Contos da Sookie Stackhouse: Morto até Anoitecer

Taí um tema que, com certeza, nunca será esquecido pela literatura: Vampiros. Aqui mesmo, na The Box Is On The Table, nós demos a largada na coluna cultura master com o referido assunto, Mas o acervo de livros/seriados que englobam esse mundo dentuço é vasto e, por isso, não vai doer nada investir mais um pouco na vampiragem, certo?

Viajando para o interior do Louisiana, lá pelas bandas da cidade caipira de Bon Temps, chegamos ao primeiro dos 10 livros da série The Southern Vampires Mysteries da Charlaine Harris, Dead Until Dark (ou Morto até Anoitecer). Tudo nos é apresentado pelo olhar da excêntrica Sookie Stackhouse, uma garçonete que possui um certo “inconveniente”, como bem ela conceitua sua capacidade de ler os pensamentos das pessoas.

Desde que os vampiros decidiram se apresentar ao mundo, na chamada Grande Revelação, já que os japoneses tinham inventado o Tru Blood, espécie de sangue sintético que substitui o sangue humano, Sookie, mais do que qualquer outra coisa, esperava ansiosamente por encontrar com algum “morto-vivo” no bar onde trabalha, o Merlotte’s. Até que o dia chegou. Ela logo o reconheceu, já que a pele branca e o aspecto sombrio se destacava no vampiro Bill Compton.

Aliás, todas as características físicas em comum aos vampiros possuem um fundo científico. Diziam eles a várias revistas e jornais que quando se vira um “morto-vivo”, você na verdade é infectado por um vírus (uma forma eufêmica para o acontecimento), que acaba os impedindo de andar na luz e fazendo com que se tenha fome (ou sede, como preferir) de sangue. De qualquer forma, o importante foi que Sookie Stackhouse finalmente ficou de cara a cara com seu primeiro vampiro e o mais estranho da situação, na verdade, foi que houve um silêncio muito bom na sua mente, afinal, era a primeira vez que ela não recebia os pensamentos de alguém.

A primeira temporada de True Blood possui, basicamente, uns 95% da história de Dead Until Dark — desde o encontro de Sookie com Bill, até ser revelado quem está praticando os assassinatos em Bon Temps. Alan Ball e cia fizeram muito bem em manter quase toda a estrutura e mitologia criada pela casada dona de três cães, três filhos e um pato, Charlaine Harris. O problema mesmo, na transferência da história do livro para a série de TV, foi o desenvolvimento dos personagens.

A começar pela relação Sookie versus Anna Paquin. Sou do grupo (se é que ele existe) que acha a Sookie da televisão uma chata de galocha. Entretanto, a Charlaine criou uma Sookie que possui um carisma tão grande, que faz você até torcer pela mocinha daquele livro. A mesma coisa se diz sobre o romance dela com Bill. É muito mais forte a quimíca do casal nos contos do que na série e, sobre esses quesitos, fica difícil saber se é por causa das atuações dos atores ou se os roteiristas erraram na mão com os dois. Escolham vocês.

Alguns personagens não dão as caras no primeiro livro (falo de Tara), enquanto outros foram sufocados pela série de TV, como o exemplo do mais singular vampiro já visto: o Bubba. Sim, ele só aceita ser chamado desse jeito, se é que você entende de quem estou querendo falar. Bubba, na verdade, era um cantor famoso (teorizam por aí que era Elvis Presley), que acabou se tornando um vampiro por ainda possuir uma “faísca” de vida quando o cara do necrotério, outro vampiro e fã seu, decidiu ressuscitá-lo. Amigo de Bill, dono de um jeito todo irreverente e extramamente tapado, foi uma pena a série não tê-lo incorporado a trama.

Sam Merlotte, Eric Northman, Jason Stackhouse, Lafayette e mais alguns personagens que quase não ganharam espaço nos contos da Charlaine, sofreram pouquíssimas alterações, geralmente nos aspectos físicos. Nota-se também que certos diálogos e acontecimentos foram fielmente reproduzidos pela HBO, como a visita de Sookie no Fangtasia, o primeiro encontro dela com Bill, Sam se revelando como um shapeshifter e a morte da avó de Sookie, Adele Stackhouse.

Há quem diga que os livros que deram origem à True Blood são muito melhores. Bom, eu discordo. Não que Dead Until Dark seja ruim, muito pelo contrário. Só digo que a série de TV tem tanta qualidade quanto os contos da Sookie Stackhouse, portanto, prefiro dizer que os dois são excelentes e já deixo a dica para vocês também darem uma conferida em The Southern Vampires Mysteries, pois vale muito a pena. Até semana que vem, cults!

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