Dexter 8×12 — Remember the monsters? [Series Finale]

Tonight is the night…” — MORGAN, Dexter 2006 a 2013

And it’s going to happen again and again… Eu não comecei a ver Dexter assim que a série estreou. Demorei um tempo. Um bom tempo. Na verdade fiz uma maratona de Dexter, da primeira até a quarta temporada.

No começo Dexter era Dexter e ponto final. Um serial killer que, por algum motivo, seguia todo ritual (quase que humano) em apenas matar criminosos. Os mais terríveis de crimes imagináveis. Valendo da frase “ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”, aprendemos amar Dexter. Surgia assim, o grande anti-herói da TV norte americana perdoado por nós sob o sol e o colorido de Miami.

…Has to happen. Nice night. Miami is a great town… Como toda grande e boa história, ela tem que evoluir. Tem que se valer do trunfo que tem em mãos. A evolução veio por meio da evolução do personagem principal. Dexter sempre esteve com fome da verdade por trás da sua história.

dexter_harrison

E assim, temporada por temporada Dexter foi perdendo facetas e ganhando nuances. Redesenhou a sua infância, casou sem mesmo saber como e porque e foi pai. Creio que o eixo central para o nascimento de um novo Dexter seja justamente o nascimento de Harrison. E junto com ele, aos poucos, sentimentos como amor, empatia, ciúme e dor se apossaram do nosso anti-herói a ponto dele não saber mais quem era.

…I love the cuban food, pork sandwhiches, my favourite… Nas últimas temporadas Dexter finalmente conseguiu uma certeza para a sua vida, queria um futuro. Mas qual futuro estava reservado para o nosso anti-herói? Argentina, ao lado de Hannah e Harrison parecia algo tangível, mas para nós ávidos juízes da vida do nosso personagem preferido, era algo distante, quase imaginável.

Eis que chega a series finale. Não há mais volta seja qual o destino reservado para Dexter. Querer ser um humano tem lá suas implicações. Dexter não gostou do que viu. Tais sentimentos humanos atrapalham a vida. Ao escolher o seu futuro, a vida encarregou de lhe arrancar, o seu primeiro e mais forte norte de direção: Debra.

Dexter já havia matado Deb na temporada passada. Outra personagem que só fez crescer a cada temporada, ao mesmo tempo que se perdia um pouco na tentativa de salvar o irmão. Nada mais justo que Dexter morrer junto com Debra. E foi exatamente isso que aconteceu. O primeiro Dexter morreu quando Harrison nasceu. O segundo, quando sua porção humana o fez se despedir do seu dark passenger. Esse Dexter dos últimos segundos não sabemos quem é. A sentença final não coube a nós juízes do sofá.

… But I’m hungry for something different now.”

Dexter 8x12

Ps1 — Essa última temporada não fez jus à grande série que um dia Dexter foi. As cinco estrelas dadas, não foi para esse último episódio em si. Foi pelo conjunto da obra. Foi pela história que se contou e que se tentou contar.

Ps2 — As frases contidas na review foram retiradas de uma das primeiras citações de Dexter.

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