Chicago Fire 1×08 — Leaving the Station

Todos nós já estivemos lá… Cada um tem o próprio jeito de lidar com as coisas.” — Wallace Boden

Chicago Fire amadureceu e, por mais uma semana, entregou um episódio irrepreensível em diversos aspectos e cansativo em outros. No principal deles, fez o espectador se emocionar com o que há de melhor na raça humana: a sua humanidade. Essa centelha que faz os humanos serem como são, compreender a dor do outro, demonstrar empatia e perceber que, de um jeito ou de outro, o ato de estar vivo é o que verdadeiramente importa.

Peter Mills, o melhor personagem da série, foi extremamente humano. Ele não é uma rocha, que diante da tragédia, permanece impassível. Sofre, se angustia, chora. Quem não ficaria chocado ao ver o corpo de uma garota dilacerado na linha de um trem? Nem o mais duro dos homens poderia ser classificado como humano se não se sentisse tocado de alguma forma.

A profundidade da cena foi tão dilacerante que Mills cogita deixar o corpo de bombeiros de Chicago. Sua mãe até faz campanha para isso. Mas é Casey e seu bom mocismo que mostra que o mais importante é estar vivo, é ajudar, é salvar. Para a alegria geral da nação, Mills fica.

Gabriela continua comprando brigas que não são suas e entrando em situações arriscadas que poderão custar-lhe a carreira. A paramédica percebeu o comportamento de uma mãe abusiva e, se não fosse pela confissão da filhinha desta, acabaria em complicações. Mas não podia se esperar uma outra atitude de Gabriela. O roteiro vem trabalhando essa inquietude da personagem diante da injustiça. Agir de outra forma não seria coerente.

Leslie teve o seu aparente ponto final com a ex- namorada, Clarice. Engraçado esse tipo de pessoa que abandona as outras e, no primeiro sinal de perigo, corre de volta. Clarice enxerga em Leslie um porto seguro, uma zona de refúgio, mas se esquece que a loira tem sentimentos. Ainda bem que Gabriela está sempre por perto para colocar um pouco de juízo na cabeça de Leslie e impedí-la de ter o seu coração devastado mais uma vez.

O braço de Severide volta a dar as caras em Chicago Fire e tentar causar um pouco mais de tensão durante o resgate de uma vítima. O Chefe Boden percebeu que algo não está correto. Contudo, esse é um arco que começa a irritar justamente por não ir a lugar algum. O que exatamente pode-se esperar disso? Essa talvez seja a primeira barriga do roteiro e, caso não tenha algum norte, vai incomodar bastante.

Casey vai a um cemitério visitar um túmulo. Encontra a irmã. Uma cena bem curta, mas que poderá render mais nos próximos episódios. É esperar para ver.

O alívio cômivo não funcionou dessa vez. Otis e Mouch avacalhando os canadenses foi bem desnecessário. É lendária as brincadeiras dos americanos envolvendo o Canadá. Porém, a abordagem dada emChicago Firesoou forçada e, o pior, com um tenebroso tom moralista.

Para terminar, nada melhor que um belo Severide para apagar qualquer incêndio ruivo, né não? Fica a dica para reflexão da semana enquanto o próximo episódio não surge.

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