Bobby’s World: Além da imaginação

Hoje, pela primeira vez, me reservo o direito de sair da temática dos seriados de animação adulta para falar de um seriado muito especial.

“Mas, por quê?” — você pergunta.

E eu digo: “Por que sim, Zequinha”.

Se você, como eu, teve a oportunidade de crescer entre os anos 80 e 90, sabe muito bem o que Bobby’s World (ou O Fantásico Mundo de Bobby, como é conhecido em nossa Terra Brasilis) representa.

Bobby’s World foi um seriado de animação criado pelo comediante canadense Howie Mandel, cujo trabalho significativo mais recente, segurem-se em suas cadeiras, foi apresentador do Deal or No Deal da NBC. Sabe o Topa ou não Topa com o Justus no SBT? Pois é, a versão americana desta jóia era apresentada pelo pai de Bobby.

O seriado que teve 80 episódios televisionados pela Fox Kids entre 1990 e 1998 (a partir de 1991 no Brasil, pelo SBT), contava a história da familia Generic e tinha como foco o caçula Bobby, criado por Howie com base em uma personagem de seu show de stand-up comedy, um garoto meigo e sonhador, que usava e abusava de sua imaginação para transformar o cotidiano em aventuras fantásticas. Imagine O Mundo da Lua, só que em desenho animado.

A grande sacada do desenho era a interação de Bobby com o “mundo real”, através da figura do prórpio Howie Mandel. No melhor estilo Uma Cilada Para Roger Rabbit, a personagem de Bobby interagia com o seu criador de carne e osso, antes e depois de cada episódio para discutir as situações ou algum tema importante relacionado à infância do próprio Howie.

Além de interagir com Bobby nos segmentos de abertura e encerramento, Howie tinha seu avatar no mundo animado na figura de Howard Generic, pai de Bobby (Howie Mandel dublava ambos, Bobby e Howard).

A família Generic contava ainda com Martha, a mãe supercarinhosa e proterora, que adorava lamber a mão e passar sobre o cabelo de Bobby (lembra?), Kelly, a irmã adolescente e cool (ambas dubladas por Gail Matthius, ex-SNL), e Derek (dublado por Pamela “eu-amo-essa-mulher” Adlon, de King of the Hill, The Oblongs e Californication), o irmão de 10 anos que adora atormentar o caçula da família.

Como esquecer do Tio Teddy e seu famoso — “Hora do cafuné”? Ou de Roger, o cão desengonçado da família que adorava pular sobre eles e lamber-lhes o rosto?

Mas a mais especial de todas era, sem dúvida, Jackie, a garotinha de longas madeixas ruivas que tinha uma quedinha pelo Bobby e vivia beijando nosso protagonista, que dizia ter nojo — coisa de criança!

Tudo isso era muito mágico, coisas de um tempo em que se podia acreditar e que para ser feliz bastava usar a imaginação e viajar, assim como o nosso Bobby, para seu mundo fantástico. Todos temos um pouco (ou muito) de Bobby em algum momento de nossas vidas e é justamente isso que faz de Bobby’s World algo tão especial (clique aqui para ver a sequência de abertura da série).

Se você veio a existir depois desse período, eu tenho pena de você e sua infância regada à Pokemon e tantos outros enlatados genéricos, mas ainda há salvação. Segundo Howard, existem negociações para a gravação de novos episódios do seriado.

Enquanto esse dia não chega, faça um favor a si mesmo e pesquise do Google “Bobby’s World” ou “O Fantástico Mundo de Bobby” e divirta-se com os episódios que encontrar.

Agora, se você assistia o desenho mas não gostava, faça um favor à humanidade — desligue o computador e vá procurar um psicólogo, psiquiatra, psicanalista ou qualquer coisa que o valha, porque o seu coração é de PEDRA!

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