Arrow 3×05 — The Secret Origin of Felicity Smoak

Eu quero que você saiba que quaisquer experiências pelas quais você teve que passar. Estou feliz que tenha passado. Elas moldaram a pessoa que você é hoje. E você sabe como me sinto a respeito dela”. QUEEN, Oliver

Um minuto de silêncio, mas não por luto e sim em homenagem a The Secret Origin of Felicity Smoak, porque foi muito bom, foi maravilhoso, Emily Bett pode não ganhar nenhum Emmy tão cedo, afinal ela ainda é uma atriz desabrochando, mas tenho que confessar que Felicity rule the Arrow Tean no último episódio, o que falta em experiência e técnica a atriz compensa em carisma, com uma personagem gênia e atrapalhada, sem contar que ela deve ser a nerd mais sexy e famosa da atualidade, conhecer um pouco melhor do que Felicity fazia há cinco anos atrás quando Oliver não fazia parte de sua vida, foi no mínimo revigorante.

O quinto episódio da terceira temporada de Arrow já prometia desde o promo e é óbvio pelo nome, que seria dedicado a personagem Felicity, mas confesso que pensei que isso poderia ser tratado de outra forma e não com a franqueza e foco que foi dado a nerd, amei cada segundo, desde as primeiras cenas quando Oliver está treinando com Roy, Laurel lutando boxe e Thea praticando com Malcoln, corta para o apartamento de Felicity onde a moça conta cinco abdominais antes de desistir e desligar a TV, mostrando também que nem todos os personagens precisam ser herois com força bruta.

Um Ray Palmer sempre cafeinado aparece no apartamento dela falando sobre um tipo de energia elétrica mais eficiente e que deveria ser distribuído de graça para as maças, não sei exatamente o que estão fazendo com esse personagem, mas o rótulo “MOCINHO DO ANO”, vem escrito com letreiro de neon na testa do bilionário, mas essa não é nem de perto a melhor surpresa na manhã de Felicity, porque quem resolve bater em sua porta é ninguém menos que Mama Smoak, e como previsto nas imagens promocionais ela é exatamente o oposto da filha, vemos aqui uma Felicity um tanto rancorosa e envergonhada com a presença da mãe que convenientemente ganha um daqueles relógios inteligentes de Ray Palmer que sai de cena, porque sim a aparição do moço, apesar de sempre bem vinda e refrescante aos olhos, era só uma questão de conveniência tecnológica que descobrimos mais tarde.

smoak

Nos flashbacks vemos a nerd em suas origens, com um namorado gato e seu colega de quarto praticando rackerativism ou qualquer coisa do gênero, criando um super vírus, por diversão, quando o boy dela resolve invadir um site do governo e apagar todos os empréstimos estudantis e vai preso, alguém me explica porque o ator canadense Nolan Funk só faz participações especiais como vilão? Ok, ele tem cara de mau e isso é sexy, exatamente o que a CW amada procura sempre, vilões são sempre mais interessantes, mas nem sempre tem vida muito longa, parei.

Em resumo o episódio não teve um dos enredos mais surpreendentes, mas acredito que essa nem era a intenção, portanto terminei de assistir me sentindo muito feliz sobre o que tinha visto, mas basicamente foi: vilão misterioso lança um cyber ataque em Starling, vilão misterioso usa o super virús que Felicity criou há cinco anos atrás para isso, a garota fica perturbada com isso enquanto tem que lidar com problemas de família, e quem não tem? Questão constante, quem está por trás do ataque? Quem? Quem? Quem? Sim, é o ex que foi preso, e inclusive foi o primeiro amor da nerd, tão fofinho ver ela apaixonada por outro pra tirar férias da frustração constante #Olicity, o cara deveria estar morto, mas como estar morto é algo um tanto relativo em Arrow, BANG! Até a ida da Mama Smoak para Starling fazia parte da armação do gênio (não tão gênio assim) do mal para roubar um monte de dinheiro e blá, blá, blá, Oliver salva o dia, fim, ou quase isso, porque ele só salva o dia quando Felicity consegue mandar uma mensagem de socorro através do relógio que a Mama Smoak ganhou do Ray Palmer, falei para vocês que a aparição do mocinho era por conveniências tecnológicas, mas ele ainda aparece mais duas vezes para mostrar que o personagem também é relevante para dinâmica geral da série e principalmente na vida da personagem.

Finalmente parece que todo mundo se deu conta que as desculpas de Thea para sua mina de dinheiro eram mais esfarrapadas que as minhas quando não quero fazer algo, queria ter que inventar desculpas para explicar porque tenho tanto dinheiro também, ao invés de ter que inventá-las pelo motivo contrário, mas enfim, nem todo mundo é Queen/Merlym, nem todo mundo é Palmer. Dessa vez Speedy conta uma mentira mais convincente e explica que está usando o dinheiro do pai que é outro que deveria estar morto e aluga um belo apartamento, yeiiii! Casos de família parte dois, no fim eles se entendem, porque é lógico que Oliver ia dar piti com a notícia, nossa como eu gosto de um bom drama barato, mas só porque é entre esses irmãos, por favor, gente, estamos falando de Oliver (super malhado, cara de sofredor, pai do ano na vida real) e Thea (Willa super magra, linda e agora badass) Queen, todo mundo ama eles e quem não os ama não merece meu respeito, ok parei de novo, acontece quando o crítico que vos escreve resolve fazer o review na sexta-feira de manhã turbinado na cafeína.

Para um minuto para cantar: Who run the world? Felicity, só que não, mas tudo bem, The Secret Origin of Felicity Smoak, não desfila entre os melhores episódios de Arrow por ser brilhante, ou super interessante, mas porque foi legal e valeu cada minuto assistido, ninguém precisa de mais que isso, acredito que a série esteja se esforçando para oferecer um cardápio completo para os fãs e pelo que eu vi a aprovação nas redes sociais foi geral, todo mundo precisava de um pouco mais de Smoak e eles deram entrada, prato principal e sobremesa. Afinal foi bonitinho ver a personagem perdendo seu lado negro e se tornando a super nerd que temos hoje, em termos de entretenimento nota mil para esse episódio.

A surpresa de verdade ficou por conta de ninguém menos que Roy, você vê desde Corto Maltese que ele tem dito que não dorme bem há dias, no começo do quinto episódio ele dá a mesma desculpa para Oliver e até aí tudo bem, ninguém se importa com as horas de sono dele, porque se Felicity recém contratada de Palmer, pode tirar dias de folga para ver o Barry em Central City e aparentemente poder escapar sempre do trabalho para fazer as pazes com a mãe, porque o personagem precisa dormir não é mesmo? Pois bem, quando descobrimos o porque da insônia de Roy a única coisa que conseguimos pensar é “WTF?”, ok agora passa para Guilty, porque a brincadeira acabou, mas convenhamos, ele não vai ser o responsável pela morte da Sara, alguém vai dar uma explicação muito boa, ou não, para isso em breve ou Colton está prestes a ficar desempregado novamente.

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