As músicas que chegaram ao primeiro lugar em 2016 — da pior para a melhor

Em 1958, a Billboard divulgou pela primeira vez a tabela das músicas de maior sucesso nos Estados Unidos. No dia 4 de agosto daquele ano, Poor Little Fool, de Ricky Nelson, estava no topo. De lá pra cá, muita coisa mudou.

As lojas que vendiam CDs e singles esvaziaram. Com a chegada da internet, as cópias físicas foram sendo substituídas pelo Itunes, Youtube e Spotify. Só o que permaneceu nesse tempo todo foi a TV e o rádio.

Ter uma música em primeiro lugar pode significar muita coisa. Carreiras são construídas em cima desse sonho — e destruídas também. Em 2016, 11 canções lideraram as paradas de sucesso durante as 52 semanas do ano. E o Boxpop resolveu listar elas da pior para a melhor. Se liga:

11) Panda, Desiigner

Sem letra nem propósito, a canção é um típico exemplo do sucesso da parceria rappers e DJs na música atual. Bem mixada, Panda é o tipo de música que vai te fazer dançar numa festa mesmo que você a considere dramaticamente ruim. Longa e entediante, mas agitada em clímaxes certeiros, é o clássico hip hop que deixa qualquer playboy branco se sentindo nascido e criado no Brooklyn.

10) Black Beatles, Rae Sremmurd ft. Gucci Mane

Feita com a mesma fórmula de Panda, Black Beatles se manteve no topo da tabela por seis semanas consecutivas, escorada no sucesso de um tal de #MannequinChallenge, um jogo de estátua em vídeo que viralizou nas redes sociais nesse fim de ano. Excessivamente americanizada, a música até tem rimas boas, apesar de sem assunto ou tema aparente.

9) Closer, The Chainsmokers ft. Halsey

Os dados não mentem: com 13 semanas em primeiro lugar, Closer foi o maior sucesso do ano nos EUA. Chegou a ameaçar um recorde histórico, derrubou várias músicas e impediu outras de escalar na tabela. Pegajosa e chiclete, a música é vazia, mas poderia ser muito melhor se Halsey cantasse sozinha pelos longos quatro minutos de batidas repetitivas. Se escutar muito, dá até pra se render.

8) Work, Rihanna ft. Drake

Parece que foi ontem, mas já tem seis anos que Rihanna e Drake chegaram, juntos, ao topo do Hot 100 com What’s my name. O momento de Rihanna era outro e a música, muito melhor que Work. A nova parceria com Drake, apesar de um hit incontestável, é uma canção que depõe contra a nova (e excelente) fase da cantora com o álbum Anti. Legal para se esfregar com o crush na balada, mas e para o legado dela? Love on the brain merecia muito mais esse #1.

7) Can’t stop the feeling!, Justin Timberlake

Lembra daquela música Happy? Que foi trilha sonora de uma animação e que não saía da nossa cabeça? Pois é. Essa música voltou às paradas de novo esse ano com o nome de Can’t Stop the Feeling! Eleita por algumas revistas como a pior música do ano, Justin realmente foi pra fora da caixinha com uma versão que, apesar de imemorável, é alegre e divertida. Agrada desde crianças até os os mais velhos, coisa que anda faltando na música.

6) Pillowtalk, Zayn

Ter um single de estreia em primeiro lugar é um privilégio que poucos artistas podem desfrutar. Com um refrão poderoso e um clipe de tirar o fôlego, Pillowtalk parece uma versão masculina e bem sucedida de Dangerous Woman, de Ariana Grande: ultrassexualizada, com um batidão envolvente e vocais calminhos que fazem qualquer um delirar. Zayn mandou bem no seu primeiro passo fora do One Direction.

5) Hello, Adele

A rainha da sofrência Adele está cantando a mesma música desde 2011, mas com nomes diferentes. Após uma pausa longa, ela apareceu com Hello, um balada datada que começou sua estadia de sucesso no topo do Hot 100 ainda em 2015 e por lá se manteve durante 10 semanas. Boazinha, não é em nada diferente das outras canções de sucesso dela. Time que está ganhando não se mexe.

4) Love Yourself, Justin Bieber

Com uma composição extraordinária para o padrão Justin Bieber, Love Yourself merece ser coroada com o Grammy de Canção do Ano. Ela traz a tona um Justin Bieber mais acústico, mais musical e mais simples. Uma bela limpeza de sonoridade considerando a mistureba que o álbum Purpose injetou nos nossos ouvidos. Quem nunca teve vontade de ir mandar alguém se amar?

3) One Dance, Draken ft. Kyla e Wizkid

One Dance nem está em sua versão original no YouTube e ainda assim foi esmagadora. O hit do rapper canadense que é o novo Rei Midas da indústria é uma faixa EDM demais para o seu álbum Views e ganhou as festas do mundo inteiro — culminando na pisada que a música deu em Hotline Bling, canção pouco abrangente que muitos diriam ser um sucesso difícil de igualar.

2) Cheap Thrills, Sia ft. Sean Paul

No ano em que as divas pouco emplacaram na tabela e muitas amargaram fracassos retumbantes, Sia conquistou seu primeiro #1 e ainda se juntou a seleta lista de mulheres que alcançaram a façanha após os 40 anos (a indústria é cruel com mulheres que envelhecem). O hit ainda conta com a participação do lendário (e sempre atual) Sean Paul.

1) Sorry, Justin Bieber

Responsável por uma virada fenomenal na carreira de Bieber, Sorry tem tudo: letra, batida, clipe e voz. Nada falta na produção apurada da canção que esteve durante três semanas em primeiro lugar. A partir de Sorry, Justin consolidou sua aclamação universal, uniu gays e héteros no pop e ainda enterrou a imagem de menininho que só faz sucesso com garotas de 13 anos. Já deu vontade de dançar só de falar.

E você? Qual a sua favorita? E que música merecia #1 mas não conseguiu? Conta pra gente! 2017 tem mais.

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