As 10 Piores Adaptações de HQ’S para o Cinema

Com a chegada de Batman vs Superman: A Origem da Justiça resolvemos listar as 10 piores adaptações dos quadrinhos para o cinema.

Na última quinta-feira, 24, chegou ao Brasil e ao mundo o tão aguardado Batman vs Superman: A Origem da Justiça e ele, apesar de ter conquistado os fãs, decepcionou a crítica especializada e também o grande público que não está muito habituado com esse universo da DC. Eis que nós do BOXPOP resolvemos fazer uma pequena lista com as 10 piores adaptações de HQ’S para o cinema.

Vamos começar a polêmica:

1) Demolidor (Daredevil, USA, 2003, 103min)

Ben Affleck em 2003 conseguiu reunir todo o ódio dos fãs de quadrinhos do mundo inteiro com a péssima adaptação de Demolidor. Mas convenhamos que a culpa não foi só do ator e sim do roteiro e da direção, que conseguiram transformar um herói sombrio em um personagem quase que caricato. Talvez tenha sido esse o primeiro grande fracasso da Marvel nos cinemas, ao lado de Hulk, ambos de 2003 (Que ano hein, dona Marvel!).

Affleck não conseguiu convencer muito como Matt Murdock, que é conhecido por ser um personagem mais ágil e veloz, as diversas cenas de ação do ator são computadorizadas. Entre um dos pontos mais criticados do filmes, foi a escolha de um ator negro para interpretar o rei do crime (Michael Clarke Duncan) que nos quadrinhos é branco. Para muitos, o único ponto positivo foi a atuação de Collin Farrell como mercenário. Affleck por anos vinha tentando se redimir com os fãs dos quadrinhos e parece que a hora finalmente chegou. Outra que não escapou das duras críticas foi a atriz Jennifer Garner, pela interpretação de Elektra, personagem clássica da HQ.

2) Batman & Robin (Batman & Robin, USA, 1997, 125min)

O que podemos falar sobre Batman & Robin: WARNER CE TAVA DE PALHAÇADA COM A NOSSA CARA, SÓ PODE. Porque, p****a que p*****u, como é que eles deixaram produzir uma imbecilidade em formato de filme. Ele não é ruim tipo Batman Eternamente, ele consegue superar o nível de aceitação humana. O diretor Joel Schummacher transformou o morcego de Gotham em quase que uma diva ambulante dos patins, com seu traje super, ultra e mega colado (SIM E COM BATMAMILOS), frases dúbias com seu parceiro Robin e uma Batgirl que poderia ser chamada para o próximo filme das Panteras. Diante desse lixo, o nosso herói só foi reaparecer nas telonas seis anos depois, com o inicio da trilogia do Christopher Nolan.

3) Quarteto Fantástico (Fantastic Four, USA, 2015, 96min)

quarteto fantastico

É de ficar se perguntando porque a Fox fica insistindo em tentar levar a história de Quarteto Fantástico para as telas de cinema. O primeiro filme, apesar de ter feito um sucesso mediano, se tornou um clássico da sessão da tarde de tão infantilizado que ele ficou, daí veio a sequência do longa Quarteto Fantástico e O Surfista Prateado e MEU SENHOR, que troço mais ruim aquilo. Sabe quando eles conseguem estourar a cota de piadinhas sem graça e de momentos WTF? É exatamente o que aconteceu no segundo filme, que por sinal não teve público e ainda foi massacrado pela crítica.

Daí, o que a Fox resolveu fazer? Engavetou o projeto para um terceiro filme e recomeçou a franquia, agora de forma mais séria. Eis que, oito anos depois do segundo filme, eles lançaram, em 2015, Quarteto Fantástico, o reboot. O filme já começou mal por entregar trailers nada empolgantes e nem mesmo o público sabia o que esperar desse recomeço. Aí veio a polêmica escolha do elenco: trocaram o Ioan Gruffudd, Jessica Alba, Chris Evans e Michael Chiklis pelos atores Miles Teller, Michael B. Jordan, Kate Mara e Jamie Bell. OK! Vamos dar uma oportunidade e o filme estreou. Era melhor nem ter estreado, se fosse pra entregar uma b***ta de filme como foi esse reboot. Ele consegue se sair pior que os primeiros; se antes havia ação e carisma entre os personagens, isso tudo foi perdido aqui. Não há ação, a história não convence e os personagens são chatos. Não precisamos dizer que o filme afundou literalmente nas bilheterias.

4) Mulher-Gato (Catwoman, USA, 2004, 104min)

mulher-gato

Todo mundo conhece a Halle Berry, atriz que ganhou um Oscar por sua atuação em A Última Ceia e que fez um discurso emotivo e blá blá blá. A moça, que já havia se aventurado e dado certo no mundo dos quadrinhos, como a Tempestade de X-Men, resolveu encarar uma outra personagem clássica entre os fãs das HQ’S: a Mulher-Gato. Se esperávamos encontrar algo do tipo Michelle Pfeiffer, hahahaahahaha, essa piada foi realmente boa, esqueçam, aquela foi única. O que encontramos em Mulher-Gato de 2004 é um festival de péssimas atuações, péssima direção, péssimo roteiro, péssimo figurino e péssimos efeitos. A direção do francês Pitof é horrível e a atuação de Berry como Patience Phillips (SIM, eles mudaram até o nome da personagem) é algo que se iguala à Batman & Robin. Aquela roupa rasgada da personagem é de extremo mau gosto e colocar a Sheron Stone como vilã, foi uma das piadas mais sem graças do cinema. A atriz está sem expressão alguma e seus motivos são os mais fúteis possíveis.

5) Homem-Aranha 3 (Spider-Man 3, USA, 2007, 139min)

Sabe quando o diretor parece querer repetir os erros de outros diretores? É isso que Sam Raimi faz com o terceiro filme do Homem-Aranha. Ele segue a risco a cartilha do Joel Schummacher e nos entrega um filme que tem mais excesso que desfile de escola de samba. O longa tem uma quantidade excessiva de personagens, que acabou dificultando o desenvolvimento da trama. Diferente dos últimos dois filmes da franquia, a terceira parte teve um roteiro extremamente previsível e fraco. Sam Raimi preferiu não assumir a culpa de seu fracasso e colocar tudo no do Estúdio. Assim, tivemos o enterro do Aranha até 2012.

6) Lanterna Verde (Green Lanrern, USA, 2011, 114min)

O herói pode ser até querido por todos, mas sabe porque fica quase impossível de levá-lo para as telas do cinema? Ele é poderoso demais. A tentativa de contar a história dele no cinema resultou em uma sucessão de erros: péssimos roteiristas, que talvez nunca tenham escrito nada na vida, efeitos especiais patéticos, a atuação de Ryan Reynolds duvidosa e um vilão que é uma fumaça. Sério, tem como comprar essa ideia? Óbvio que não. A Warner tomou um tombo tão feio, que ela evita até hoje de lembrar desse filme e o único que saiu ganhando foi o Ryan Reynolds, que se apaixonou pela colega de trabalho Blake Lively e estão casados e com uma filha.

7) Elektra (Elektra, USA, 2005, 96min)

Diante do fracasso de público e crítica de Demolidor, a Fox resolveu apostar as fichas em Elektra, que seria uma espécie de spin-off do herói de Hell’s Kitchen. Porém, quando o filme estreou, o tombo foi muito pior que o dele. Elektra se transformou em um filme praticamente adolescente, repleto de efeitos duvidosos e personagens que sequer existiam em seu universo. A história é lenta, os diálogos são ruins, e os fãs, que esperavam a ultra-assassina Elektra Natchios mais sexy do que nunca, tiveram que se contentar com um filme para menores de 13 anos.

8) Hulk (The Hulk, USA, 2003, 138min)

Alguém realmente pode me explicar quem teve a brilhante ideia de chamar o diretor Ang Lee para dirigir um filme de super-heróis? O cara não é ruim, não é isso que estou querendo dizer, mas definitivamente ele não foi a pessoa certa para dirigir o filme do esquentadinho verde. O diretor tá acostumado com as bizarrices cults orientais e não com um universo de vasta expansão. Hulk é ruim em todos os sentidos possíveis, roteiro, atuações deploráveis de Eric Bana e Jennifer Connelly, uma duração de 2h18 que parecem que jamais vai acabar e ainda por cima me inventaram de colocar aqueles cachorros saídos do Scooby-Doo. O filme custou caros U$ 137 milhões e só arrecadou nos USA U$ 132 milhões, fracassou bonito.

9) Motoqueiro Fantasma (Ghost Rider, USA, 2007, 110min)

Junte um roteiro mal desenvolvido, uma direção suspeita e Nicolas Cage como um anti-herói, só poderia resultar em uma bomba como foi Motoqueiro Fantasma. O ator que já havia tentado ser o Super-Homem e não conseguiu, resolveu levar esse anti-herói para as telas e, sinceramente, quase, mas quase foi. Mas o roteiro cheio de furos, as tramas nada atrativas, o tom arrastado do longa e os efeitos especiais descuidados, transformaram o filme em uma verdadeira bomba. Porém, a bomba rendeu uma catástrofe muito pior: a sua sequência, totalmente desnecessária.

10) Juiz Dreed (Judge Dredd, USA, 1995, 96min)

Sabe quando um filme consegue ter um p*****a potencial para ser um filmaço e do nada ele simplesmente vai pelo caminho contrário? Então, é exatamente isso que acontece com Juiz Dreed, que insistiu em dar mais importância para o ator Sylvester Stallone do que para sua própria história. O filme perdeu a identidade ultra violenta de Dredd e transformou o cara em um personagem qualquer do Stallone. Recentemente fizeram um filme bem mais fiel sobre o Juiz Dredd, e sem o Stallone dessa vez. Ficou bem melhor, mas não chegou a ser o que os fãs realmente esperavam.

Fora esses 10 filmes, a nossa lista ainda dá menção honrosa aos seguintes que não foram citados: Spawn — O Soldado do Inferno, Blade Trinity, X-Men O Confronto Final, X-Men Origins — Wolverine, O Justiceiro e Batman Eternamente.

Espero que vocês tenham gostado da nossa Lista e não se esqueçam de comentar aqui em baixo se concordam ou não e qual filmes vocês adicionariam nela.

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