As estações do Oscar 2017

Musical igualou o recorde histórico do prêmio da Academia de Hollywood, empatando com ‘Titanic’ e ‘A malvada’.

A 89ª edição do Oscar vai acontecer dia 26 de fevereiro e a apresentação vai ficar por conta do comediante Jimmy Kimmel. Essa será a primeira (e provavelmente a última) vez que o apresentador do late show vai comandar a cerimônia da premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Cantando na cara da sociedade

La La Land é o favorito da noite com 14 indicações e se igualando aos clássicos Titanic e A Malvada. Os longas-metragem Manchester à Beira-Mar, A Chegada, Moonlight e Cercas também conquistaram grandes indicações.

#chatiado…Aquele FDP do Esquadrão entrou e eu não

Uma das grandes surpresas foi a não indicação de Deadpool, que apesar de ter conquistado indicações para o Golden Globes e para o PGA, aqui ele não teve chance alguma e foi deixado de fora. Para os geeks e nerds de plantão fiquem tranquilos porque temos grandes representantes na cerimônia: Doutor Estranho e Rogue One: Uma Historia Star Wars estão brigando na disputa para melhores efeitos especiais, enquanto Star Trek: Sem Fronteiras disputa o prêmio com Esquadrão Suicida (OI?).

Tenho que preparar o discurso da vitória

A Disney traz dois dos seus melhores longas de animação: Moana — Um Mar de Aventura e Zootopia — Essa Cidade é o Bicho na categoria de Melhor Animação, que ainda conta com Kubo e As Cordas Mágicas, Minha Vida de Abobrinha e A Tartaruga Vermelha, ou seja a Disney já pode separar mais um espaço na prateleira.

Entre as produções estrangeiras quem deve se sair melhor é o filme alemão Toni Erdmann ou até mesmo a produção do Irã, O Apartamento. Sobre o Brasil não estar concorrendo, vou fazer a linha Glória Pires e nem comentar, porque em tempos de guerra qualquer palavra pode ser usada contra você.

Vem Oscar

Os potterheads podem comemorar, Animais Fantásticos e Onde Habitam conquistou duas vagas: Melhor Figurino e Melhor Direção de Arte.

Correndo atrás do prêmio

As canções originais desse ano lembram um pouco o ano de 2015 quando tivemos Happy e Let it Go disputando a estatueta, só que com um diferencial naquele ano não existia City of Stars. Infelizmente nem a chiclete Can’t Stop The Felling, da animação Trolls, e nem mesmo a inspiradora How Far I’ll Go, de Moana, serão páreas para a música de La La Land.

Os roteiros originais desse ano estão bastante ecléticos, já que temos um bom e velho western(A Qualquer Custo), uma poderosa e destruidora história pessoal (Manchester à Beira-Mar), uma lagosta(The Lobster)e claro, uma belíssima e singela homenagem aos musicais e aos sonhadores (La La Land).

Não importa se era livro ou peça, o importante é que essas obras foram lembradas também na cerimônia. Em roteiro adaptado temos duas peças (Fences e Moonlight) e três livros adaptados (A Chegada, Estrelas Além do Tempo Lion).

Como ousam a indicar uma francesa pra competir comigo…AUDACIA

Não importa se você é uma primeira dama (Natalie Portman — Jackie), uma americana negra (Loving), uma socialite francesa (Meryl Streep — Florence: Quem é essa Mulher), uma francesa linha dura (Isabelle Hupert — Elle) ou até mesmo uma aspirante a atriz (Emma Stone — La La Land), o importante é que essas atrizes conquistaram a chance de disputar um dos principais prêmios da noite. Talvez o único erro dessa categoria seja a falta de Amy Adams que em 2016 brilhou na ficção A Chegada e no suspense, Animais Noturnos.

Julgando os outros candidatos

Agora para acompanhá-las temos um homem cujo o passado insiste em destruir o seu presente (Casey Affleck — Manchester à Beira-Mar), um soldado americano (Andrew Garfield — Até o Último Homem), um pai disposto a tudo em nome de sua família (Viggo Mortensen — Capitão Fantástico) e um pai linha dura (Denzel Washington — Fences) mas como todos sabem, o charme está presente em um pianista (Ryan Gosling — La La Land).

Acharam que eu não ia dar as caras no Oscar

Importante lembrar que Meryl está concorrendo em sua 20ª indicação e a atriz Viola Davis, indicada como Melhor Atriz Coadjuvante por Fences, é a primeira negra a ser indicada três vezes no prêmio.

Sabemos que um bom filme não existe sem um ótimo diretor e esses aqui souberam entregar seus melhores momentos. Barry Jenkins faz de Moonlight um ótimo espelho sobre a aceitação; Dennis Villeneuve a cada trabalho mostra ser um dos melhores diretores e em A Chegada descobrimos um novo olhar nas histórias de alienígenas; Mel Gibson por muito tempo caminhou no lado negro de Hollywood mas Até O Último Homem ele consegue nos entregar um ótimo trabalho que há tempos não víamos; Kenneth Lonergan faz de Manchester a Beira-Mar um ótimo retrato sobre o universo humano; mas é Damien Chazelle que brilha em seu segundo longa-metragem ao prestar uma linda homenagem a cidade dos sonhos e para os sonhadores, La La Land.

Agora a principal categoria, Melhor Filme, esse ano nos leva a um passeio entre os mais diversos gêneros e temas. Seja por jornadas pessoais (Lion) ou de aceitações (Moonlight), por terem feito parte de um momento histórico e por terem rompido barreiras(Estrelas Além do Tempo), por ter que enfrentar o passado para poder seguir em frente (Manchester à Beira-Mar), dos palcos da Broadway para as telas (Fences), uma nova visão sobre histórias de alienígenas (A Chegada), a brava história de um soldado que se recusou a fazer parte dos horrores da 2ª Guerra Mundial (Até O Último Homem) ou uma belíssima, nostálgica e singela homenagem a todos que sonham (La La Land).

Indo buscar meus prêmios

La La Land — Cantando Estações deve sair como o grande vitorioso da noite, tendo apenas Casey Affleck como pedra no sapato para o prêmio de Melhor Ator.

Façam suas apostas e anotem na agenda porque dia 26 de fevereiro, vocês tem um encontro marcado com a gente para acompanhar essa grande festa do cinema.

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