanhar o anúncio (que aconteceu ontem, dia 18, e a lista completinha você tem aqui). Tudo bem que tivemos que engolir o insosso Neil Patrick Harris, mas o importante é que o Aaron estava lá e compensou tudo.

Muitos acusam o Emmy de ser conservador e tudo mais. Discordo em partes. Afinal, a premiação já reconheceu o talento de um anão em uma série de fantasia! E, neste ano, reconheceu também que produtos feitos exclusivamente para internet também podem gerar bons frutos, como é o caso das indicações para House of cards em categorias muito importantes como melhor série dramática, melhor ator e melhor atriz em drama. Isso é um grande avanço contra o chamado conservadorismo.

Vamos começar pelas comédias. Como todos bem sabem, 30 Rock foi cancelada e uma das séries mais indicadas e mais premiada de todos os tempos. O Emmy pode consolidar ainda mais a carreira dessa bem sucedida comédia capitaneada por Tina Fey. Alec Baldwin é quase sempre uma aposta certeira. O grande problema da série é sua concorrente direta, Modern Family, outra que costuma papar várias estatuetas. Na disputa direta entre as duas (série de comédia, ator e atriz coadjuvante), a última pode levar a melhor pela excelente quarta temporada.

O retorno da outrora laureada Arrested Development foi pouco comemorado pelos votantes do Emmy com uma indicação morna de Jason Bateman com melhor ator. Aliás, essa é a categoria mais deja vu do Emmy, com todo mundo já indicado anteriormente sendo indicado novamente. Hora de renovar cadê?

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Outras queridinhas da crítica conseguiram o seu lugar ao sol. Girls, Louie e Veep tão lá batendo cartão. Elogiadíssimas pelos profissionais da TV, as séries tem como força contrária um fraco apelo popular diante de Modern Family, por exemplo. E o Emmy costuma levar em consideração, ao menos na categoria de comédia, séries que fazem sucesso junto ao povão. Para nossa alegria.

E Glee já não é mais a mesma coisa para os votantes da Academia. A série musical já esteve em melhores lençóis e, nesse ano, conseguiu alguma coisinha com a Jane Lynch e com a Dot-Marie Jones. E só. Quem te viu e quem te vê, hein, Glee?

Já nos dramas, os candidatos de sempre. Mad Men pode ganhar mais uma estatueta, já que sua sexta temporada foi uma das mais competentes da série. O que pode prejudicar Breaking Bad. Por se tratar da última temporada da série, é esperado que o Emmy a reconheça e tem todos os motivos para fazê-lo. Se não em Melhor Série, ao menos em Melhor Ator para Bryan Cranston, que fez de seu Walter White um dos personagens mais marcantes da televisão (e olha que isso não diz nada para o prêmio, pois Hugh Laurie e seu House nunca foi agraciado). Se bem que meu coração sexual (sim, eu tenho um coração sexual) bate mais por Jon Hamm. É um coração vagabundo mesmo.

Merecidamente, The Good Wife e Broadwalk Empire foram menos lembradas esse ano; não tiveram suas melhores temporadas em comparação com as outras. E Game of Thrones conseguiu ser nomeada mais uma vez. E vai perder mais uma vez. A abertura para séries de fantasia só aconteceu nas indicações. Para a Academia, indicação já é um prêmio.

Melhor atriz em drama deve ficar mesmo com Claire Danes diante das outras indicadas na categoria. Feliz pela lembrança de Vera Farmiga, a única a ser mencionada por Bates Motel (uma coluna Top5 com as maiores injustiças do Emmy 2013 está sendo preparada). A presença de Kerry Washington, por Scandal, só mostra o poder de Shonda Rhimes em Hollywood (e que ela venha mostrar esse poder no Brasil. Walcyr, estamos de olho!).

A mudança de Downton Abbey de minissérie para série dramática deve favorecer Maggie Smith na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante em Drama (por mais que meu coração suspire por Emilia Clarke). Uma curiosidade na categoria. Morena Baccarin é o Brasil no Emmy #galvãobuenofeelings. A atriz de Homeland conquistou a segunda indicação para uma brasileira ao prêmio.

Entre os homens, a vitória de qualquer um dos atores de Breaking Bad (Aaron Paul tem todo o espaço garantido em meu coração) deixaria os fãs pra lá de satisfeitos.

E mais uma vez, Ryan Murphy mostra que ele não é qualquer um na noite. American Horror Story: Asylum conseguiu nada menos que 17 indicações na categoria de Melhor Minissérie ou Telefilme. Deve ser a mais premiada. O que deixa um território bastante desolador para The Big C: Hereafter, que neste ano optou por ser avaliada como minissérie. Pior para Laura Linney, que vê as chances de premiar sua ótima Cathy se esvair um pouco, com nomes como Jessica Lange, Helen Mirren, Elizabeth Moss e Sigourney Weaver na lista.

O que mais? The Voice está lá como melhor reality show, os apresentadores do Project Runaway também, The Simpsons também. Acho que é isso. No dia 22 de setembro a gente fica conhecendo os vencedores. E então, você terá mais uma análise imparcial (aham, Cláudia) de todos aqueles que levaram uma estatueta para casa.

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