Chicago Fire 3×17 — Forgive You Anything

Chegou a hora de você ser o homem que eu sei que você pode ser”. PLATT, Trudy

Ok, comecei o episódio preocupado, julgando o Matt logo de cara, já pensando: sério? Um strip club? WTF? Mas então vimos que era apenas uma proposta de emprego, não como stripper, infelizmente, como marceneiro, construtor, faz tudo que é o Casey, como vimos, um ator que sempre faz participações em séries foi contratado como ex-bombeiro, dono da boate, Eric Mabius não é um estranho para os viciados em séries e quem fala boate hoje em dia? Talvez minha vó, mas enfim, mais tarde no episódio Boden avisa que o proprietário da casa noturna não é flor que se cheire. Essa ideia do Matt como stripper inclusive, é do Boden não minha, só para constar. Então no fim do episódio Casey aceita o trabalho mesmo assim, logo sabemos que essa história vai dar problema não é mesmo? Bom, plot encerrado, estou vendo o Matt muito sem graça depois que destruíram #Dawsey (não vou mais falar sobre isso), muitos plots focados nele, mas ainda sim sempre espero mais do personagem, culpa dos show runners, não do ator que está sempre impecável, mais uma vez, só para constar.

Fugindo um pouco das literalidades do roteiro, algumas vezes os roteiristas gostam de brincar com a nossa mania de prejulgar as pessoas, o que nos leva ao plot Severide/Rice, o novo substituto do Newhouse, que desapareceu por motivos desconhecidos, se alguém souber favor me informar, porque eu devo ter dormido quando essa informação chegou com clareza, enfim, o cara chega como ex-presidiário, Otis fica com os dois pés atrás, Scott ainda é o maior contador de histórias, alguns gostam, outros não fazem questão de esconder a irritação, até mesmo o Boden não parece dar muita moral para o novo integrante da equipe de resgate, para no fim descobrirmos que o cara é muito gente boa, foi preso por motivos idiotas, perdeu a mulher e cria o filho de quatro anos com a ajuda de parentes, todos amam Scott no fim do episódio, Waren Christie que costumava arrasar em Alphas, parece que veio para ficar.

Quem não gosta nada dessa ideia é nosso puppy favorito, ou nem tanto, Peter Mills que já ataca com unhas e dentes a vaga aberta na equipe de resgate, só porque o lugar costumava ser dele, ainda tivemos uma lição a respeito de que se deve dar um passo de cada vez Mills, queremos alguém novo no elenco, você que resolva todo esse lance do vertigo, passe pela avaliação médica e pelo teste físico para se candidatar novamente, não vamos colocar o carro na frente dos burros, uma característica um tanto irritante e constante do personagem de sempre se antecipar demais para todos os assuntos.

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No entanto o plot mais fofo do episódio foi o do Mouch, Trudy se mostrando uma companheira e tanto, só espero que Dick Wolf não separe esse casal também, mas enfim, não vou mais torcer para ship nenhum, ou quase isso, foi muito legal o lance do Emett não ser na verdade o filho do Mouch e mais para o fim do episódio Platt largou ele no restaurante para conhecer a filha, que por acaso contrataram uma atriz a cara do Christian Stolte, procurei na internet, mas não encontrei nada que falasse que eles são parentes na vida real, não dá pra negar que ela parece filha dele de verdade, foi muito legal mesmo ver que o personagem tem mais espaço para amadurecer, pois apesar de parecer o mais velho do grupo Randall parece o mais infantil, perdendo talvez para o Peter e o Emett é gatinho, por mim ele poderia aparecer mais.

No mais, a crise existencial da Sylvie e Gaby se jogando na balada, achei que foi um início de contexto, nada muito marcante, nem fora do tempo, Brett não mentiu quando falou sobre ter se mudado para viver de forma diferente, sair da zona de conforto, etc, achei que a Dawson precisou de menos tempo do que eu esperava após o término com o Matt, mas em todo caso ela só saiu para uma noitada, não ficou com ninguém, ainda há esperança, mas eu espero sem esperar.

Forgive You Anything, teve um roteiro mais arrastado, mas foi muito bem elaborado, então não ficou chato, chegou a hora de lidar com alguns problemas esquecidos, o desaparecimento do Newhouse, o problema de saúde do Mills, Sylvie se dando conta de seus problemas pessoais, Mouch o novo papai do pedaço, a volta do Boden, enfim, tudo isso ainda abre novos conflitos, a chegada de Scott abriu caminho para introduzir Maggie, personagem que estará em Chicago Med, caso o spin off seja aprovado, ainda sobre Scott temos um conflito com Petter e para ter mais confusão o novo emprego do Matt.

Pois é pessoal, acho que Chicago Fire não acaba por falta de história, e acredito que Maggie rapidamente vai descobrir que Severide “don’t suck anymore”, por causa da força que ele está dando para o Scott, foi muito fofa a cena dele na casa do amigo, a conclusão da lição aprendida durante o episódio, sobre não se precipitar ao tirar conclusões sobre os outros ficou bem bacana, eu gostei, enfim, a médica parece ter uma história bem interessante com o bombeiro, vamos descobrir porque ela estava tão brava com ele em breve, eu espero. E foi isso, tivemos um episódio redondinho, no estilo “pé no freio” que temos sempre antes dos grandes acontecimentos do fim da temporada, rezando para que ninguém morra nessa, a perda da Shay ainda pesa pra mim.

P.S.: Forgiving, Relentless, Unconditional provavelmente nos fará chorar. Sem mais.

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