Destaque de 2010 — final

Chegou a hora da segunda (e última) parte de nossa “retrospectiva 2010”, começando pelas surpresas do Emmy, com a vitória de Modern Family em cima de Glee e o reconhecimento a Aaron Paul por Breaking Bad.

Claro que os vampiros, lobisomens e outros seres mágicos de True Blood também terão seu espaço, assim como as comédias da NBC, mesmo que sejam muitas.

E para fechar o ano com muito amor no coração, destacaremos a fase romântica de House e uma das melhores séries no ar atualmente, Fringe.

Modern Family: A nova queridinha do Emmy Awards?

Em 2009, Modern Family surgiu como uma comédia despretensiosa, começou a ganhar uma pequena legião de fãs fiéis e, então, sua primeira temporada, praticamente perfeita, foi consagrada no Emmy Awards 2010.

Se alguém ficou surpreso, não deveria, apesar de a repetição de ganhadores nas categorias de comédia ter representado certo motivo para alarme. No entanto, o que vimos foi a justiça sendo feito, premiando a série da ABC em seis categorias, dentre 14 indicações.

Além do título de melhor comédia, Modern Family faturou o Emmy de ator coadjuvante para o brilhante Eric Stonestreet, melhor elenco, melhor roteiro e melhor edição, além de dividir com Entourage o título de melhor mixagem de som para séries de meia hora.

Diante disso, fica difícil discutir qual é a grande comédia do momento e a produção só ganhou mais fãs depois da premiação. Aliás, em entrevista ao programa de Jimmy Kimmel, parte do elenco presente chegou a brincar com fato de que é apenas questão de tempo até os demais atores — que optaram por se candidatar todos como coadjuvantes — ganhem suas estatuetas. Alguém ainda duvida?

Aaron Paul: o coadjuvante de ouro de Breaking Bad

Todo mundo sabe que Breaking Bad e a atuação de Bryan Cranston são de qualidade indubitável, mas o Emmy Awards, na categoria ator coadjuvante, pode ter surpreendido algumas pessoas, especialmente as que não fazem parte do público da série da AMC. Para os fãs, o surgimento do nome de Aaron Paul entre os indicados podia até não ser uma certeza, mas representava uma forte possibilidade, já que a atuação dele como Jesse Pinkman foi de altíssimo nível dramático.

O ator de 31 anos, nascido no Estado de Idaho, concorreu com John Slattery (Mad Men), Michael Emerson (Lost), Martin Short (Damages), Terry O’Quinn (Lost) e Andre Braugher (Men of a Certain Age), mas levou a mellhor e ajudou a consagrar, mais uma vez, o nome de Breaking Bad, que também ficou com o prêmio de ator em série dramática para Cranston.

Aaron Paul já fez participações especiais em diversas séries, como Joan Of Arcadia, Veronica Mars e Bones, assim como pontinhas em Melrose Place e 90210 originais. No cinema, ele pode ser visto em filmes como Missão: Impossível 3, K-Pax e The Last House on The Left, entre outros.

Russel: A sensação maligna da 3ª temporada de True Blood

Quando a 2ª temporada de True Blood acabou, só se falava em Maryann e o público, que adorava ver as festinhas cheias de sangue, sexo e tortas de coração humano, logo sentiu que ficaria órfão de uma entidade tão poderosa como essa quando o 3º ano da série começasse.

Mas eis que das profundezas do Mississipi surge o novo nome da maldade: Russell Edgington (Dennis O’Hare), um rei com coroa (roubada, mas a gente considera) e até esposa, ou melhor, duas esposas, só porque ele é poderoso e faz o que bem entender.

Russell fez de tudo em True Blood: foi cosplay de Ronaldo Ésper, seqüestrou, matou, fez compota de vampiro (RIP princesa Talbot) e até apresentou um telejornal (“Agora é com você, Tiffany”).

A boa notícia é que o grande vilão da série, e um dos responsáveis pelas melhores momentos de humor do ano, sobreviveu. Pelo menos, tudo leva a crer que sim. Saber que nosso amado Rei Ronaldo Ésper vai ter que emergir do concreto para sua vingança é algo que, definitivamente, vai fazer todo mundo correr para conferir o inicio da 4ª temporada.

O drama da NBC com suas comédias

O ano de 2010 foi complicado para NBC e suas comédias. Community já voltou do hiatus competindo com The Big Bang Theory, coisa que não foi muito bom pra audiência da série. Com os números baixos, saíram diversos rumores de que aquela poderia ser sua última temporada, mas a emissora decidiu dar outra chance à Green Dale e seus estudantes. Agora é rezar pra Dan Harmond e seu time de escritores fazerem um ótimo trabalho e conseguirem subir a audiência. Caso contrário, a faixa das 20h será pra sempre amaldiçoada.

Outro perrengue que deixou fãs na mão foi toda a história de empurrar Parks and Recreation pra summer season enquanto ia ao ar uma série com zero elenco e plot que jamais fora usado. Outsourced ainda não agradou a todos, principalmente àqueles que acompanhavam Parks and Recreation e ficaram chateados com a reprogramação, mas atingiu bons números e conseguiu permanecer no ar, sendo até renovada pra uma segunda temporada.

Ajustando a grade pra volta de Amy Poheler e cia e a entrada de uma nova série, Perfect Couples, as noites de comédia da NBC na quinta feira passarão a ter três horas ao invés de duas. Talvez essa mudança de horário das séries influencie em número de audiência de algumas delas, mas Community ainda permanecerá lutando contra The Big Bang Theory. Das 20h às 23h irá ao ar Community, Perfect Couples, The Office, Parks and Recreation, 30 Rock e Outsourced. Agora é esperar pra ver o que acontece.

Huddy: enfim juntos!

Quando chegamos ao final da sexta temporada de House, estávamos preparados para qualquer coisa, menos para aquele final. House e Cuddy juntos era o que o público de House estava esperando havia muito tempo. Mas quando finalmente aconteceu, todos ficaram absolutamente receosos. Como vão lidar com essa situação? Como eles vão agir? Será que os roteiristas vão dar conta?

Isso tudo porque, ao contrário do que todos nós pensávamos, unir estes dois antagonistas raivosos não foi um ‘final feliz’. Foi o começo de uma nova fase, na qual as coisas são imprevisíveis. Afinal em House, nada é fácil ou previsível. Mudar a dinâmica entre os personagens mais conflitantes, criou uma expectativa sem precedentes: se House e Cuddy já estão juntos, o que mais pode acontecer? Morte, separação, felicidade, tudo está na mesa. É só apostar. O importante, é que Huddy não ficou guardado para o final da série: ao invés do seguro happily-ever-after, nós agora temos a oportunidade de ver estas duas pessoas excêntricas juntas — e vamos todos descobrir se estes dois vão funcionar ou não.

Bom ou mal, House deu as fãs o que eles queriam. E, seja lá como isso se desenrole, é mais do que LOST conseguiu.

O universo paralelo de Fringe

No universo paralelo de Fringe você disca 711 para reportar uma anomalia interdimensional, a Casa Branca foi destruída no atentado de 11 de setembro, vitímas de queimadura são tratadas com nanotecnologia, dirigiveis são usados como meio de transporte, o FBI não existe mais e a Fringe Division é comandada pelo Secretário de Defesa Walter Bishop.

Sempre houve pistas de que o universo paralelo existia, mas apenas no penúltimo episódio da primeira temporada de Fringe esse assunto é tratado diretamente. No episódio seguinte, ao olharmos “através do espelho”, temos o momento que mudaria tudo. As imagens das torres do World Trade Center ainda em pé deixam claro que estamos diante de algo muito mais complexo do que jamais imaginamos.

Fugindo do óbvio a série conseguiu alternar entre universos e permitiu aos fãs escolherem de que lado estavam. A cada nova troca entre universos, novos elementos eram inseridos causando uma sensação de urgência e apreensão pela guerra que estava por vir. O universo parelelo de Fringe não somente reiventou uma série fadada ao cancelamento, mas conquistou milhares de fãs dispostos a brigar para que tal cancelamento não ocorra tão cedoa. Um grande trunfo que garantiu a série uma vaga entre melhores de todos os tempos.

E é isso aí, pessoal. Toda a equipe do Box de Séries deseja a você um 2011 recheado de novos e empolgantes episódios, sempre com sucesso de audiência, claro! Valeu! 🙂

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