Da realidade para a ficção: o vampiresco Dracula

dracula nbc

Se tem uma espécie que mais se propaga na TV são os vampiros. E não é para menos. Por onde passam fazem certo sucesso. De The Vampire Diaires a True Blood, os vampiros arrastam fãs de suas “vampiridades”.

Muitos dão crédito ao sucesso e disseminação dos vampiros, suas espécies fantásticas e clãs superpoderosos à literatura de Stephenie Meyer com a saga Crepúsculo. No entanto, muito antes de Bella, Edward e Jacob, a literatura mundial eternizou um dos maiores morcegões da história.

O Conde Drácula, protagonista da série com mesmo nome, é um personagem escrito pelo romancista irlandês Bram Stoker em meados do século XIX. E, assim como diversas histórias envolvidas de mistério, o escritor buscou num fato real a inspiração para escrever.

Enquanto fazia uma pesquisa, Stroker se deparou com a história do príncipe Vlad Tepes, que morava numa região montanhosa da Europa Oriental, no século XV. Ele governava a Valáquia, uma região pertencente ao Império Otomano, atual Romênia. Na região, é conhecido como um herói popular, guerreiro cristão que lutou contra o expansão dos muçulmanos. Mas também é lembrado pela crueldade — e certo sadismo — que tratava seus prisioneiros. Seu sobrenome verdadeiro era Dracul, do romeno diabo. Após sua morte mudaram seu nome para Tepes, em romeno Empalador, fazendo referência à modalidade de morte que aferia aos seus inimigos, o empalamento (consistia em colocar uma estaca no abdômen do torturado até que ele morresse).

A fonte de inspiração do Conde Drácula não economizava nos seus métodos de tortura. Para tal, arredondava as pontas das estacas para a tortura ser mais longa e dolorosa. Por vezes a estaca era colocada no reto para chegar a boca.

Vlad Tepes Dracula

Vlad, no entanto, não era imortal e nem era vampiro, como o Dracula de Stoker. Mas seus inimigos, principalmente os turcos mulçumanos, relatavam as crueldades do príncipe empalador por toda Europa, o que o fez ser temido. Um dos relatos diz que Vlad se alimentava enquanto torturava seus prisioneiros, ou bebia o sangue dos torturados. De certa forma, os relatos de sua crueldade permitiram que seu legado chegasse até os dias de hoje, e inspirado Bram Stroker com Dracula. Mas assim como o personagem precisava de sangue para viver, Vlad precisava derramá-lo para manter seu reinado de pé.

O sangue — tanto no romance, quanto na história real — era o símbolo da vida. Como Vlad era cristão, o sangue era pra ele a representação da Eucaristia. Mas também traz a beleza, tanto que quando se alimenta, o Drácula de Stroker muda sua aparência.

Passando da realidade para a ficção, o romance publicado em 1897 não foi um sucesso de cara. A abordagem dada pelo cinema e pela televisão no século XX ajudou o Conde Drácula a perpetuar sua vampiridade. Segundo o Guiness Book, é o personagem com mais aparições diretas e indiretas na mídia. Com diversas abordagens, o mais comum é o lendário personagem ser um humano transformado em vampiro e feiticeiro, e deixa um rastro de morte por onde passa. Agora, a NBC ressuscitou o lendário vampiro com toque de modernidade.

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