Dexter 8×10 — Goodbye, Miami

Ele é o psicopata perfeito que eu fui uma vez? — Dexter sobre Daniel Vogel

Vocês não sabem a tristeza que é para mim, fã de Dexter, ter que tirar água de pedra para comentar os episódios dessa derradeira última temporada. Que novela mexicana virou essa história. Triste fim.

Toda a história envolvendo a Dra. Vogel, que parecia ser a base do enredo central, se tornou previsível e cansativa. Desde o começo já estava certo que de alguma forma ela teria fortíssima ligação com “racha cuca”. Da mesma forma que ficou claro no final do episódio 09 que ela teria que escolher entre suas duas crias, e que o ciúme de um pelo outro seria o grande mote para os últimos episódios.

Mas, peraí… Daniel Vogel com ciúmes? Cadê a falta de empatia, que todo serial killer possui, mas que no caso de Daniel era o seu carro chefe? De uma hora para outra, o filho rejeitado começa a cobrar um carinho da mãe e exigir o mesmo cuidado que ela teve com Dexter? Isso é um dos muitos furos desse episódio caótico.

dexter 8x10

Outro furo que podemos citar é toda ação envolvendo Hannah e sua ida ao hospital. Totalmente sem pé nem cabeça, com o único objetivo de ser enfim descoberta. Ela não poderia ao ligar para Dexter explicar o que estava realmente acontecendo com Harrison? Ou ter ligado pra Tia Deb? E outra, Harrison estava tão de boa no hospital que se Hannah tivesse colocado um gelinho no corte já tinha resolvido o problema.

O fato é que essa história toda de Argentina já deu o que tinha que dar. Foi lindo lá na última temporada quando a presença de Hannah fazia algum sentido. Até agora Hannah só serviu para colocar dúvidas na cabeça de Dexter de qual dos dois mundos seguir. O que também já tinha sido definido na outra temporada, uma vez que Dexter entregou Hannah às autoridades e se aceita de fato a sua natureza.

Faltam apenas dois episódios para o final da série. E, sendo assim, posso defender minha opinião de como seria mais interessante se a trama envolvendo LaGuerta tivesse sido jogada para a series finale. A trama ganharia ação, adrenalina e enredo. Até a participação de Vogel poderia ter sido mantida, que faria todo sentido ela sendo o passado de Dexter não conhecido pelo serial killer.

A melhor cena do episódio foi o “momento nostalgia”, quando Dexter recria, depois de muito tempo, o cenário dos seus crimes que todos nós aprendemos a amar. E fica a pergunta: onde está o psicopata perfeito que um dia você foi, Dexter?

Até semana que vem.

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