As 5 mais “quero ser Lost”

Que Lost foi um marco essencial na TV mundial não há dúvidas! Detém o piloto de série mais caro da história! Nenhuma outra série foi tão feliz na junção de referências filosóficas e cultura pop! Suas seis temporadas arrebataram fãs no mundo inteiro, instigados para desvendarem todos os seus mistérios e questionamentos. Sua narrativa fragmentada, singular, encontrou lugar cativo no imaginário popular.

O buraco deixado por Lost precisava necessáriamente (seguindo a lógica televisiva) ser preenchida. E rápido.

E foi.

Algumas não conseguiram superar o imenso vazio e foram rapidamente canceladas. Outras até que atingiram o ponto, mas como ninguém entendeu direito, também receberam o corte. E apenas poucas conseguiram atingir o oásis da audiência. E por isso que o seu, o meu, o nosso Top5 elenca as cinco séries que, quando perguntadas o que queriam ser quando crescessem, respondiam de imediato: “Quero ser Lost!”

Com vocês, cinco Lost wannabe.

5º The Event

De um lado, um presidente americano deseja saber mais sobre as operações da CIA ao passo que o diretor da mesma instituição preocupa-se em manter certos segredos longe dos olhos do público, particularmente uma prisão escondida no meio do Alasca que abriga prisioneiros com poderes sobre-humanos. Do outro, um casal de noivos é separado bruscamente com o desaparecimento da garota durante uma viagem de férias e o rapaz é acusado de terrorismo. O que essas duas histórias tem em comum?

Múltiplas narrativas que se interligam por meio de situações aparentemente inexplicáveis? Um mistério a respeito do que envolve essas pessoas? Lost? Não, The Event. Muitas perguntas foram feitas em seus 22 episódios. Infelizmente, boa parte delas não foram respondidas e, talvez, jamais o serão, uma vez que foi cancelada em sua primeira temporada.

4º Flash Foward

Pessoas no mundo inteiro experimentam, por exatos dois minutos e dezessete segundos, o que ocorrerá com suas vidas seis meses no futuro. Ao terminar esses curto tempo, muitos morreram em acidentes provocados por tudo o que há envolvimento humano. Um agente da FBI, chamado Mark Benford, juntamente com sua equipe, tenta descobrir as razões do acontecimento.

Visões do futuro? Investigação sobre o que pode ter acontecido? Sim, meu caro, você já viu esse filme antes, quer dizer, essa série antes e se chamava Lost. E foi exatamente esse o grande problema de Flash Foward: ter sido vendida como a nova Lost. Havia semelhanças, sim! Mas também possuía suas qualidades próprias. Geral nem quis saber: 22 episódios, ganchos fortes para uma segunda temporada e cancelamento na primeira.

3º Alcatraz

J. J. Abrams é a aplicação máxima do “nada se cria, tudo se copia”. Criador de Lost, ele investiu no mistério e nos acontecimentos inusitados para emplacar essa sua cria. Mais de 300 prisioneiro desapareceram da prisão mais segura de todos os tempos nos anos 70. No entanto, esses desaparecidos voltaram a ativa na atualidade com um detalhe: sem ter envelhecido um dia.

Os mesmos mistérios e questionamentos, característicos de J. J. Abrams, estão de volta, mas não da mesma maneira satisfatória que Lost. Os desaparecidos, o sangue com prata coloidal, os experimentos médicos com os prisioneiros. Quem realmente se importou com tudo isso?

Em 13 episódios, muito bem produzidos, o roteiro não foi capaz de prender a atenção de ninguém por mais de uma temporada. Aliás, mal conseguiu prender a atenção de alguém por uma única temporada. Não tinha outro destino a não ser o cancelamento.

2º Once Upon a Time

Essa pode ser considerada a mais Lost wannabe de todas. Mas o que uma série que dá uma nova visão aos velhos contos clássicos tem em comum com um avião que cai em uma misteriosa ilha? A explicação está além do que se vê na telinha.

Era uma vez (2004, pra ser mais exato), dois roteiristas chamados Adam Horowitz e Edward Kitsis que queriam fazer uma série sobre contos de fadas, mas não sabiam exatamente que dom dar à trama. Nesse meio tempo, integraram a equipe de roteiristas de Lost. Os seis anos que passaram, ensinaram a eles valiosas lições. E não é que os dois aprenderam direitinho a lição e criaram a deliciosa Once Upon a Time?

A estrutura dos episódios é bastante semelhante com Lost. A narrativa fragmentada em dois espaços (e agora, na segunda temporada, em três!), as realidades alternativas, o mistério envolvendo a cidade Storybrooke, remetem imediatamente à ilha. Contudo, OUaT não é uma mera cópia. Manteve o formata, mas conseguiu ser absolutamente original. É o tipo de ideia que todo mundo pensa: porque não pensei nisso antes?

Extremamente bem sucedida, essa série tinha tudo para ser o primeiro lugar nesse Top5. Mas por que não está se é a que mais se aproxima de Lost? Justamente porque ‘no meio do caminho tinha uma pedra’. Uma pedra chamada…

1º Fringe

Mais uma que possui o selo criativo de J. J. Abrams. Contudo, diferente de Alcatraz, Fringe tem dado certo. E muito certo.

Os agentes do FBI Olivia Dunham e John Scott são chamados para investigar o caso de um avião que pousou no aeroporto de Boston com todos os seus passageiros e tripulação mortos de forma terrível. John quase morre durante a investigação e Olivia, desesperada, procura alguém que possa ajudá-la a resolver o caso. Ao que parece o Dr. Walter Bishop seria a pessoa certa para recorrer. Mas ele esteve numa instituição psiquiátrica durante as últimas décadas e a única maneira de interrogá-lo é através do seu filho, Peter Bishop, quem ele não vê há muito tempo.

Fringe é uma das séries que possui uma base de fãs extremamente dedicada e leal. Apesar deles não gostarem muito, a série é uma espécie de The X File meets Lost. Sua mistura única de ficção científica com elementos da realidade. Criou uma mitologia toda particular, foi aclamada pelo público e crítica. Apesar de um pequeno declínio da audiência nas últimas temporadas, manteve a boa qualidade e consagração.

Por ser a mais bem sucedida de todas, pode-se dizer que Fringe conseguiu e superou o estigma de Lost wannabe.

Post escrito com a colaboração de Fabiano Blasquez.

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