Chicago Fire 4×15 — Bad For The Soul

Bad For The Soul foi um episódio cheio de repetições que nos fazem questionar se o fôlego da série está se esgotando.

Se eu apareço na sua casa, normalmente é o pior dia da sua vida.” — CASEY, Matthew

Apesar do novo arco da série ter incluído a política, assunto que não sabemos se renderá, uma vez que Casey encontra-se em clara desvantagem. Foi difícil não perceber que a trama tem tomado caminhos muito similares a temporadas passadas.

A dança das cadeiras entre os ocupantes da Ambulância, Truck e Squad, que já não é novidade na série, agora é vítima de repetição de acontecimentos. E a troca de papéis de Jimmy foi realmente necessária? A tensão sexual entre ele e Brett era algo que valia a pena entrar para o contexto nesse momento?

Quem se lembra quando Mills não pode mais ficar na equipe do Squad e voltou a ser paramédico? A situação pode não ser exatamente igual, mas até a condição de saúde de Mills foi reutilizada em Bad For The Soul.

É como se os roteiristas tivessem pego o texto antigo e adaptado as situações criadas para diferentes partes da trama. Por isso é fácil perceber a insatisfação do público mais atento quando chegamos ao fim do episódio.

Para ajudar o roteiro ficar ainda mais previsível, a candidatura de Casey a vereador começou dentro de uma espiral e progresso, para rapidamente descender tão rápido quando ascendeu. A ingenuidade de Matt sobre o assunto chegou a ser engraçada, a postura sempre honesta do personagem chega a ser prejudicada e confundida com imaturidade.

Obviamente ele não poderia entrar para a disputa de forma corrupta, mas não custava mostrar uma pessoa muito mais consciente do mundo, que se mantém dentro de seus princípios morais certo do que acontece ao seu redor. Não custava nada, mas no fim temos que nos contentar que ao menos quando as cartas estavam todas na mesa, a reação do tenente foi firme e muito mais característica de seu personagem.

Voltando a dança das cadeiras, Jimmy só foi para ambulância, porque devido a cortes de orçamento Stella Kidd foi movida para posição do rapaz. Até aí tudo bem, uma nova personagem pode inserir trama a série. Então, descobrimos que Kidd é uma ex de Severide e os dois ainda se encontram eventualmente.

Todos concordamos que muito provavelmente também cairíamos nessa rede se ela nos fosse oferecida, afinal estamos falando de Severide, mas temos um elenco composto em sua maioria por homens. Não tão atraentes quanto Kelly, mas variar é preciso.

Para compensar Stella parece ser uma ótima personagem, sua parceria com Dawson e sua presença em cena de forma geral é bem forte e agradável. Fica no ar a possibilidade de que ela esteja, apenas, ocupando o lugar para dar uma balançada nas coisas até Chili voltar, mas como não é certo que a personagem retorne pode ser que as coisas permaneçam dessa forma por um tempo.

De qualquer forma não podemos descartar a possibilidade de novas mudanças, afinal estamos falando de Chicago Fire, aparentemente a Firehouse 51 não parece capaz de manter seu pessoal completo por muito tempo.

Agora só nos resta torcer para que este tenha sido um escorregão isolado da série. Não se esqueça de dar uma nota para este episódio no placar abaixo, mas antes confira a promo de Two D’s.

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