Chicago P.D 1×12–8:30 PM

Isso aconteceu na minha cidade, no meu território. Não fique no meu caminho.” — VOIGHT, Hank.

Eu, pessoalmente, sou apaixonada por todos os trabalhos do Dick Wolf. Sempre me mantêm grudada na tela. E com esse cross-over não podia ser diferente. Acompanho Chicago PD desde o crossover com Law and Order SVU. Desde então me apaixonei. E acho que com vocês não será diferente.

Agora, ao episódio. “8:30 PM” chegou com tudo. Depois que a Dawson estava salva, eu queria mesmo era saber quem estava por trás de tudo. E o por quê. Quando o FBI entrou no meio senti que essa resposta estava ameaçada, afinal, quase sempre eles atrapalham mais que ajudam. Mas não na Chicago de Voight. Ainda bem.

Bem no inicio do episódio ele deixa isso bem claro,e, surpreendentemente, o FBI aceita, até porque, visivelmente, não faz ideia do que motivou o ataque terrorista. E, se tem uma equipe que resolve qualquer caso é a Inteligência. Gosto muito de vê-los trabalhando porque acho que tem a medida certa de estratégia, análise de perfil e ação. E, já era hora da Sumner começar a fazer a diferença. E este foi o primeiro episódio que o Hank conta com ela sem pestanejar. Eu não sei bem o que acho dela. Se é competente? Com toda certeza. Mas quanto ao porquê dela estar na equipe, eu já tenho minhas dúvidas. Até acho que ela vai acabar se convertendo ao modo Voight de fazer as coisas, porque se até o Antonio entrou no esquema — que é o cara mais certinho que existe- porque não ela? E vocês? Acham que ela está ali só pra bancar a detetive inocente?

Chicago PD 1x12

Bem, a perseguição aos suspeitos foi de arrepiar A cada dead body que eles achavam mais eu me perguntava: Quem é o louco que está eliminando todo mundo? Não demorou muito para a gente ter a resposta. Pra mim, não “colou” muito um cara orquestrar tudo aquilo pelo incidente na fazenda dos pais. Não que eu não ficaria revoltada e transtornada. Mas daí a orquestrar um plano desse para destruir apenas TODO o departamento de polícia e bombeiros de Chicago, não precisa ser gênio para saber que este plano estava fadado ao fracasso. Óbvio que algum dano ia causar, mas o objetivo final tinha raríssimas chances de ser alcançado. E o cara resolveu pagar pra ver. Mas escolheu a cidade errada! Se fosse em Las Vegas, DB Russel ia seguir as regras certinhas, e toda a integridade dele seria mantida, apesar de tudo. Mas em Chicago, tudo é diferente.

Agora, sobre o romance. Ah, como a gente gosta de um casinho se desenrolando. estava ansiosa para ver Lindsay e Severide chegarem aos “finalmentes”. O começo do episódio foi frio, parecia que eles tinham se conhecido em algum cross-over distante e estavam enchendo linguiça na trama. Mas, no final do episódio o clima esquentou… Ou amornou, pra falar a verdade. Eu não sei se é porque os dois são muito bonitos, muito comprometidos, muito dedicados e muito bem sucedidos, mas pra mim simplesmente não rolou. Faltou química. Até porque Lindsay estava a pelo ao menos uns 3 episódios enrolando o coitado e só liberou um beijinho, bem furreca, na porta de casa. Era pra ter sido uma explosão de amor. Pelo ao menos esta foi a minha expectativa. Pra vocês que pegaram o bonde PD andando, foi uma decepção também? Ou curtiram o par?

E, por falar em química, um casal que eu torço, cruzo dedos, faço mandinga e que, este sim, esbanja compatibilidade é a dupla Burgess e Ruzek. Ruzek sempre teve esta pinta de bad boy, cheio de segredos com a noiva. Acho que foi um cara que subiu muito rápido na carreira e está tendo dificuldades de lidar com isso. Em várias situações, percebe-se que ele fica um pouco perdido entre tentar ser o herói, se manter profissional e, ainda sim, proteger a sua vida pessoal. Mas me parece que essa realidade de noivado, casamento e filhos já não têm muito a ver com a pessoa que ele se tornou. Do outro lado tem a Burgess, que é meiga, comprometida, e sofre muito preconceito na delegacia e isso começa a refletir no psicológico dela. Ela também, de uma certa forma, está passando por uma reavaliação pessoal, e têm suas dúvidas se tem jeito para ser policial, se ela de fato é tão forte, destemida e determinada. Ela precisa provar para ela que é capaz de assumir os riscos da profissão, e nos últimos episódios isso têm ficado claro quando ela se oferece para trabalhar undercover. É aí que ela e Ruzek se tornam perfeitos um para o outro. Nessa metamorfose, parece que seus questionamentos e medos se completam. É comos e um fosse a muleta do outro para continuar caminhando. E a evolução profissional e pessoal dos dois desde a aproximação têm ficado cada vez mais evidente. Agora me diz, teve coisa mais fofa do que Rusek todo ansioso para chegar perto da Burgess quando descobre que a sua sobrinha, Zoe, está correndo risco de vida?

As tramas secundárias mexeram bastante comigo, principalmente o caso de Zoe e Imogene. Em meio à tanta fatalidade, dor e desgraça, onde fica a esperança? Acho que as crianças representaram bem esta dualidade, e deixam uma lição de que, se uma coisa boa surgir de 100 mil coisas ruins, ainda sim vale a pena, e é nisso que temos que nos apegar. Lógico que se não fosse o bomber, nenhuma das duas seria colocada nas situações em que se encontravam neste episódio. Mas acho que a simbologia é exatamente esta: há muitas coisas, senão todas, que estão fora do nosso controle. O que nós podemos fazer é manter a fé, o pensamento positivo e dar o melhor com cada situação que se apresenta. E aprender a aceitar aquilo que não podemos controlar.

No final, tudo ficou tão bem quanto possível. A minha curiosidade agora é o que o querido #sóquenão Pulpo vai aprontar no próximo episódio. Alguém se animou de acompanhar a série?

Deixo o link do próximo epi, que promete ser eletrizante.

Do crossover fica a esperança e a torcida para que o possível spin off Chicago Medical vá para frente. O elenco é sensacional, e desde E.R. sinto falta de um drama médico com essa pegada técnica sem deixar de lado o drama e a ação. Com certeza vou acompanhar! E vocês?

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