BattleStar Galactica: navegar é preciso!

Uma das grandes ficções científicas da televisão é sem dúvida esse produto que ficou conhecido ao ser apresentado no canal SyFy. Battlestar Galactica, surgida em sua versão original em 1978, agradou tanto que voltou diversas vezes, mas apenas na primeira década dos anos 2000 é que teve seu desfecho, encerrando uma verdadeira odisséia no espaço.

Ela é tema desta edição de O Melhor e Pior de

Efeitos Especiais

O que Battlestar Galactica apresenta na TV em termos de efeitos especiais nunca antes foi mostrado. Além de contar com um ótimo roteiro, a produção da série conseguiu retratar com primor as imagens de combate e viagens especiais, sem apelar para velhos truques toscos que a maioria das produções do tipo utilizam.

É cinema na TV e com grandiosidade de blockbuster. Não à toa, a série sempre foi bem reconhecida por seu design, não só visual, mas de som. Pode até não haver som no espaço, mas os efeitos especiais de som de BSG dão na gente a vontade de vestir uma roupa de astronauta e conferir pessoalmente toda aquela coreografia das naves.

Manipulando o Telespectador

Discutir religião, política, certo/errado, bom/mau é assunto batido. A gente espera por isso quando vê um bom produto de TV. Mas ser manipulado pela discussão disso é algo até sobrenatural. Você sempre está acostumado a ver o herói da história sofrer embates políticos e religiosos como vítima.

Mas e quando ele tem o poder na mão e mesmo sendo a pessoa mais correta para aquilo, acaba se valendo de regras quebradas para se manter no poder? Como fica a vontade do povo? Como pensar nas pessoas que têm sua fé manipulada por pessoas sem escrúpulos? Seriam elas vítimas ou coniventes?

Battlestar Galactica traz essa experiência. É bizarro, mas você vai assistir e vai se pegar torcendo para o mocinho fazer a coisa errada para que, no final, tudo dê certo. E depois você vai ter um peso na consciência por se sentir corruptível. BSG te coloca no lugar de quem vive embates que a gente vê na TV e discute por aí. E olha que é uma ficção científica!

Elenco

O elenco da série traz fortes nomes e alguns atores que acaram se consagrando por este novo trabalho. No time dos consagrados temos Edward James Olmos (William Adama), que já esteve em The West Wing e logo mais será visto em CSI: NY, Mary McDonnel (Laura Roslin), que já participou de ER e Independence Day, James Callis (Gaius Baltar) dos dois longas de Bridget Jones e Richard Hatch (Tom Zarek), o Lee Adama da série original.

No time das revelações, o grande destaque é Katee Sackhoff (Kara Starbuck Trace), a nova musa dos nerds, que já participou de 24 Horas e, mais recentemente, de The Big Bang Theory em participação especial. Outro nome que despontou com esta série foi Tricia Helfer, que participou de Chuck, Burn Notice e Human Target. Mas quem se deu melhor foi Grace Park (Boomer), que conseguiu um papel na bombadíssima estreante da CBS, Hawaii Five-O.

Episódios Centrados em Personagens

O melhor de Battlestar é a fuga desenfreada e a construção dos personagens à medida em que a nave e a própria história se move. Mas uma série de TV a cabo com tamanho sucesso acaba sendo extendida para manter audiência e anunciantes. O problema disso é que histórias tapa-buraco são colocadas no processo, sempre focando a história de um personagem ou outro.

O problema é que fã de BSG está mais é preocupado com o futuro da nave do que com seus heróis. Quem quer ligar para o Adaminha combatendo o mercado negro e a máfia? Quem liga para o chefe Tyrol em movimento grevista em prol dos mineradores? Raros episódios centrados em personagens foram bons e, quando isso acontecia, eles tratavam de Starbuck, a grande personagem da série.

Devia ter apostado mais nisso, pelo menos.

Minissérie de Estreia

As quatro maravilhosas temporadas que vemos hoje é resulatado de uma boa base de explicação. Sabe aquela história de que série boa tem piloto ruim? Ela é bem confirmada aqui, afinal o piloto de BSG é um dos mais chatos e lentos de todos os tempos.

Mas é normal, afinal ali a história está sendo apresentada. É bem didático, mas mesmo a monotonia e marasmo deste início fazem valer, afinal passando por essas primeiras horas de série, você está super bem situado no universo dos sobreviventes de Caprico e pronto para embarcar com eles em horas de aventura e perigo.

Experiência Expandida

É sempre louvável quando uma série quer oferecer mais do que episódios durante uma temporada. Websódios e telefilmes ajudam nisso. Porém, as experiências de Battlestar não foram lá as mais positivas.

Razor é um telefilme produzido para se passar entre a temporada 3 e 4, trazendo detalhes sobre personagens desconhecidos e a líder assassinada da nave de combate Pegasus. Quem liga para isso? Tem pouca coisa e não tão importante assim, sobre a mitologia da série. Além disso, poucos personagens de grande relevância ganham destaque.

E a gente ainda tem que escutar o sotaque falso de Stephanie Jacobson (Melrose Place 2.0). E se você acha isso ruim, The Resistence consegue ser ainda mais enfadonho. A proposta de websérie focada na resistência humana anti-cylon em Nova Capriaca reuniu poucos elementos que clareavam os rumos do terceiro ano da série.

E esses são apenas alguns dos prós e contras de Battlestar Galactica. Difícil balancear e equilibrar, afinal esta é uma das séries que tem mais qualidades do que defeitos, ou qualidades mais evidenciadas do que seus erros. Dá orgulho dizer que assisti.

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