As melhores séries de TV de 2017

Se você esteve em coma em 2017, assista a essas séries!

Foi um ano e tanto. O mundo mudou de diversas maneiras possíveis, e mais do que nunca, a TV refletiu essa mudança. É claro, fomos bastante influenciados, auxiliando na maneira como refletimos este mundo hoje e para o futuro. Foi terreno fértil para a criatividade.

Foi um ano para experimentar novas perspectivas, expandir a gama de vozes e discursos. Sejam revivais, reboots ou adaptações, as séries de TV em 2017 tiveram o desafio de pensar as possibilidade de um mundo diferente, explorando as dinâmicas de identidade — de gênero e raça. Outros shows apresentaram através de portais ou realidades paralelas que ofereceram questionamentos e respostas para além da nossa existência.

Seja no streaming ou na TV convencional, a mensagem é clara: somos diferentes, mas ainda assim, somos iguais.

American Gods

Foi essencial para American Gods ser entregue nas mãos de Bryan Fuller (Hannibal) e Michael Green (Logan e Assassinato no Expresso Oriente), pois um material tão denso como esse precisava da experiência desse dois para chegar à TV. American Gods esbanja beleza gráfica enquanto narra as experiência de fé e crença na modernidade, orientadas pela violência, pelo sexo e pelo consumismo.

Better Things

A comédia semi-biográfica de Pamela Adlon preservou o seu realismo na segunda temporada, explorando cada vez mais a vida de uma mãe solteira, chefe de família, seus problemas e possibilidades, com um entusiasmo impressionista. Com Adlon na direção, a vida de Sam Fox ficou ainda mais complexa e deliciosa de acompanhar, com diversas camadas de experiências femininas — desde a pequena Duke, até a senilidade com a avó Phil.

Big Little Lies

A minissérie de David E. Kelley é a clássica TV de prestígio, com um elenco que inclui atores premiados em diversos níveis. Reese Witherspoon e Nicole Kidman uniram forças para criar um universo feminino que discute a violência doméstica e abuso sexual sem apelar para o sensacionalismo ou o clichê. O visual das locações e a trilha sonora deixam essa experiência ainda mais marcante.

Crazy Ex-Girlfriend

A narrativa mais sombria que o eventual, permitiu que Rebecca Bunch descobrisse um outro lado da sua vida amorosa, aquela em que, mesmo com eventos infortúnios, é necessário ganhar confiança para seguir em frente. Mesmo com histórias dolorosas, a terceira temporada de Crazy Ex-Girlfriend não perdeu o brilho e o ânimo, dignos de uma comédia romântica.

FEUD: Bette and Joan

Mais uma bem sucedida trama antológica de Ryan Murphy, a primeira temporada de FEUD recontou a rivalidade histórica de Bette Davis e Joan Crawford com as performances brilhantes de Susan Sarandon e Jessica Lange. Uma excelente oportunidade para discutir a fragilidade da fama por trás de lendas de Hollywood.

Game of Thrones

Por si só, Game of Thrones é uma das coisas mais grandiosas que foi feita na TV nos últimos anos. Ao se aproximar do fim, as tramas começam a ganhar sentido, enquanto novas reviravoltas fizeram do material da série ainda mais hiperbólico e exasperante. A oitava temporada vai demorar para estrear, mas é o tempo de novas teorias surgirem na rede e aumentar as expectativas.

GLOW

Com produção de Jenji Kohan (Orange is the New Black), GLOW nos transporta para os anos 80, nos bastidores de um programa televisivo que tinha tudo para dar errado: faltava investimento, entrosamento, talento — mas sobrava ambição. GLOW se torna uma série sobre mulheres descobrindo suas forças para combater a misoginia.

Insecure

A comédia de Issa Rae e Prentice Penny cresceu em um espaço de apenas oito meses desde que estreou até a sua segunda temporada. Deliciosamente, os oito episódios apresentados este ano deixam de lado a coesão narrativa enquanto fortemente se apoia na liberdade feminina e a busca pela igualdade.

Legion

A excentricidade de Noah Hawley já era conhecida por Fargo, mas foi em Legion que pode demonstrar a extensão da sua mente. Legion leva a trama heróica para uma experiência mais sensorial, adentrando na mente psicodélica do mutante David Haller. No fundo, é uma série que explora o significado das coisas mais planas da vida, como o amor.

One Day at a Time

Norman Lear trouxe para 2017 uma atualização da comédia familiar de 1975, com diversos debates importantes para o ano em que vivemos: a tradicionalidade, a vida dos imigrantes nos Estados Unidos, e a sexualidade na juventude. A família cubano-americana de One Day at a Time apresenta perspectivas diferentes e tem que enfrentar muitas lutas diferentes, desde o namoro até a deportação. Para completar, Rita Moreno foi uma das performances cômicas mais elogiadas do ano — embora constantemente esquecida das premiações.

The Bold Type

Um dos prazeres inesperados do ano, The Bold Type narra a vida de três jovens que tentam se estabelecer em suas carreiras, enquanto lidam com as paixões, limitações, incertezas e dramas particulares. Enquanto outros shows se apoiam em rivalidades, esta dramédia se apoia nos laços que conectam as protagonistas, e explora a realidade com equilíbrio para não esbarrar nos clichês das tramas televisivas.

The Good Place

Por pouco, The Good Place não chega à segunda temporada, mas a genialidade de Michael Schur com este produto não poderia ser dispensada tão facilmente. Esta comédia — que aqui no Brasil é semanalmente exibida pela Netflix — quebra com o modelo de sitcom, se reinventando a cada semana, e as vezes em apenas um episódio para encaixar todos seus elementos, mesmo com uma paisagem aparentemente imutável. The Good Place apresenta um discurso divertido e despretencioso sobre ética e valores humanos, com presenças essenciais de Ted Danson, Kristen Bell e D’Arcy Camden.

The Handmaid’s Tale

O desempenho de Elisabeth Moss trouxe tanto poder à narrativa distópica de Margareth Atwood, que não é mistério o motivo de The Handmaid’s Tale ser uma das favoritas das premiações. Tudo foi pensado para dar a sensação de algo estava errado com aquela realidade: a paleta de cores, as luzes e os elementos gráficos indicavam o terror de uma ditadura teocrática, que não permite nenhum tipo de liberdade. Yvonne Strahovski, Ann Dowd, Samira Wiley e Madeline Brewer apresentam brilhantemente, em diversas nuances, a opressão do sistema em que essas personagens vivem.

The Leftovers

O drama relatou em três capítulos as consequências de um arrebatamento, mas deixou a fantasia de lado e focou na luta pela sobrevivência e na busca por um propósito, com um roteiro brilhante, bizarro, triste e maliciosamente engraçado. Os oito episódios da terceira e última temporada levantaram novas questões espirituais, lembrando de forma emocionante em seu final que nunca é tarde demais para o que aparemente está perdido, ser encontrado.

Twin Peaks: The Return

Embora ainda não se tenha chegado ao consenso se este foi um filme de 18 horas ou um especial em 18 partes, Twin Peaks voltou em nota alta. David Lynch apresentou um surrealismo cheio de camadas, que animou os fãs a retornar para este universo. Os novos episódios ainda tiveram participações memoráveis e uma reviravolta sinistra para Dale Cooper.

Will & Grace

Reunir esses velhos amigos foi um empreendimento arriscado — dado à maneira que eles ficaram há 11 anos atrás — mas valeu a pena logo no primeiro episódio. O revival de Will & Grace ultrapassou as barreiras da nostalgia e atualizou as situações vividas pelo quarteto, sem perder a essência que o show tinha.

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Leo Sousa

Séries de TV, filmes, realities shows, livros, música e mais. Editor no boxpop.com.br.

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