Arrow 1×10 — Burned

Se você não quer superar o medo dentro de você, era melhor ter deixado o outro arqueiro te matar.” — Diggle

Depois de mais de um mês, Arrow finalmente voltou. Se você estava ansioso por uma volta explosiva, ainda mais por conta do título do episódio, alto lá. Não que Burned tenha sido um episódio fraco, mas também está longe de ter sido um dos melhores.

Uma coisa que não posso negar foi a cena inicial, com o assassinato do irmão da Jo, o Danny. Foi uma cena tensa, afinal de contas não é sempre que colocam fogo numa pessoa né? Pelo menos não na TV. Essa cena inicial foi ótima para prender a atenção do telespectador, ponto positivo aos produtores, foi muito interessante mesmo, pois serviu como ponte entre os acontecimentos desse episódio e o que aconteceu ao final de Year’s End.

Uma coisa muito comum nas histórias de super-heróis são as crises existenciais que eles acabam tendo em um certo momento. Com Oliver isso aconteceu meio que um pouco cedo, esperava esse tipo de atitude dele talvez somente na próxima temporada, mas o Arqueiro Negro mexeu com o psicológico dele. Afinal de contas, quem gosta de perder uma batalha? Mas tudo que envolve Oliver Queen acaba tendo um tom mais intenso. Sério, tem horas que eu me pergunto se a mocinha da história é a Laurel ou ele? Dig Diggle como seu leal cúmplice, dando o máximo de apoio que podia em troca tinha que aguentar as crises de TPM do rapaz.

A pobre da amiga de Laurel deveria ter recebido a notícia da morte do irmão por alguém mais suportável, e não por Quentin. Mas como advogada além de irmã da vitima, é claro que Jo foi tirar mais a limpo a história da tragédia, consciente de que sua amiga era a única que poderia obter as respostas que ela queria. E pra variar, a advogada não tem o apoio do pai para a solução do caso. É claro, graças a sua esperteza ela se apossou da brecha do pai, para se apoderar de um elemento muito importante para levá-la a solução do caso: o vigilante.

Arrow - 1x10  Burned

Já que o casal Oliver e Laurel está difícil de rolar, nada mais justo do que um momento do vigilante com a moça. Oliver apesar de sua crise existencial, decidiu abrir a mão disso por algum instante para atender a amada. O jogo de sequência das cenas dos dois é incrível, os produtores tem que fazer igual a história do Superman, seria muito interessante ver Laurel se apaixonando pelo herói, mas isso não vem ao caso agora.

A trama chegou a um ponto em que começou a ficar confusa. Laurel tinha o controle da situação, de repente o vigilante e por último Oliver. O embate entre o arqueiro e o vilão do episódio, por mais que tenha sido injusta a morte de outro bombeiro, ajudou a dar sequência a história. Porém, por que Oliver Queen me aparece na base do corpo de bombeiros bem na hora que Laurel está lá, enchendo o chefe de perguntas? Por quê?

Tommy vem se mostrado bastante útil ultimamente, até que estou começando a gostar dele. A atitude dele em ajudar as vítimas de incêndio foi de surpreender, nem pareceu aquele playboy mimado do início da série. Apesar dessa evolução, é bom não se apegar muito ao personagem, pois ainda acho ele um verdadeiro aprendiz de Lex Luthor e no futuro se tornar o grande vilão de Arrow.

Juro que tem horas que o Oliver me irrita, e em Burned ele conseguiu fazer isso no episódio todo. Depois de uma lição de moral de Dig Diggle, a ponto de aumentar a moral dele mostrando sua verdadeira importância a todos desde que voltou da ilha, ele decidiu acordar pra cuspir e parar de ficar doce igual caramelo, tirando onda de Camaro amarelo. No dia da festa, Oliver foi muito sortudo, pois mais uma vez tentando ajudar Laurel ele quase não deixou nítido que era o vigilante, porque sinceramente eu não sei.

Francamente o vilão desse episódio foi fraquíssimo, as causa de tudo que ele fez. Tudo bem, ficar sozinho preso num incêndio, ser dado como morto, ficar em coma durante meses e depois deformado não é fácil pra ninguém, mas matar todos aqueles que trabalharam com ele, que não tinham culpa é forma de se vingar? O lado bom pelo menos é que o arqueiro conseguiu salvar o dia, mesmo não tendo salvado o “vilão”, que também não fez falta a sua morte.

Burned foi bem morno, para quem voltou de seu primeiro hiatus. O sumiço de Walter, parando pra pensar, foi uma das melhores coisas que aconteceu, pois é agora que vamos saber quais são as verdadeiras intenções de Moira. Falando na mamãe megera, ela e Thea protagonizaram um dos melhores momentos do episódio. O “acorda pra cuspir” que a caçula dos Queen soltou para sua mãe foi digno.

No meio de tantos sentimentalismos, já dá para perceber que Oliver precisa dobrar os seus cuidados, pois Quentin não está para brincadeira. E se o policial souber que o rapaz e o vigilante realmente são a mesma pessoa, a casa vai cair e Oliver vai ter que arranjar bons motivos para convencer o turrão. E sinceramente isso não vai demorar pra acontecer, apesar de ser uma puta falta de sacanagem Quentin usar a própria filha para conseguir o que tanto quer. O jeito é esperar os próximos acontecimentos.

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