Chicago Fire 2 x18 — Until you leave the ground

Não existe isso de ir muito rápido. Ou você entra de cabeça e conta com a sorte ou não entra” — SEVERIDE, Kelly.

Um bom texto é aquele que consegue fazer refletir mesmo no mais insignificante diálogo, na mais simples cena. E esse episódio de Chicago Fire foi exatamente assim. Desde seus primeiros minutos foi dando pistas de tudo o que aconteceria a seguir.

Gabriela e Casey estão em uma pequena crise que se arrasta há alguns episódios. Ele escondeu dela a gravidade da lesão, ela não gostou da maneira que ele abordou um homem em um restaurante, ele acha que estão indo rápido demais, ela adia a escolha do apartamento. Pequenos detalhes que vão se somando e colocam em risco o relacionamento mais saudável do seriado.

Tirar um fim de semana e ir para uma cabana no meio do gelo com a melhor amiga Leslie fez um bem incrível para o relacionamento. Mais que isso. Os vizinhos da cabana, um casal aparentemente feliz, mostraram, indiretamente, a Gabi que não existe isso de felicidade perfeita. As oportunidades de ficarem juntos não devem ser obliteradas por brigas inúteis. Isso só atrapalha e pode não terminar bem. O beijo que ela dá em Casey ao chegar em casa mostra que a paramédica aprendeu bem a lição.

Chicago Fire 2x18

Esse episódio foi bem dedicado a Kelly Severide. O rapaz é um dos mais queridos da série e com toda razão. Já provou seu heroísmo em mais de uma oportunidade. Dessa vez, deu conselhos amorosos a Casey, ajudou Mouch em seu primeiro encontro às cegas. Ainda resgatou um jovem que tentava se matar após o término com a namorada (que pulo do gato foi aquele?). Chegou até levar cantada da Sargento Platt de Chicago PD em uma das cenas mais engraçadas.

Mas o grande destaque foi a ajuda que ele está dando a David Bloom, o ex-bombeiro de Denver. É bacana ver a consciência de Severide diante de um colega de profissão que necessita de ajuda para se recuperar de um trauma. Bloom se machucou em um dos cem piores incêndios de Denver, onde morrem dez bombeiros. É compreensível toda a desgraça que assolou o homem e que o levaram a uma vida de dependência química. No entanto, melhor ainda é mostrar que sempre há uma saída para aqueles que querem.

Rebeca Jones poderia ter pensado nisso. Desde que surgiu na série, a moça tem enfrentado muitos obstáculos para tornar-se bombeira. O principal deles vem de quem deveria dar o maior apoio: seu pai. Quando Jones disse logo no começo do episódio que queria um dia de folga para resolver de vez essa situação, seu destino já estava traçado.

Boden e Casey ainda tentaram auxiliá-la com ligações de apoio e até a busca de uma conselheira. Hermann também tentou conversar, mas a decisão estava tomada. Jones não conseguia enxergar nenhuma outra saída a não ser dar cabo à própria vida. Uma perda irreparável para o seriado. Jones tinha tudo para ter um caminho feliz, quem sabe até mesmo ao lado de Mills. Mas ter um pai inflexível como aquele não deixava muitas saídas. Ela estava sozinha. Como bem lembrou um dos diálogos, não existe nada pior que o confinamento solitário.

Chicago Fire conseguiu entregar um episódio bastante pesado, sem soar piegas. Lidou com temas sérios e com o suicídio de um de seus personagens sem fazer um espetáculo do assunto. Isso é resultado da maturidade da série.

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