As melhores novelas de Aguinaldo Silva

Entra novela e sai novela. C’est l avie. Com o término de Em Família, Aguinaldo Silva é substituto do horário. A tomar por base seus dois últimos textos teledramatúrgicos (Fina Estampa e Duas Caras), as notícias podem não ser tão boas. Apesar de ser o único autor que só escreveu para o horário nobre, há tempos que Aguinaldo não entrega um bom texto, uma boa novela, um grande sucesso. Mas isso nem sempre foi assim. Relembre conosco as cinco melhores novelas dele. Vamos lá?

5º Senhora do destino (2004/2005)

A saga da nordestina Maria do Carmo, que deixa o sertão para subir na vida no Rio de Janeiro, caiu nas graças do público. Bateu diversos recordes de audiência na época. Boa parte da culpa desse imenso sucesso se deve à Renata Sorrah e sua memorável vilã Nazaré Tedesco, até hoje lembrada com uma das melhores vilãs de todos os tempos. E não apenas ela. O saudoso José Wilker também roubava a cena com seu Giovanni Improtta. Uma trama que fez muito sucesso até quando foi reprisada.

4º A indomada (1997)

Última incursão de Aguinaldo Silva no realismo fantástico e mais um grande sucesso do horário. Como esquecer os personagens de Greenville e suas manias de adotar o inglês com sotaque nordestino em seu cotidiano? Era uma deliciosa crítica à americanização da cultura brasileira. O mistério de quem era o Cadeirudo mexeu com a trama. Eva Wilma em uma vilã inesquecível, Altiva.

3º Pedra sobre pedra (1992)

Esta novela foi a consolidação de Aguinaldo Silva como um dos nomes mais importantes do horário nobre da Rede Globo. O realismo fantástico se fez presente nas flores sedutoras de Jorge Tadeu, no Sérgio Cabeleira e sua fascinação pela lua. Um marco na produção de cidades cenográficas (a maior até então). Último papel do inesquecível Armando Bogus e seu irrepreensível vilão Cândido Alegria. Um sucesso!

2º Tieta (1989/1990)

Inspirada na obra de Jorge Amado, Tieta foi uma das melhores novelas do horário. Tinha agilidade e personagens muito marcantes. Dá uma saudade só de imaginar todo o erotismo que a trama continha em uma época pré-classificação indicativa. A abertura com uma Isadora Ribeiro nua ao som da música de Luís Caldas é um dos clássicos. E o mistério de Perpétua e sua caixinha misteriosa fez Joana Fomm brilhar.

1º Roque Santeiro (1985/1986)

Apesar de ser creditada a Dias Gomes, Aguinaldo Silva foi responsável pela escrita de 110 dos 209 capítulos e isso lhe dá direitos sobre a obra Roque Santeiro. E, sem dúvida, foi o melhor trabalho de Aguinaldo, em todos os sentidos. Foi basicamente o trabalho que definiu todo o estilo do autor nas novelas futuras. O realismo fantástico, o povo nordestino, os conflitos sexuais; Roque Santeiro foi o embrião de tudo isso. Lançou moda, deu lucros, tornou-se uma das melhores novelas de todos os tempos. Sem dúvida, o melhor trabalho de Aguinaldo.

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