Arrow 3×02 — Sara

Eu não tenho o luxo de poder desabar em pedaços”. — QUEEN, Oliver

Como Stephem Amell é um ator extremamente carismático, entre outras coisas, e seu personagem Oliver consegue equiparar a seu carisma, todos sofrem quando ele sofre. Por isso, assistir Sara, o segundo episódio dessa temporada, foi de partir o coração. Li em alguns lugares antes da temporada começar que o nome desse episódio devia ter relação com a volta da personagem para Starling City, mas as pessoas não poderiam estar mais erradas: foi a despedida da personagem da série. Para os fãs de quadrinhos, há sempre uma esperança de que ela volte, com um papo de que foi tudo armação e que na verdade ela tomou algum bagulho parecido com o da Julieta e ficou parecendo um defunto, ficou no freezer, mas não tem problema congelar um pouquinho, ela já estava tecnicamente morta mesmo. Ok, parei, já ficou forçado demais e nós sabemos que Arrow, apesar de tudo o que já vimos nas duas primeiras temporadas, não é nenhuma TVD (não estou falando mal da série, é só que lá os mortos vêm e vão com uma facilidade absurda).

Voltando a Arrow, se Oliver já estava balançado no primeiro episódio, nesse ele caiu de vez, e tudo indica que essa temporada vai ser focada na busca por vingança. O que me chateia é saber que vamos ver muito da Laurel choramingando e dizendo: “Não é justo, não é justo”. Se ao menos derem um rumo bacana à personagem, talvez ela poderia se tornar a nova Canário Negro no futuro, vá treinar em algum lugar remoto do planeta e volte na versão 2.0 Badass. Todos esperam, Katie Cassidy merece uma chance dessas.

O que acontece é que alguém matou a Sara e todo mundo está choramingando. Até a Felicity, passou noventa por cento de suas cenas com olhos chorosos e voz embargada, e por mais que Oliver tentasse esconder os olhos mais tristes eram os dele. Ele queria falar com a Tea desaparecida a qualquer custo, respirava fundo toda vez que alguém tentava falar com ele. E meus parabéns infinitos para Stephem Amell, ele é para mim um dos atores mais carismáticos da atualidade e olha que só dentro da CW isso já é competição pra caramba.

certa

Tivemos um vilão para nos distrair nesse episódio. Qual a probabilidade de um arqueiro estar na cidade na mesma época em que um outro arqueiro mata Sara no telhado de um prédio? Durante o próprio episódio, os personagens falam sobre a escassez desse tipo de mercenário no mundo, enfim, mas o cara estava no lugar errado, na hora errada, ele estava matando gente, mas ele não matou Sara. Todo mundo fica frustrado, mas todo mundo já sabe quem matou ela, não é? Minha aposta no óbvio é Ra’s al Ghul, já que ele é o grande vilão prometido para essa temporada e apesar de Oliver ter dito que eles não se matam entre si, acredito que tenha sido ele.

As cenas de ação sempre impecáveis estavam lá para nos entreter, e um dos pontos que mais gosto em séries como Arrow é o que é feito especialmente para entreter os fãs, mesmo o trava ship de toda temporada — na passada Sara, nessa eles trazem Ray Palmer, uma adição perfeita ao elenco. Brandon Routh já mostrou que veio para se colocar entre #Olicity. Tudo bem, ele veio como um personagem super carismático e aparentemente do bem, e como a morte de Sara fez todos pararem para pensar sobre suas próprias vidas, então temos Felicity indo trabalhar para Ray no fim do episódio e Diggle voltando oficialmente para equipe. Claro, ninguém realmente esperou que ele fosse se afastar de verdade.

Oliver continua sofrendo e procurando por Tea, até que Roy, seguindo os conselhos de Felicity, resolve lhe mostrar a carta de despedida que ela deixou lá no último episódio da segunda temporada, que faz ele imaginar que ela não está onde diz estar, por isso ela não atende o telefone. A parte mais legal é descobrir onde de fato a garota está, que é com seu pai verdadeiro, treinando para deixar de ser a irmã mimada e indefesa do arqueiro verde. Tudo bem que ela ainda não sabe que ele é o arqueiro, mas vocês entendem o que eu quero dizer.

Esse episódio, na minha opinião, não foi nem melhor nem pior que o primeiro, que não foi ruim pra começo de conversa, mas todo mundo sabe que Arrow pode fazer melhor. Não culpo Sara, pois foi um episódio focado no luto, em como os outros personagens vão se comportar daqui pra frente. Não foi nada decisivo ou grandioso, estava fantástico na medida certa, o que é sempre assertivo da parte dos roteiristas da série. Teve participação especial do Tommy Merlyn, que eu não sei vocês, mas eu gostava bastante dele. Foi bem bacana ele procurar por Oliver quando ele estava desaparecido, foi bem bacana incluir o personagem na série novamente.

O próximo promo nos dá um gostinho de muita ação e o reencontro com Malcon Merlyn. Agora sim acho que essa temporada engata, vamos observar.

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