BBB17: O poder da mudança derrubou Luiz Felipe

Que fique o exemplo: não subestime a força do espectador.

Em 17 edições do Big Brother Brasil, o sofá e a internet estão comungando do mesmo gosto. Depois de Mayara, Luiz Felipe deixou a competição com um número que, embora fora do livro dos recorde do BBB, é considerável para um paredão triplo: 73,81% dos espectadores não aguentavam mais o primeiro alagoano do reality.

Confesso que, no início, achei que Luiz Felipe teria vocação de chegar bem próximo — senão — na final sendo o jeito planta de ser (o que lembra o Matheus na edição passada). Do jardim botânico, ele passou para uma posição detestável dentro do programa: àquela de fingir ser o que não é. Primeiro, tipificando as “belezas” na casa e fazendo de Mayla uma “sortuda” por tê-lo ao seu lado. Volte cinco edições e talvez a pose de galã lhe sirva.

“Mayla não faz o meu tipo” ~CÊ JURA?

No caminho até o paredão, o brother ainda passou marra de valente ao ganhar um voto duplo (“EU MUDO O PAREDÃO!” vai entrar pro cânon do reality), discussão por ovo, outra por cama, e por fim a série consecutiva de ciúmes em relação à Emilly.

O jogo da discórdia parece ter sido pensado na medida: se a casa o via como inútil para o jogo, imagina o espectador. Luiz Felipe, assim com grande parte do elenco dessa temporada, não se comprometeu, apenas jogou os nomes na fogueira e acabou queimado pela própria artimanha.

Faltou calma, faltou temperança e, principalmente, faltou empatia. Com quem está lá dentro e com quem está aqui fora. Apesar de ser um jogo de estratégia, no qual qualquer bônus pode te levar a mais uma semana na casa, quem julga os merecedores da permanência somos nós. Não adianta criar situações, quem está no jogo são peões, movidos no tabuleiro pela nossa vontade.

Não é por levantar a voz para uma mulher de 70 anos, é por achar que não vemos o egoísmo e a falta de noção. Luiz Felipe pecou em querer que o público enxergasse o mal onde não existia: a famosa tática do desespero. Bradou, reclamou e repetiu diversas vezes argumentos contra Marcos, Ilmar e quem mais fosse seus oponentes. Foi chato, foi massante, foi pesado.

Sua herança na casa — além do dente perdido — foi bem singela: não cante vitória antes do tempo.

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