Arrow 3×18 — Public Enemy

Às vezes, nós temos que arriscar, particularmente por aqueles com quem nos importamos”. SMOAK, Donna

Suicidal Tendencies foi tão episódio de enrolação que, salvo algumas cenas que continuaram da noite da semana anterior, Public Enemy poderia ter sido assistido logo depois de The Offer que estaria tudo certo. Inclusive o flashback foi continuação e vou começar comentando ele.

Mundo pequeno Oliver encontrar a gêmea da Shado em Tóquio logo quando ele precisa de um lugar para se esconder. Mas eu sempre acho bem interessante como a história do flashback casa com a situação do tempo atual da série, apontando, como o Capitão Lance mesmo disse, para um ciclo completo. Mei precisava de uma conclusão sobre o desaparecimento de seu pai e da sua irmã, viver na dúvida estava impedindo-a de seguir em frente, e por conta deste encontro ela teve esta oportunidade. O discurso dela sobre a verdade ser libertadora é exatamente o discurso do Capitão Lance.

Fiquei particularmente feliz por não terem ressuscitado a Shado, porque seria realmente estranha a volta da personagem, já que ela literalmente levou um tiro na cabeça em um momento em que não havia muitas formas ou meios para salvá-la disso. Então seria realmente estranho o retorno dela.

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Por falar nos Lance, essa família tem uma tendência gigantesca pra ser chata. O plot que eu nomeei como Lance’s drama é o mais difícil de engolir na série e a única importância dele neste episódio foi que por insistência na chatice tivemos um dos desfechos mais dramáticos da série — que nunca conseguirá superar o Oliver sendo jogado do alto de uma montanha após ser mortalmente ferido por uma espada, mas ainda sim em um nível bem alto de drama.

Também não entendi a lógica do capitão fazer a própria filha sofrer tanto. Ele já perdeu definitivamente uma filha e por mais que a Laurel (que por acaso tem se mostrado uma personagem muito melhor nos últimos episódios) tenha enganado o pai, é normal que ele faça ela sofrer tanto? Porque a morte da Sara não foi culpa dele, mas afastar a própria filha fica totalmente por conta dele. Estranho, mas não costumo questionar pessoas em luto.

Ray Palmer e Felcity Smoak são o casal fofurinha mais fofo do planeta no momento. Não se enganem, eu continuo contra a união, mas as cenas deles em Public Enemy foram muito boas, pois, como eu já comentei, eles têm bastante química juntos. Quem não tem química com a Felicity? Ela é de longe a melhor personagem da série, e a Mama Smoak é simplesmente fantástica, mostrando que os acertos na escolha de elenco de Arrow são fenomenais. E até quando eu penso que não acertaram muito, o personagem se desenvolve e me surpreende. Talvez seja por isso que eu gosto tanto.

Mama Smoak veio para dar bons conselhos à filha, que ainda sente-se um tanto desconfortável com a personalidade da mãe, o que é normal em muitas famílias. O importante é que elas sempre encontram o caminho de volta e acabam bem, ao menos nos dois episódios em que Donna nos deu o prazer de sua aparição.

Enfim, o que importa mesmo é o desenvolvimento do plano do Ra’s al Ghul para que Oliver aceite ser seu sucessor. O grande líder da Liga dos Assassinos mais parece uma criança mimada batendo o pé para conseguir o que quer, mas ok, ele encontrou no arqueiro a melhor opção e precisa insistir nisso até que todos os modos de persuasão sejam esgotados. No caso dele, a mão pesa bastante, uma vez que vidas estão em risco, inclusive a do próprio Oliver quando Ra’s revela a Lance a verdadeira identidade do arqueiro e o capitão anuncia a descoberta para toda a cidade.

Nesta temporada tivemos muitas referências ao começo da série, o que é bastante legal, e em Public Enemy relembramos que Oliver já foi acusado de ser o arqueiro (logo no comecinho da série, quando Diggle veste pela primeira vez o capuz). Lá tudo fazia parte de um grande plano dele para despistar os olhares mais curiosos, mas agora ele não vê uma saída.

O que nos leva direto ao fim do episódio, quando, depois de se entregar para polícia e conseguir um acordo de imunidade para seu time, Oliver é surpreendido, tanto quanto todo o resto dos personagens, quando Roy aparece vestido de arqueiro verde e assume a responsabilidade dos crimes cometidos. E foi por isso que considerei o fim do episódio tão dramático; ele de joelhos na rua com todos os policiais cercando-o enquanto Oliver e Lance observam-no chocados.

A primeira pergunta que surgiu na minha mente foi: a Thea aprovou a ideia? Eles acabaram de voltar e ele já faz isso? É como se propositalmente Roy estivesse disposto a minar o relacionamento deles, mas todos entenderam que foi por um bem maior.

Em todo caso, pareceu uma jogada arriscada, que entendemos logo de cara no promo a seguir. De acordo com nossa fonte ilimitada de conhecimento, a senhorita Zuca, tudo faz sentido, acompanhem os vídeos dela que eu sempre veiculo aqui na semana posterior ao episódio e vocês verão que algumas teorias apresentadas por ela, com base nos quadrinhos, nos dão pistas bem sólidas para onde a série está indo nesse momento.

Public Enemy conseguiu ter doses de tudo: desenvolver a história central e amarrar algumas pontas, ainda sem amarrar tudo, pois ainda temos alguns episódios antes do fim. A série ainda abriu novas questões, e os produtores não estavam brincando que estes últimos episódios da temporada transformariam a série completamente. E por enquanto só posso fazer ótimos comentários a esse respeito.

Vamos torcer para que tudo continue assim, pois parece que não teremos mais enrolação.Promo estendido de Bronken Arrow está de tirar o fôlego, em vários sentidos.

Vídeo review da Zuca que está fantástico, confiram:

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