As 5 melhores séries cômicas brasileiras

Há alguns meses, esta mesma coluna apresentou uma lista com as cinco melhores séries dramáticas produzidas no Brasil. E ficou faltando uma nova postagem destinada ao riso, à comédia. Pois agora não falta mais! A sua, a minha, a nossa coluna Top 5 honra os gênios do humor brasileiro.

Se a produção do gênero dramático se restringia apenas às telenovelas (com seriados, atingiu apenas a primeira infância), o mesmo não se pode dizer sobre o gênero cômico. Celeiro de grandes nomes do humor, a TV brasileira consegue, seja com os teatros filmados ou com as chanchadas, atender bem ao gosto do público por roteiros engraçados.

A lista foi extremamente acirrada. Sem mais delongas, vamos aos cinco melhores shows de humor da TV nacional!

5º A Diarista (Rede Globo, 2004–2007)

Criado inicialmente como um especial de fim de ano escrito por Glória Perez, a série estrelada pela comediante Cláudia Rodrigues fez tanto sucesso que acabou ganhando um espaço fixo na grade da Rede Globo com roteirização de Bruno Mazzeo e Cininha de Paula e direção de José Alvarenga Jr. A composição de Cláudia para sua Marinete foi simplesmente inesquecível. A série ainda contava com uma coleção de coadjuvantes maravilhosos como o chefe vivido por Sérgio Loroza e as amigas Dira Paes (Solineuza), Claudia Mello (Dalila) e Helena Rodrigues (Ipanema). O dia a dia das diaristas, passando pelas mais diversas casas e servindo aos mais bizarros patrões. Tinha tudo para durar um pouco mais se não fosse o grave estado de saúde de sua protagonista.

4º Sai de Baixo (Rede Globo, 1996–2002)

Mais outra série de comédia memorável. Ao ser lançada, fez muito sucesso. Era diferente de todos os humorísticos no ar no Brasil. Era diferente também das sitcoms norte-americanas. O grande diferencial era o lugar em que a série era gravada. Por se tratar de um teatro, os atores acabavam tendo uma maior interação com o público. Mesmo com um texto pré-definido, o elenco usava e abusava do improviso. Falas esquecidas, risadas das situações do roteiro, erros na hora da gravação; tudo era incluído e fazia de Sai de Baixo um programa único, singular. Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa estavam na lista dos ótimos roteiristas. Bordões inesquecíveis caíram na boca do povo (Calo boca, Magda; Por favor, salvem a professorinha; Oh, meu Deus). Em seus anos derradeiros, perdeu muito a qualidade do início, não sabendo que rumos tomar em sua produção e, por essa razão, está em quarto lugar.

3º Adorável Psicose (Multishow — 2010-presente)

Natália Klein é uma fofa. Ela tem um blog chamado Adorável Psicose, no qual narra suas reações nenhum poucos normais para situações do cotidiano. O resultado foi tão bom que acabou virando uma série do Multishow de nome homônimo. Na série, ela decide procurar tratamento com uma psicanalista, a Dra. Frida. As consultas servem para que a personagem revele seus problemas pessoais e sociais. No final dos anos 60, As confissões de Penélope, interpreta pela grande Eva Wilma, tinha proposta bastante parecida. Contudo, na versão atual, Natália é solteira, tendo ao seu lado dois melhores amigos que tentam ajudá-la. No elenco também estão Juliana Guimarães, Carol Portes e Raoni Seixas. A posição nesse ranking deve-se ao ótimo texto, à interpretação fofa e a agilidade na edição, bem como na caracterização das situações.

2º A Grande Família (Rede Globo — 1972–1975/2001 — presente)

Onze anos! Como uma série de TV consegue manter-se com altos índices de audiência mesmo após onze anos? Esse é o grande mérito de A grande família. Houve duas versões: uma em 1972 com Jorge Dória, Eloísa Mafalda e Osmar Prado; e a moderna com Marco Nanini, Marieta Severo e Pedro Cardoso. Rendeu um longa metragem e já contou com Rogério Cardoso e Andrea Beltrão em seu elenco. Consegue manter a química e o frescor de seus atores mesmo passado tanto tempo. É considerada a segunda melhor pelo conjunto da obra, por ter sobrevivido a todas as falsas previsões de seu final que até hoje não aconteceu, e, apesar disso, ter se mantido única, com gás e se renovando durante todas essas temporadas. Sem dúvida, sua longevidade é sinônimo de um bom programa.

1º Os Normais (Rede Globo — 2001–2003)

Os Normais foi um seriado de humor inovador, anunciando um novo arauto da comédia na TV brasileira. Sua linguagem uniu TV, cinema e publicidade, num ritmo televisivo ágil e moderno, totalmente firmado em um texto contemporâneo e afiado de Alexandre Machado e Fernanda Young, no talento dos protagonistas Luiz Fernando Guimarães (Rui) e Fernanda Torres (Vani), e na direção de José Alvarenga Jr.

A previsão era de produzir apenas 12 episódios, mas a série fez tanto sucesso que durou três anos e ainda rendeu dois longas de grande bilheteria. De forma bem-humorada, a série retratava as pequenas maluquices das pessoas e como elas influenciam situações simples do dia-a-dia. A quarta parede era quebrada e os personagens se dirigiam aos telespectadores, falando com a câmera, dizendo o que pensam e expondo suas lógicas próprias. Foi agraciado com o prêmio de melhor programa de televisão de 2001 da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Deixou saudades e conquista fãs até hoje. Sem dúvida, a melhor série cômica do Brasil.

Menções honrosas: A Família Trapo, Armação Ilimitada, O Bem Amado, Bronco.

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