As músicas que tocaram em Luke Cage da Marvel

Luke Cage apresenta um novo espaço dentro do universo televisivo da Marvel, enquanto o hip-hop e o R&B ganha vida com a história do herói à prova de balas.

Na última sexta-feira (30) os assinantes da Netflix foram agraciados com mais uma série da Marvel. Luke Cage expande o universo televisivo do estúdio de Agents of S.H.I.E.L.D. com uma nova atmosfera urbana. Diferente do que já vimos em Demolidor e Jessica Jones, o herói à prova de balas distribui não só socos e pontapés, mas também vem acompanhado de muita música.

Não só uma homenagem às suas raízes dos quadrinhos, a série também é uma carta de amor para a cidade do Harlem, aos filmes de gangsteres do passado, e a toda música (e literatura), que formaram a cidade e sua cultura. Cheo Hodari Coker, o homem por trás do show, soube dar vida ao jornalismo, o elemento policial e a ação heroica com as canções escolhidas para cada episódio.

Com produção musical de Adrian Younge e Ali Shaheed Muhammad, Luke Cage segue por uma trilha sonora pouco mostrada na TV, e abre um espaço único no universo da Marvel — com grandes menções ao hip-hop e ao R&B — enquanto finca seus pés no seu próprio cenário.

Na Trilha Sonora desta semana, selecionamos alguns momentos musicais que marcaram os 13 episódios da primeira temporada. É importante avisar: se você não assistiu todos os episódios, cuidado com os spoilers abaixo!

Good Man (Raphael Saadiq)

No primeiro episódio, vemos como a tensão nas ruas de Harlem está efetuando seus cidadãos. Luke tenta viver uma vida tranquila, fazendo pequenos bicos, mas i vilão Boca de Algodão (Mahershala Ali) torna isso muito difícil. Enquanto o herói banca uma de barman no Harlem Paradise, Raphael Saadiq sobe ao palco com seu hit de 2011 Good Man. E o significado não podia ser mais perfeito: no meio de um cenário decadente, Luke Cage é um dos poucos homem de confiança.

They Call Me D-Nice (D-Nice)

Resgatando o verdadeiro hip-hop, nascido nos anos de 1970, o DJ D-Nice aparece na casa noturna de Cornell com seu som They Call Me D-Nice. A música, que foi sucesso nos anos 90, teve uma pequena participação no segundo episódio, mas deu pra ver que levou a galera à loucura.

Mesmerized (Faith Evans)

Ainda no segundo episódio, a cantora Faith Evans também marca presença no palco do Harlem Paradise. Se a imagem de Biggie coroado vigiando o clube já não fosse poderosa o suficiente, o impacto da sua viúva em cena mostrou que a série tem uma pegada bem urbana, com acenos à história de Nova Iorque e do próprio hip-hop.

Ain’t it a Sin (Charles Bradley)

Após um terrível ataque no Harlem, Charles Bradley é o convidado de Cornell no seu Harlem Paradise e canta: “Não é um pecado”. Mas quando se trata do Boca de Algodão, é, certamente, um pecado.

Bring Da Ruckus (Wu Tang Clan)

Uma das belas jogadas da trilha sonora de Luke Cage foi levar a cena de Ghostface Killah, com Enemies All Around Me — na qual Domingo confronta Cornell -, para Wu Tang Clan e seu clássico Bring Da Ruckus. Esse momento de luta com Luke certamente remete à cena do corredor de Demolidor. Acerto duplo para a nova da Netflix.

Step in the Arena (Gang Starr)

A canção do grupo Gang Starr empresta o nome ao quarto episódio da série, e não é a toa. Step in the Arena toma o centro das atenções quando a trama volta no tempo para mostrar a prisão de Luke, com uma relevância primordial.

Long Live the Chief (Jidenna)

Em um esforço para manchar o nome de Luke, o tema do episódio 5 espelha perfeitamente a música de Gang Starr. Enquanto vemos os homens de Cornell atacando os cidadãos no Harlem, o cantor Jidenna apresenta Long Live the Chief no Club Paradise enquanto o vilão assiste tudo, tranquilamente, em sua área VIP.

People Make the World Go Round (The Stylistics)

O som clássico do The Stylistics ajuda a dar a história algum sabor da velha escola quando Cage tenta salvar a comunidade da ruína. Mas depois que é descoberta a conexão entre Boca de Algodão e um amigo seu, Luke percebe que não tem certeza em quem pode realmente confiar.

Plain Gold Ring (Nina Simone)

O sétimo episódio dá mais foco em Mariah, que enfrenta alguns problemas em sua carreira política. O episódio inicia com a diva do soul Nina Simone e sua Plain Gold Ring, enquanto Luke junta algumas informações sobre o passado de Mariah e Cornell.

King of New York (Ghostface Killah)

Mariah está de volta, tentando a todo custo denegrir a imagem de Luke junto à força policial e aos moradores do Harlem, mas em contrapartida, um novo poder surge no Harlem Paradise. Tudo isso embalado por King of New York.

Stop & Look and You Have Found Love (The Delfonics)

No nono episódio, Misty Knight enfrenta lutas internas para se encontrar, enquanto tenta ajudar Luke. O grupo The Delfonics é o convidado da vez, e cantou sua romântica Stop & Look and You Have Found Love no palco remodelado do clube Paradise.

Son of a Preacher Man (Dusty Springfield)

O episódio Now You’re Mine amplia o olhar sobre o novo oponente de Luke. Não só alguém do seu passado, mas alguém cuja busca bíblica pelo poder através da violência parece não ter limites. Ao som de Son of a Preacher Man, Willis Stryker conta que o white soul — termo da mídia para artistas brancos que cantam R&B — sempre foi o estilo favorito da sua mãe, e fala da sua versão de Caim e Abel.

Bulletproof Love (Adrian Younge, Ali Shaheed Muhammad e Method Man)

Uma prova de que a música é a essência de Luke Cage é Bulletproof Love, feita exclusivamente para a nova série da Netflix. E com uma motivação especial, já que Method Man em pessoa aparece no episódio, é salvo por Luke, e dedica a música ao herói em uma apresentação de rádio.

100 Days, 100 Nights (Sharon Jones & The Dap-Kings)

No episódio final da temporada, Luke prova seu valor para si mesmo e para o Harlem, e emerge como o herói que sua cidade realmente precisa. Embora vitorioso, ele é mais uma vez confrontado com seu passado e o episódio termina com Sharon Jones & The Dap-Kings no Harlem Paradise, onde Mariah assume seu novo papel. A impressão que fica é que ele vai voltar (por favor, Netflix) mais forte do que nunca!

Curtiu nossa seleção indestrutível de Luke Cage? Não deixe de ler nossa reviews clicando aqui.

Até a próxima!

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