Assassin’s Creed fez algo muito certo

O assassino menos discreto que você mais respeita!

Admito que fraquejei.

Ao ler que pouco tempo do longa Assassin’s Creed seria num período histórico, fiquei com a pulga atrás da orelha por alguns meses. Para completar, a Inquisição Espanhola nunca me chamou muita atenção.

A baixa bilheteria na estreia americana já me fazia acreditar que se tratava de mais uma adaptação meia boca de game famoso.

Mas poxa vida, como pude não acreditar na chegada da franquia aos cinemas, já que até agora ela não falhou ao expandir seu universo para livros, HQs, e mobile games?

Acabei de assistir ao filme e tudo o que tenho a dizer é que os produtores não poderiam ter tomado uma melhor decisão. E a bilheteria vai muito bem no Brasil, obrigado.

O que mais temia acabou se convertendo no trunfo de Assassin’s Creed. E falo disso daqui a pouco, pois é preciso rasgar elogios ao elenco.

Toda a gama de atores é realmente muito boa. Eles tocam a história sem muito esforço. Michael Fassbender mesmeriza com seu olhar, que beira o doentio, e seu corpo esguio, que não poderia ser de outro jeito. Tal combinação faz dele um dos melhores assassinos que a saga multi-plataforma já teve — mesmo após 9 títulos na linha principal da marca.

E como isso é possível? Callum Lynch mal chegou e já passa na frente pelos riscos que representava. Não tô falando da trama do filme, mas das escolhas que vêm antes mesmo de termos um roteiro.

Desde sua estreia nos games, em 2007, esperávamos que a trama ganhasse as telas. Nada mais cinematográfico do que assistir a sequências de luta mescladas com parkour em um momento épico da história, com muitas lâminas e bombas de fumaça.

Mas juntar esses ingredientes não é a garantia do sucesso. O que torna o filme brilhante é iniciar a saga adaptando-a em uma nova mídia sem recontar a história de seu game original. E ainda assim construir uma trama de origem redondinha, que abre caminho para sequências.

Assim, Assassin’s Creed agrada ao fã de longa data, que mesmo já aceitando não ter Ezio ou Altaïr Ibn-La’Ahad como protagonista, dá um salto de fé em uma nova história original — que expande a mitologia da série.

Se joga no filme que ele merece

Quem nunca nem ligou um videogame, mas curte filme de ação, também pode se jogar de cabeça. A narrativa avança com velocidade alternando entre ação e explicação, enquanto a história surfa pelo passado e presente.

E você nem percebe que pouco tempo da história se passa na Espanha do século XVI, na qual a ação dos assassinos e templários é mais recorrente.

Meu medo era que o filme não traria a melhor parte do game por restrição orçamentária. Mas isso é descartável pois a trama pede que os segredos sejam revelados. E a maioria deles está em 2016, e não no passado.

A proporção nessa alternância é perfeita para te manter submerso na história sem perceber o tempo real passar. Lá se foram quase duas horas e nem senti.

O “spin-off” de Prince Of Persia tem muitos pontos em comum com seu original. Mas esperamos que isso fique apenas no console. Apesar dos números de bilheteria não terem sido os melhores lá fora, só podemos esperar que as franquias tenham destinos diferentes nas telonas.

Se você ainda não conferiu e ama os games, vá dar uma chance.

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