Chicago Fire 2×06 — Joyriding

Não há amor maior que abrir mão de sua vida pela de outros”. — CASEY, Matthew.

Após um breve hiato, Chicago Fire retorna incendiária com um excelente episódio. Muitas coisas importantes aconteceram e, sem dúvida, Kelly Severide tem sido trabalhado para ser a figura heroica do seriado, ao lado de Matthey Casey. Antes de ver como o roteiro trabalhou a figura do bombeiro, outros arcos narrativos tiveram destaque.

A começar pela votação para eleger o novo presidente do Sindicato. Randy, mais conhecido como Mouch, é um sujeito bastante honesto e pacato. E ensinou uma importante lição a respeito de honestidade recusando-se a revelar algumas informações sinistras sobre Sullivan, seu rival. E um alerta sobre o que d fato é valorizado pelas pessoas.

Boden é o tipo de comandante que apenas abandona o navio quando tem a certeza que sua tripulação está salva. E é esse o acordo feito. O sacrifício em prol do Batalhão 51 não foi em vão, dando uma sobrevida a esse batalhão tão querido de Chicago.

Chicago Fire 2x06

Shay voltou à velha forma definitivamente. Seu envolvimento com a espevitada Devon sela essa mudança da personagem. Uma pena que o par romântico não seja exatamente o que os fãs esperavam. A fotógrafa é debochada, despreocupada, farrista. Um relacionamento assim pode causar a Shay alguns problemas.

Gabriela é o eterno coração solitário de Chicago Fire. Quando tudo parece se ajeitar emocionalmente, algo ocorre e atrapalha. Seu envolvimento com o policial Jay pode não ter tido um ponto final. Ao menos, vale a torcida, já que os dois formavam um casal bastante simpático.

Pouco a pouco, o roteiro tem dado um destaque maior a Clarke. E é impressionante como o texto evoluiu fazendo um bombeiro sem muita empatia tornar-se uma peça fundamental para o Batalhão 51. Deve haver planos futuros para ele dentro da série.

Matthew Casey foi um grande lorde mais uma vez ao receber a visita de Griffin, o filho de Heather. O menino tem um temperamento bem complicado, mas Casey tem conseguido domar a fera. O choro final do menino é o choro de todos aqueles que perderam alguém que deu a sua vida por outra pessoa.

E o grande destaque do episódio foi mesmo Kelly Severide. A condução toda foi direcionada para um dos resgates mais heroicos e delicados de Chicago Fire. Uma ingênua corrida por um parque da cidade colocaria o tenente em uma situação extrema envolvendo uma criança pilotando uma retroescavadeira.

A máquina é enorme e a fotografia fez valer toda essa grandiosidade. A edição rápida, ora em planos abertos para destacar o cenário deserto, ora em close para garantir a tensão dos pequenos gestos e das decisões que precisavam ser tomadas rapidamente. Os travellings conduzindo o olhar do espectador aliados à trilha sonora pulsante e urgente deixaram o clima ainda mais angustiante.

E a atuação de Taylor Kinney, para quem muitos torciam o nariz, mostrou-se competente e bem acima da média. O ator utilizou recursos interpretativos até então pouco exigidos de seu personagem. E que gratificante foi perceber que ele não decepcionou quando esses atributos foram exigidos.

Apenas um senão: porque Severide demorou tanto para fazer a retroescavadeira funcionar?

Chicago Fire tem acrescido episódios cada vez mais relevantes e excelentes em sua segunda temporada. Sem dúvida, o investimento feito na série é visível aos olhos. Um dos dramas mais competentes atualmente no ar.

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