Arrow 2×07 — State V. Queen

Eu só queria agradecer, e… eu sinto muito”. SMOAK, Felicity
“Por quê?” QUEEN, Oliver
“Eu me meti em problemas de novo, e, você o matou. Você matou de novo, e lamento ser a responsável por você ter que fazer esse tipo de escolha”. SMOAK, Felicity
“Felicity… ele a tinha e ia machucá-la. Não havia escolha a ser feita”. QUEEN, Oliver

Como descrever o melhor episódio da série? Não, esse não foi o episódio com mais ação, adrenalina, que mais prendeu a atenção, mas conseguiu, em 42 minutos, fechar umas histórias, dar continuidade em outras e criar um novo plot totalmente inesperado, e ainda dar um show de roteiro e direção. E como pôde tanta coisa acontecer em um único episódio?

A atuação ainda não está em sua melhor forma, mas nada que uma direção perfeita não disfarce. O problema maior continua sendo Stephen Amell (Oliver) com suas expressões limitadas, a forma de falar entredentes de Willa Holland (Thea) de quem não tá sabendo como levar aquela cena, e o jeito meio “fora de si” forçado de Katie Kassidy (Laurel). Mas a atriz Susanna Thompson (Moira) foi excelente nesse episódio, e cumpriu muito bem sua tarefa em um dos momentos mais esperados para a personagem.

Por falar em Moira, todo o processo do julgamento foi perfeito, e eu nunca vi antes o tempo do episódio, em Arrow, ter sido tão bem distribuído como foi nesse. Eu confesso que esperava que o júri fosse demorar um pouco mais, mas diante do que aconteceu, ficou evidente que fechar essa ponta (fechar em partes) foi a melhor decisão, porque sem dúvidas, o que virá pela frente vai ser nada menos que… eu nem vou especular mais, por que sou sempre surpreendido, e de uma forma positiva. Sobre o julgamento, a contribuição de Laurel foi excelente, e eu, como estudante de direito, sei que a moça ficou numa posição difícil, e que realmente ela não pode deixar de cumprir seu papel para com o Estado, afinal, foram 503 vidas perdidas. Mas ainda assim ela deu um jeitinho de tentar beneficiar sua ex-sogra, dizendo que Moira não poderia depôr, pois evidenciaria que ela teve um caso com o maior inimigo da cidade.

Mas esta não deu ouvidos, e nesse pequeno plot, abriu vários caminhos possíveis para a série. Apenas nessa dança, mesmo não tendo eficácia para condenar Moira, surgiu a possibilidade de Thea ser filha do Malcom Merlyn; um super problema para a suposta família Moira/Malcom/Thea; além de Laurel ter feito sua média como boazinha na série. Outro ponto da perfeição do roteiro deste episódio foi a cena inicial, quando volta-se há seis meses. Naquele flashback em que Moira confessa sua cumplicidade, serviu tanta como base para o julgamento que viria a seguir, como para mostrar o acontecimento paralelo simultâneo envolvendo Vertigo.

arrow 2x06 moira

Em falar em Vertigo, aí está mais um que finalizou sua história de forma perfeita. Talvez o personagem ainda rendesse bastante na série, mas em meio a tudo o que está surgindo, essa precisava sim ser finalizada. Ficou uma dúvida no ar sobre o porquê de ele ter demorado seis meses para agir, mas tem-se que entender que não dá para jogar várias histórias ao mesmo tempo. Na verdade, isso já está acontecendo, porém está balanceado. Já toda a ação de Vertigo nesse episódio foi ótima, e ficou evidente que o cara não queria voltar ao negócio do vertigo só para lucrar, ele queria mesmo é alfinetar o Arqueiro Verde. E, claro, essa história não acabou muito bem para ele.

Felicity dessa vez tentou agir sozinha, e isso acabou fazendo Oliver matar novamente. É certo que, naquela situação, realmente não havia escolha sobre o que fazer, foi uma questão básica de sobrevivência. Ou Vertigo, ou Felicity sairia dali vivo. Vamos torcer para que isso tenha servido de lição para a nerd. Diggle, que estrelou o episódio passado, nesse só ficou doente, sob efeito das drogas criadas por Vertigo, e só ficou assim também para que houvesse um envolvimento no enredo do episódio.

Já em paralelo à tudo isso, as cenas da Ilha foram curtas, mas muito objetivas e significativas. Finalmente a interação entre o quarteto (Oliver, Shado, Slade e Sara) está acontecendo. Me pergunto o que acontecerá que os separarão, e vai fazer com que Oliver e Sara pensassem que o outro estava morto. A questão das coordenadas para o submarino japonês gravadas no hosen chegou em boa hora, e sinto que teremos uma grande história pela frente, e estou na torcida para que dediquem um episódio aos acontecimentos da Ilha, assim como aconteceu no episódio 13 da temporada passada.

De volta ao presente, o retorno de Malcom Merly não me surpreendeu. A suposta morte dele no season finale ficou mal contada, e isso não é costume em Arrow, e o fato de nunca terem falado nada sobre o paradeiro do corpo dele só autenticou a desconfiança de que ele estava vivo. Foi interessante descobrir que Moira não foi inocentada a partir do fato de ter sido coagida. E, como eu disse anteriormente, palmas para a interpretação de Susanna Thompson, que conseguiu fazer ótimas expressões de quem seguiria a vida em paz, e logo depois descobre que essa paz não existirá, e o medo de descobrir que seu ex-amante ainda está vivo. E mais cruel que nunca, e com mais incentivo que nunca (não que ele esteja certo, afinal, a morte de Tommy é culpa dele). A possibilidade de Thea ser filha dela é um tanto quanto clichê, mas eu confio em Arrow, e sei que esse desenvolvimento será feito da melhor maneira possível.

Outro ponto importante também é a volta do Sebastian Blood, mas sobre seus planos ainda é muito cedo para falar. Por fim, o episódio foi simplesmente maravilhoso, e por pouco, não foi perfeito. E o próximo episódio promete ser tão bom quanto, e introduzirá novos enredos, que eu estou muito ansioso para conferir, e tenho certeza que, apesar de tantas histórias ao mesmo tempo, Arrow saberá lidar muito bem com todas elas, como já provou ser capaz de fazer.

Lembrando que o próximo episódio só vai ao ar no dia 4 de dezembro, e será o a primeira parte do midseason finale. Depois dele, a série só volta ano que vem.

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