Bake Off Brasil — Fica, vai ter bolo!

SBT inova ao apresentar um programa com uma fotografia impecável para um chá das 5

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Não tem mais volta, os realities culinários caíram na graça do brasileiro. Os formatos chegaram em um bom momento onde o interesse pela gastronomia está em alta. Bake Off Brasil — Mão na Massa, estreou no SBT sábado (25/07), uma semana depois da emissora encerrar com sucesso a segunda temporada do seu Cozinha Sob Pressão.

Assim como o seu sucessor e ao MasterChef Brasil, o Bake Off é uma franquia de um programa londrino de sucesso. E, como os outros, seguem a risca a cartilha da matriz. Talvez seja esse o único ponto que os realities brasileiro ainda não superaram. Falta a eles uma identidade mais brasileira, uma valorização dos pratos típicos e dos produtos da terrinha. Fora isso, a produção está de parabéns não devendo nada aos gringos.

O Bake Off tem uma dinâmica mais lenta do que, por exemplo, o MasterChef Brasil. Até o cenário bucólico ajuda nessa questão. Ambientado em uma tenda montada em uma fazenda, o clima do programa remete ao chá da tarde londrino, ou um lanche na casa da vovó. Nessa atmosfera fica difícil o programa criar conflitos mais quentes entre os candidatos. Até a postura má dos jurados, uma característica horrível dos nossos programas, soa um tanto estranha. Desnecessária essa postura é em qualquer reality, uma vez que estamos lidando com amadores.

Outro ponto que ajuda nesse clima de final de tarde é o cenário em tons pastéis. E tem um motivo! Assim como Sofia Coppola usou os mesmos tons ao filmar Maria Antonieta, no reality essas cores trazem a mesma justificativa da diretora: remeter aos tons usados na confeitaria francesa na época da rainha principalmente uma homenagem aos famosos macarrons.

Guilhotina para o candidato que não sabe o que é uma Tarte Tatin

Mas vamos aos que interessa! A estreia, mesmo tímida, cumpriu seu papel. Fomos apresentados aos 12 participantes, um leque bem interessante de tipos, vale ressaltar. Uma boa característica desse elenco é que todos estão no mesmo nível de amadorismo. Ainda sonho no dia em que nossos realities aumentarão um pouquinho esse nível. Podem continuar amadores, mas um pouco mais de conhecimento não faz mal a ninguém. Todos ganhariam com isso.

Ticiana Villas Boas é mais uma jornalista que deixa a bancada de um jornal e se joga no entretenimento. E que surpresa boa! A apresentadora, sem afetações a lá Ana Paula Padrão, entendeu de cara o papel que lhe cabe: não ser a estrela do programa. Simpática, conduziu com delicadeza as provas e sem colocar pilha nos candidatos. Histeria na cozinha só faz desandar a massa. Os jurados foi outra grata surpresa. Carolina Fiorentino sabe realmente do que está falando. Não que Fabrizio Fasano Jr. não saiba, mas lhe coube o papel de jurado tirano e que nessa estreia fez comentários bem desagradáveis. Desnecessário. Julgue, ensine, critique, mas diminuir os candidatos é um péssimo caminho a seguir.

Teve bolo? Sim, teve. Mas a maioria pecou no acabamento e no exagero de ingredientes. Açúcar demais, manteiga sobrando, cozimento de menos foram uma das características das duas provas que o programa apresentou. Na prova de criatividade, os candidatos deveriam criar um bolo que remetia às melhores lembranças, o “bolo da vida”, como foi apresentado. Difícil julgar as lembranças do outro, né? Querer que um candidato faça isso, use tal ingrediente em uma prova aberta para ele fazer o que ele quiser fica bem complicado. Então os comentários válidos ficaram nas técnicas utilizadas.

A prova técnica também é a prova de eliminação. Aqui ficou claro o quanto amadores são os competidores. Sem poderem visualizar a torta que iriam fazer, a maioria ficou desesperada porque não sabiam o que seria uma torta invertida. Para um competidor com mais bagagem ao ler a receita saberia de cara que se tratava da Tarte Tatin, um clássico da confeitaria francesa e mundial.

O legal dessa prova é que os jurados julgam o prato sem saber qual candidato o fez. Ao fazerem desta forma eliminamos possíveis proteções a determinados competidores ou perseguições a outros. Ao final, os jurados fazem um balanço das duas provas realizadas no programa e determinam o melhor e pior confeiteiro do dia. A blogueira Juliana mal chegou e foi embora. Sua performance na cozinha foi sofrível. Começamos bem.

Se você estava esperando um clima MasterChef esquece! Bake Off Brasil — Mão na Massa, tem um dinâmica própria. É um programa divertido, tranquilo, sem exageros e histerias, como pede um legitimo chá inglês. Ele tem uma fotografia maravilhosa o que só o enriquece e contribui para comermos o programa com os olhos.

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