Arrow 2×06 — Keep your enemies closer

Esse é o problema da honra, John. Você não pode ligá-la ou desligá-la”. Pistoleiro

Essa semana, Arrow deu uma pausa nos dramas da família Lance e realizou um episódio delicinha. Esse foi certamente um com o caso da semana, mas mostrou que a série amadureceu bastante nesse quesito em relação a primeira temporada, e soube criar uma excelente coesão entre todas as histórias paralelas.

A cena inicial foi ótima, e serviu como base para todo o roteiro, tanto no núcleo Thea/Roy quanto para o caso do Diggle, e iniciou o episódio com uma ótima sequência de ação que levaria a narração à Rússia, e fez isso muito bem. Descontinuou também o enrendo de Sebastian Blood, que desapareceu por enquanto.

Arrow não é uma série como muitos personagens, e os roteiristas têm ótimas mãos quando o assunto é dosar o tempo dedicado a cada história de cada personagem. A prova disso é que, para desenvolver um pouco mais a história de Diggle, deixou de lado todo o dramalhão envolvendo Laurel, Lance e Sara. Sem contar que as cenas da Thea com Roy e Moira foram muito objetivas, e apesar de estar totalmente fora do clima do episódio, foram curtas e sem muita intensidade, o que fez com que a atenção se voltasse ao que realmente importava ali.

thumb Arrow 2x06

Toda a história de Lyla, ex-mulher de Diggle, com certeza foi apenas um pretexto para levar o trio para Rússia, que de quebra levou Isabel também com uma desculpa qualquer sobre a empresa dos Queen, que acabou tendo uma diversãozinha rápida com Oliver, que no fim acabou desencadeando o início de uma sequência que os fãs da série tanto esperavam. Mas disso falarei mais pra frente. O envolvimento de Oliver no caso foi, apesar de nobre, pouco e não tão dedicado assim. A prova disso é a rapidinha com a sócia, o que mostra que o nosso arqueiro ainda tem muito o que aprender. E espero ainda ver muitas lições de moral que o Diggle sempre dá nele, e que eu adoro.

Todos os personagens foram muito bem desenvolvidos, principalmente a volta do Pistoleiro, que esteve numa situação complicada, mas acabou saindo dali com a ajuda de quem menos esperávamos: Diggle. Por conta de tudo o que estava acontecendo em volta, e certamente por seguir os planos dos roteiristas, a história de Diggle versus Pistoleiro está longe de ser finalizada, ainda mais depois dessa revelação sobre a tal H.I.V.E. (C.O.L.M.E.I.A.). Mas essa jogada aí do Pistoleiro não me convenceu, não. E essa expansão pode ser um erro, já que várias histórias estão sendo deixadas para trás. Vamos continuar assistindo…

Já nos flashback da ilha, finalmente pudemos descobrir o paradeiro de Shado e Slade. Confesso que eu esperava que a questão da queimadura de Slade fosse mais para o futuro, mas esses primeiros episódios provaram que a série não está de brincadeira, que quer mesmo contar a história do Arqueiro Verde sem preâmbulos, mas, tratando de CW, isso me preocupa um pouco. Felizmente Sara esteve também nesse episódio, e mostrou que o potencial do enredo da ilha é gigante, e pelo o que a personagem disse no episódio passado, teremos muita interação ainda entre Oliver, Sara, Shado e Slade. O problema é que os roteiristas continuam a tratar os acontecimentos ali da ilha como se tudo fosse uma grande surpresa. Muita coisa é, mas o principal não: Oliver sairá dali vivo, e Sara também. A grande dúvida continua pesando sobre a história de Slade, e o destino de Shado também.

Já a questão do submarino japonês e dos esqueletos deformados continua marcando presença ali, mesmo que indiretamente, mas ainda está um pouco confusa e precisa de esclarecimento rápido, até porque a gente não pode ficar diante de uma história sem saber o que está se passando ali. Mas tudo bem, uma coisa de cada vez.

De volta aos tempos atuais, uma chama de esperança se acendeu para o suposto casal Oliver e Felicity (não me venham com Olicity, por favor!). Felicity ficou realmente chateada com o lance rápido com a Isabel, e só faltou completar a pergunta “Por que ela e não eu?”. Nossa nerd loira favorita não é muito discreta e sempre acaba se expressando, dessa vez não foi diferente. Essa é a Felicity, não tem jeito. A desculpa de Oliver foi nada menos que clichê, e se os roteiristas pretendem formar um romance ali, precisam trabalhar muito isso aí. Sendo assim, a semente está plantada oficialmente. Particularmente, não sei se prefiro Oliver com Felicity ou com Laurel. Creio que as duas são boas demais pra ele. Agora basta esperar pra ver no que vai dar.

Para filinalizar, quero evidenciar meu contentamento com a ótima coreografia de luta, trilha sonora e direção de fotografia de Arrow. A parte coreográfica da série tem se mostrado mais eficiente que a de Nolan, nos filmes do Batman. Aqui os bandidos armados não esperam o herói se virar para eles pra poderem atirar. Lá em O Cavaleiro das Trevas era constrangedor até, mas em Arrow está ótimo. E a trilha sonora está conseguindo deixar a marca da DC na série, e está mostrando que essa marca não pertence apenas ao mundo cinematográfico do estúdio. E a direção de fotografia está ótima, e mesmo que você não tenha percebido, ela conseguiu fazer com que você sacasse o clima do plot, diferenciando e separando totalmente as cenas dos flashback da ilha, das de Oliver, Felicity, Isabel, Thea, Moira e Roy e das sequências da prisão. Arrow, definitivamente, amadurece a cada episódio.

P.S.: Não estou dizendo que a coreografia de luta de Arrow é melhor que a da trilogia O Cavaleiro das Trevas do Cristopher Nolan. Lá tinha seus momentos épicos, como as lutas entre Bruce e Bane, mas tinha seus momentos de vergonha alheia também.

P.S.²: A paritr dessa semana eu (Pedro Morais) estou assumindo as críticas de Arrow. Nosso antigo reviewer, Eduardo Nogueira, não está mais conosco aqui no Box, e eu pretendo continuar com a exclência deixada por ele aqui nas críticas da série do nosso Arqueiro Verde.

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