Chicago Fire 1×23 — Let her go

Não é um dia fácil. Para nenhum de nós”. BODEN, Wallace.

Chicago Fire está em sua reta final e entrega mais um episódio extremamente competente, muito bem inserido no contexto da série e que, de quebra, apresentou ao público os personagens que farão parte do spin-off do seriado chamado Chicago PD.

O início do episódio foi bastante frenético com a perseguição a um carro roubado, visto na cena do incêndio da clínica que tirou a vida de Hallie, e posterior captura dos meliantes que conduziam o veículo, com direito a truculência policial mesclada com elementos de humor.

Demorou um pouco para cair a ficha do motivo de um episódio de Chicago Fire dar tanta ênfase aos integrantes do departamento policial de Chicago. Mas depois veio à mente a notícia recente de que a NBC aprovou a produção do spin-off que abordará as duas facetas da Polícia de Chicago: os uniformizados, que vão às ruas pegar os bandidos, e os caras da inteligência. Pelo pouco mostrado, os personagens apresentados são bem interessantes e tem tudo para dar certo.

Chicago Fire 1x23

Colocar a polícia de Chicago trabalhando em conjunto com os bombeiros foi uma decisão inteligente. Até porque, conforme falado na review passada, o incêndio que matou Hallie tinha muito mais camadas que um simples acidente. Restava desvendar os mecanismos desse fato.

As suspeitas sobre o Detetive Hank Voight ser o mandante eram muitas. O episódio tratou logo de retirar essas suspeitas ao inserir uma sub-trama com tráfico de drogas e o envolvimento do diretor da clínica.

Ainda sobre Voight, o texto também trouxe à tona a veia corrupta do detetive para logo depois arrumar um pretexto para tal comportamento, como se ele fosse um agente duplo, trabalhando com criminosos para descobrir mais sobre eles. Naturalmente, o argumento dado é para coloca-lo como protagonista de Chicago PD. Afinal, como explicar como protagonista em TV aberta um policial que utiliza de meios escusos para se dar bem?

Sinceramente, a explicação não funcionou muito dentro de tudo o que foi mostrado até aqui. Claro, é televisão e eles sempre vão arrumar justificativas para qualquer coisa. Porém, para o funcionamento da série, a explicação não foi interessante. Não convenceu.

O tratamento dado à dor de Casey foi na medida certa. Hallie e ele não estavam em seus melhores momentos. Como se não bastasse, o casal não era tão dedicado um ao outro. Casey chorou, sentiu o drama de perder alguém que namorou, porém, não foi além disso. Estava mais interessado em obter justiça, encontrar os culpados pela morte. Foi uma decisão acertada.

Mesmo com toda a carga dramática que “Let her go” possui, conseguiram um tom equilibrado, dosando o drama com elementos cômicos. Especialmente uma confusão causada por uma má interpretação de Otis sobre o idioma russo de sua prima Zoya e o possível envolvimento de um macaco na inauguração do Molly’s. E também com a paranoia de Leslie sobre o futuro de seu filho inseminado com material cedido por Kelly Severide. São momentos assim que conseguem colocar Chicago Fire em um patamar de qualidade aceitável na TV.

Na próxima semana, ocorrerá a season finale. Resta saber como os acontecimentos dessa primeira temporada serão encerrados. Tudo indica escolhas satisfatórias e competentes. Fica a torcida para que estes sejam tocantes, com a série já se mostrou capaz de fazer.

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