As melhores temporadas de Malhação

Relembre os anos dourados da novela juvenil global Malhação.

Na semana passada, embalada pela estreia da nova temporada da novelinha Malhação, a Top5 elaborou um post com as piores temporadas do programa. E deu o que falar. Muito concordando, outros discordando, como em uma boa democracia. Mas o que mais teve foram pedidos por uma nova coluna elencando as cinco melhores temporadas da atração. E atendendo a vocês internautas, seus lindos, aqui está ela.

Apenas uma observação importante: como uma parcela importante dos que assistem ao programa atualmente não eram nascidos ou eram muito novos na época da estreia (no longínquo ano de 1995), a escolha levou em consideração os quase vinte anos da novelinha. Portanto, TUDO foi contado, desde audiência, importância dramatúrgica e memória afetiva. Vamos às cinco colocadas.

5º Malhação 2002

A Malhação deste ano tem um mérito: formou um dos casais mais belos da história do programa, a saber, Henri Castelli (Pedro) e Juliana Silveira (Julia). Naquele ano, um erro médico guiou o destino do casal; o pai de Júlia operou erroneamente o pai de Pedro. Ainda assim, ambos superaram o trauma e foram felizes para sempre. Mas, antes, enfrentaram as maldades de Thaíssa, vivida por Barbara Borges. Foi a responsável pelo reencontro de Kadu Moliterno e André Di Biase, antigos companheiros da saudosa Armação Ilimitada. Foi nessa temporada também que surgiu o lendário Ogromóvel, um dos ícones da Malhação.

4º Malhação 2001

Malhação 2001

Um dos mais inesquecíveis anos do seriado. Malhação prosseguia com seu sucesso crescente, chegando a dar mais audiência que as novelas das seis e das sete. Na trama, Gui e Léo disputam o amor de Nanda, enquanto lidam com as acusações de corrupção contra o pai e um câncer de mama da mãe. A novela conheceu também uma de suas piores vilãs, interpretada por Bianca Castanho. Marcou também o retorno de Lucélia Santos (a eterna escrava Isaura) em uma trama global após 15 anos afastada da emissora.

3º Malhação 2004

Malhação 2004

Uma das mais queridas entre os fãs, a temporada abordava a história de amor de Gustavo (Guilherme Berengher) e Letícia (Juliana Didone). O colégio Múltipla Escolha ganhou novas áreas como biblioteca, uma quadra poliesportiva e um pátio maior. Malhação obteve uma média de 34 pontos no ibope, a maior de sua existência. Em seus melhores momentos, marcou 42 pontos, número superior ao das novelas das 6 e das 7. Foi também a temporada da Vagabanda e que lançou Marjorie Estiano no mercado. Com cabelos vermelhos e curtos, Marjorie foi a vilã Natasha. O sucesso da trama rompeu os limites da TV e a atriz gravou um CD solo muito bem sucedido logo após o fim da novela. E, de quebra, rendeu uma das piadinhas mais manjadas. Sabe aquele que todo mundo só vai contar para você no ano que vem, mas a Marjorie este ano?

2º Malhação 1999

Malhação 1999

É uma grande pena que boa parte do público que acompanha a atração atualmente não tenha acompanhando essa estupenda trama da novelinha. Uma grande ruptura ocorreu nesse ano. A ação deixou de ser desenvolvida em apenas um cenário (no caso, a academia) e passou a englobar o colégio Múltipla Escolha e as casas dos personagens. Foi um frescor acompanhar essa mudança. Priscila Fantin, Mario Frias e Samara Felipo viviam os protagonistas da trama. O texto abordou questões sociais bem importantes, como o preconceito racial e os portadores do vírus HIV. Neste ano, a abertura mudou juntamente com o logo, deixando a emblemática canção de Lulu Santos, adotando a igualmente memorável de Charlie Brown Junior. Em todos os sentidos, inesquecível e importantíssima para Malhação seguir os rumos que segue hoje.

1º Malhação 1995

Malhação 1995

O primeiro lugar pode parecer equivocado, mas não o é. A trama de 1995 foi o pontapé inicial para algo totalmente novo em termos de dramaturgia direcionada aos jovens na época de seu lançamento. Malhação tinha a missão de aumentar os níveis de audiência de Irmãos Coragem, novela das seis que a sucedia e que vinha sendo um fracasso, com médias beirando os 30 pontos. Racismo, prevenção à AIDS, virgindade masculina, direitos e deveres de cada cidadão, gravidez na adolescência, brigas de gangues, pais separados, uso de anabolizantes, tabagismo e muitos outros temas sócio-educativos eram abordados semanalmente. Os conflitos iniciavam-se na segunda-feira e eram solucionados na sexta-feira (o formato permaneceu por alguns anos). O casal apaixonado era formado o tímido e interiorano Héricles (Danton Mello) e pela bailarina Isabella (Juliana Martins). Além disso, foi o ano que surgiu o personagem mais fundamental de Malhação, o Mocotó. Um ótimo início para uma dramaturgia tão duradoura.

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