Demolidor da Marvel 2×09 — Seven Minutes in Heaven

Seven Minutes in Heaven é praticamente um episódio sobre o Justiceiro, ou como seria uma série solo do personagem, mas ninguém aqui está reclamando.

Você tem um dom Sr. Castle, presumi que as histórias que li nos jornais sobre seus ataques ao mundo criminoso fossem apócrifas. Como um homem seria capaz de tanta violência? Mas então eu vi com os meus próprios olhos. E quando se encontra um talento assim, com um dom assim, não podemos deixar isso se desperdiçar.” FISK, Wilson

Definitivamente é correto concordar que o que foi prometido para esta temporada está sendo cumprido, por enquanto. A complexidade da trama é arquitetada rapidamente, mas não descuidadamente. Todos os acontecimentos tem seu próprio tempo para ocorrer, mas tudo acontece de forma dinâmica surpreendendo o público a cada reviravolta muito bem elaborada.

Em Seven Minutes in Heaven comprovamos que os argumentos do Justiceiro estavam corretos. Os bandidos vão para a cadeia, mas logo voltam para as ruas, eles não querem melhorar, voltam ainda piores do que saíram.

Pode ser que isso não seja verdade em todos os casos, vamos apoiar o Demolidor um pouco, afinal essa é a série dele. Já no caso de Wilson Fisk, o Justiceiro levou a melhor, desde o momento em que entrou na prisão o vilão descobriu uma forma de se reerguer, por mais que tenha entrado sem essa pretensão.

O contexto envolvendo o acordo entre o Rei do Crime e o Justiceiro, acabou não tirando nenhum dos personagens de seu eixo original. Afinal sabemos que um confronto entre eles é inevitável no futuro, e apenas um sairá vivo dessa. Todos esperamos que isso tenha sido uma promessa vinda dos dois lados.

Trazer Wilson Fisk de volta não foi um enredo criado apenas para provar que Frank está certo sobre sua abordagem em sua carreira como Justiceiro. Na verdade esse não é exatamente o ponto. Com o “favor” de Fisk a Castle no fim do episódio resolve-se o problema de cárcere de Frank, colocando-o de volta a ação. Não que ele estivesse descansando em sua breve passagem pelo presídio. Dessa forma ele volta para as ruas com uma missão, e amarra a trama da série a uma provável volta de Fisk, dessa vez devidamente batizado como Rei do Crime.

E esse emaranhado de tramas que se cruzam é que tem feito do segundo ano da série tão excelente.

Tivemos a oportunidade de ver novamente que Frank Castle não é bom somente com um arsenal militar a seu dispor. Como foi comentado pelo próprio Fisk, o Justiceiro tem um dom incomum para violência e seus métodos são considerados artísticos pelo vilão.

Quanto ao codinome citado na série, os arquivos da Marvel tem alguns personagens que usam o nome Blacksmith, mas nenhum parece se encaixar no perfil. Vamos ver a abordagem da série e qualquer coisa nós contamos se o personagem é inspirado no universo das HQ’s ou dessa vez apenas emprestou seu nome.

Voltando para o verdadeiro dono da série, que mesmo com esses dois tentando roubar a cena, continua soberano. Não foram dias fáceis para Matt, e as coisas não param de piorar, como já era de se esperar.

Depois de ser flagrado por Karen, escorraçado por Foggy, levar uma surra de alguns ninjas, o que faltava? Não ouvir falar da amada, ainda terminar o que nem havia recomeçado com Elektra e romper laços com seu melhor amigo. Já está bom ou ruim o bastante? Não. Estamos falando de Matthew Murdock, o Demolidor, para ele nunca está ruim o bastante.

Sob a ilusão de que pode derrotar a misteriosa organização The Hand sozinho e sem matar ninguém, e agora livre de suas obrigações diurnas, o Demolidor decide seguir sua jornada investigativa através da única pista que tem: o contador que ele e Elektra atacaram no episódio Regrets Only.

Nossas previsões sobre o grande vilão chamado The Beast podem ter sido equivocadas. Com direito a crianças aprisionadas sendo drenadas, o sarcófago no porão do lugar chamado de The Farm parece tentar se fazer fiel as histórias em quadrinhos sobre o demônio adorado pelos integrantes do grupo The Hand.

A aparição de Nobu, assim como a de Fisk, também não se trata de reinserções de personagens aleatórios. A volta do ninja e sua última fala podem ter sido os fatores decisivos que vão levar Matt a voltar a trabalhar com Elektra e talvez ainda contar com a ajuda do grupo The Chaste do qual ela e Stick fazem parte.

Ainda sobrou tempo para finalmente termos mais uma dica sobre o passado negro de Karen, no pequeno artigo de jornal que ela vê na antiga mesa de Ben Urich. Se você apertar pause, consegue ler algo sobre um acidente que matou um jovem, algo sobre Kevin mais algum sobrenome Page.

Mais uma vez a moça é abandonada por seus únicos amigos, mas não desiste de sua jornada em busca da verdade, graças a Ellison. As descobertas recentes dela, podem fazer seu destino se cruzar com o de Frank novamente.

Se você, assim como a gente, não aguenta mais tanto mistério, vamos logo ver The Man in The Box, mas não sem antes comentar o que você achou de Seven Minutes In Heaven e dar uma nota para este episódio.

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