Dia 3 e dia 4: “andei andei andeiiiii até encontraaaarrrr…”

Então que eu tinha um roteiro pronto e ele furou porque me atrasei no primeiro dia e, apesar de não estar me cobrando fazer as coisas, tem coisa pra dedél (ui) pra fazer aqui. Tô andando pra caramba e o problema nem é esse.

A criança aqui tem dedinhos nervosos e ama fotografar. Eis que chego na casa dos meus anfitriões e, não só a Van tem uma Canon mais nova que a minha, como tem uma lente macro. Plus a tele que emprestei do Caio e voilá, brinquedo na mão de quiança. O problema MESMO é carregar isso tudo numa case. Meus ombros estão, que estão. Não vou enfiar essas coisas na mochila e correr o risco de levarem tudo.

E outra, fico trocando de lente, de câmera (para tirar fotos como essa aí de cima, em Luxemburgo) e tal, aí tenho que ter tudo na mão, na frente do corpo. Mas já decidi que hoje deixo uma lente em “casa”.

Bom, ainda não fui nas principais atrações dessa cidade, se é que posso dizer isso, que são a torre e o Louvre. Mas deixa eu contar do terceiro dia.

Resolvi que ia voltar um pouco o caminho pra ver o que não tinha visto no segundo, então desci na Place de Bastille. Essa coisa de você andar sozinha e sem guia, num ajuda numas horas. Demorei pra me achar um pouco.

Quando vc tem alguém ao seu lado, você troca ideia e é mais uma cabeça pensando. Bom, uma rotatória, um monumento onde antes existia o portal de Saint-Antoine e tal que, claro, vocês estudaram história e lembram do episódio IMPORTANTÉRRIMO da queda da Bastilha, né? Ou vocês também têm memória de peixinho dourado* como eu? Google it!

* para entender:

Ok, aí foi um cruza e descruza essa praça pra achar a Place des Vosges e a antiga casa do Victor Hugo que eu não estou bem certa de que era mesmo o que vi. ho ho ho Mas a praça era a praça. Coisa linda. Só isso. Linda demais. Linda. Coisa linda. tendeu? Você entra numa ruelinha e tem tipo um portalzinho, em cima é uma casa, janelinhas fofas… Uma entradinha e “woooooooowwwwwwwww que coisamárlindaaaaaaaa!”

Bom, rolezinho feito sentei pra ver o que ia fazer. Peguei meus 20 mapas, um pra cada finalidade (o melhor é o petit carte das linhas do metrô) e decidi ir até o Jardin des Plantes e subir até St-Germain. a Pé. Voltei ao roteirinho da mami.

Desci na estação Gare D’Austerlitz e vi que essa região você já vê um pouquinho de morador de rua, umas pixações… Aquela coisa. Fiz minha cara de mau e fui, 11h40 — fome — Mc Donald’s!!!

Quem me conhece sabe que, onde quer que eu vá, existem dois pit stops obrigatórios: Mc e Hard Rock. O primeiro que é pra comparar, o segundo que é pra comprar meu pin de guitarrinha (coleção) e tomar uns bons drinks. Olha, big mac meia boca, viu? E a fanta daqui não é doce ¬¬. A batata que foi bacana, rola uma batata deluxe, óia a foto. Delicinha.

Vi tb que tem 300 opções de coisas pra comer, mas era muito pra minha cabeça. Ao levantar da mesa, já pra ir embora, eis que vem um menininho de uns 5 anos falar comigo *tché*, mas eu entendi que ele queria saber se podia sentar na mesa, se eu já estava indo embora. Me chamou de “madame” e eu quase contei até 3, peguei o moleque e fugi pro Canadá. Sério.

Ôto dia (ontem) vi uma menininha, também de uns 5 aninhos, falando “mama” e quase morri, gente. Por que tão lindos?

Daí que tomei o caminho errado e quando vi, tive que voltar tudo de novo. Mas beleza, faz parte. Voltei, e achei o Jardin des Plantes. Ele fica entre o Museu Nacional de História Natural e o Instituto Mundo Árabe (achei, Mag!!!!). Mais uma vez: coisalinda de Deus! Se bem entendi, rola uma universiodade ali, acho. Sei que é cheio de alunos e professores.

O Instituto árabe, eu havia visto uma foto que minha amiga Magda tirou uns dias atrás e fiquei encantada. Pois bem achei o lugar e é sensacional. Tem toooooooodo um comeplexo, mas tem um prédio que é uma verdadeira obra de arte. Fotin.

Dali, andei até o Pantheon e daí: para tudo. Esse sim fiquei de queixo caído, até mesmo por conta da história toda. Google it.

O lugar é des-lum-bran-te. Passaria HORAS ali, só olhando praquele teto. Sério. Mas, como o tempo é curto… Ah, paguei 8 euros pra entrar. Maior de 25 anos já num tem regalia nenhuma.

Lá dentro haviam vários estudantes de desenho fazendo trabalhos. De adolescentes até gente que, dava pra ver, tava na faculdade. Olhando e desenhando. Dá pra voltar no tempo e voltar a desenhar? Não? Ok.

Agora entra a história do túmulo do Victor Hugo. Embaixo do Pantheon tem uma cripta. Olhei a praquinha e tremi. Achei que ia ser tipo aquelas que vi no Peru bem rústicas cheias de caveiras digna de Zé do Caixão, mas não. Olha essa foto (abaixo). É tipo um mausoléu só que grande. Ali estão os restos de Voltaire, Rousseau, Victor Hugo, outro figurões da história francesa e até o Braille, minha gente! Esse mesmo, da técnica de leitura para cegos. Já fiquei morrendo de curiosidade de ir no Cemitério du Pere Lachaire dar um “oi” pro Proust, Oscar Wilde, Modigliani, Chopin, Molière e até Kardec. Quem sabe…

É aí que você se dá conta do porquê de os franceses serem tão cheios de si. Eles podem. Deal with it, 3º mundo e país novo.

Enfim, o Pantheon é lindo. Ficaria o dia lá. Só olhando. É mais um local que, tem aviso de “não tire fotos”, mas todo mundo tira. Aproveitei sem flash, pra não danificar. Ao lado dele, tem a igreja Saint Etienne Du Mont e duas faculdades.

Momento curiosidade que eu já sabia, mas vi com esses olhinhos. No meio da rua tem uns toilletes. Sensacional, viu? ainda não usei, mas diz que é super higiênico e que, no momento em que vc pede pra sair (ho ho), ele já troca o papel do vaso e coisa e tal. Tudo automátiquis. Usarei e falarei.

Passei pela Sorbonne, tirei foto (ao lado) e fui pro Jardin de Luxembourg. Historinha rápida pra não mandar vocês pro google. Dono do palácio, o Conde de Provença começou a abrir seus portões no século 19 pra que as pessoas provassem das frutas do seu pomar. Cobrava uma taxinha porque era pobre, coitado, e assim foi. Vi contá (a la @caiofochetto) que gente super famosa passava por lá.

O local é enoooooooooooooooorme, a casa é gigaaaaaaaaaaante, as ávores são lindas e as estátuas sinistras pra cace#*. Logo na entrada, tem um Fauno, aquele safado. O que mais amei ali e que eu fiquei horas contemplando e tirando foto (mãe, olha eu) é uma… Péra que agora quem vai dar um google sou eu.

Pronto, é a Fontaine de Medicis. Nela o Deus grego Polyphemus (lá é cheio de estátuas mitológicas), olha para o casal Acis e Galatea (?). Ah, e tem vários patinhos naquela água gélida. Sério. Fiquei um bom tempo ali.

Eis que começa uma chuva de granizo mais gelada que esse povo junto tudo morto, e eu ali literalmente no meio daquele negócio descampado com câmera na mão. Mas Deus é pai, guardei tudo e corri prum puxadinho hahahaha Lá tem uns tipos de oca (não me vem o nome na cabeça), sabe? Um teto pra vc se proteger da chuva ou do sol, quando é o caso.

Fui dar meu rolê até a Igrejinha de Saint Germain Des Prés. Ma antes, no caminho, achei a Igreja St-Suplice. Gente, que coisa linda, só olha. Chegando na St-Germain, tava crowdeado (cheidi-gente). Ali já começa o fervo, tinha uma feirinha onde comprei um presentinho pra minha lindinha Nic.

Curiosidade sobre a igrejinha que, inclusive, está em reforma mas dá pra entrar. “O bairro originou-se ao redor da Abadia de Saint-Germain-des-Prés, um enorme complexo monástico fundado na Idade Média que teve grande importância na história da cidade e da França. A partir do início do século XIX o complexo foi destruído em sua maior parte, criando espaço para o desenvolvimento do bairro. Da abadia restou a igreja, que atualmente serve a paróquia de Saint-Germain-des-Prés. Este monumento, construído entre os séculos XI e XII, é a mais antiga igreja de Paris ainda de pé.” Tendeu por que fui até lá? Lá dentro comprei aquela moedinhas personalizadas do lugar. =)

E foi esse meu rolê. Aí que to na casa de dois jornalistas (fofos) que estão fazendo mestrado aqui, e ontem foi dia de pauta: Tulipa Ruiz em turnê na Europa. TULIPA. Sério. Eles foram entrevistá-la, fazer foto do show e eu fui junto. Gravar, caláro. E foi assim que terminou a noite. Infelizmente eu estava exausta e não aproveitei tantao quanto poderia, mas o show é lindo porque ela é uma fofa. Deu uma saudade da minha linda em algumas músicas… Ao lado do local, achei uma loja fantáRdiGa de CDs e vinis. Fernandão já tem presente garantido.

Ah! Aproveitei pra comprar os dois primeiros CDs do Death Cab… porque eu mereço. Agora aproveita para ver a galeria de fotos do terceiro dia, que logo debaixo dele já tem tudin tudin sobre o quarto.

[nggallery id=104]

quarto dia

Acabei dormindo super tarde, logo, acordei mais tarde e saí mais tarde ainda; às 14h. A ideia era ir até La Défense, depois Arc du Triomphe, Champs-Élysées e suboir na Torre Eiffel. Nááá. No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra e záz.

Fui até La Défense que é o complexo moderno de Paris, na real é um distrito, a parte nova e high-tech da parada. Maaaaaaaaannnnnnoooooooooo… No aniversário de 200 anos de Revolução Francesa, os caras construíram a versão moderna, of course, do Arco do Triunfo. Dá uma olhadinha na foto (lado).

Não tem como descrever, tem que ver. São 110 metros de altura, meus caros. De lá de cima, você enxerga o Arco antigo. Ah! A pedra… Entrei no shopping com intuito de comer porque só havia tomado café umas 11h. Não comi, mas fiquei DU-AS-HO-RAS-OU-MA-IS na Virgin.

Olha, desculpa pra quem achou que eu viria pra cá pra ficar sentada no meio do Parc Du Champ lendo Dostoiévski. Wrong person. E roupa em compro em São Paulo. Sério. Não preciso de nada, então vamos às porcarias, poxa! Senão, de que adianta tirar férias?

Olha… Comprei, viu? Só digo isso.

A bagagem, que hoje estava mais leve, pesou. A partir daí as dores começaram. Mas vamos que vamos.

Tenho algo a confesar. Estão prontos? Tenho vergonha de entrar em restaurante =( Fora isso, a correria não me deixa parar pra comer, nem pra entrar num mercado. Pressa de ver tudo porque o dia é curto. Amanhece tarde e escurece cedo. Nessas, hoje fiquei sem comer de novo. Fui comer sanduíche de rosquinha no Mc às 23h. Pronto, desabafei.

Voltando…

Compra vai, compra vem, fiquei sem saber se voltava pra casa ou continuava. O povo decidiu e eu continuei. Já não tinha mão nem pra tirar foto. Peguei o metrô até o Arc du Triomphe. Desci de cara com ele. Lindão também, mas menor que o modernoso. Olho pra trás e uma luz se abre no meio das nuvens no céu… Não, mentira. Mas era a Champs-Élysées e seu gRamour.

Gente, o que é avenida Paulista, hein? De que vocês tão falando? O que eu não cruzei com brasileiro nessa viagem, eu cruzei hoje nesse lugar. Aeeeeeeeeee meu povo o/. Assim que se faz, rala no Braséu e gasta em “Parri”. Tipo eu… Já tinha metido o pé na lama, continuei um pouco mais. Algumas lojas já estavam fechadas porque passava das 20h, ma outras não. A decoração de natal que eu num curti muito, sabia? Achei mei-brega. Mas luzinhas sempre dão um ar de coisa boa. Tá linda a avenida. LIN-DA.

Aí é um show de marca famosa E cara. Mas to nem aí, fui entrando nas que dava. Até óculos na Dior fui dar uma olhadela. Que custa? Só comprar que custa dinheiro. Entrei na FNAC, fiz mais um estraguinho e aí as nuvens se abriram, a luz apareceu… DE NOVO NOT! Mas quase chorei de emoção.

Pensa: Tatá Maranho na frente da loja da Disney. Nessas horas nem lembrei que tinha sobrinha de 9 anos. Fiz a festa, fiz amizade com a moça do caixa e saí feliz. E olha… Acho que vou voltar lá porque sou dessas.

Hoje foi meio isso. Fiquei EXAUSTA e cheia de sacola. Acho que gastei bem. Mas segurei porque ainda tem mais Paris e BARCELONA NO FINAL DE SEMANA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

“Cêis” tão pensando o quê? A musiquinha de Vicky Cristina Barcelona toca na minha cabeça automaticamente quando falo (e/ou penso na palavra) Barcelona. Agora o álbum de fotos e depois algumas notas e p.s.:

[nggallery id=105]

Nota 1: As francesas são realmente lindas e muito elegantes. Os franceses também.

Nota 3: Pra quem ganha em euro, as coisas aqui são muito de boa. Sabe quando você olha o produto, olha o preço e diz: “Justo.” Até acho BEM barato. Mais uma vez, proporcionalmente falando pra quem ganha em euro.

Nota 4: Esqueci de mencionar que meu celular é desbloqueado, logo, comprei um chip pré-pago daqui por 10 euros, que vem com 10 euros de crédito, pra falar com a Van e com o Gá. #ficaadica

Nota 5: Metrô eu te amo. Sério. Esse governo de São Paulo se gabando com uma linha nova e não tá fazendo mais que a obrigação que, na verdade, seria botar metrô na cidade TODA.

Nota 6: Todas as fotos serão postadas no meu facebook ao final da viagem. Grata.

Beijo. Falei demais.

ps: uma média de 300 fotos por dia

Sobre o Autor

Avatar

BOXPOP

Site especializado em cultura pop, fundado em agosto de 2007. Confira nossos podcasts, vídeos no youtube e posts em redes sociais. Interessados em contribuir como autor no site podem entrar em contato: contato@boxpop.com.br

Deixe um comentário

clique para comentar

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

OUÇA O BOXCAST

VIDEOCAST

Lidio Mateus, o brazilian singer da internet, comenta todos os bafos e segredos de sua carreira.

Tem série nova na HBO e os bastidores dela foram recheados de TRETAS. A gente conta todas neste vídeo.

Esse é o filme que vai ganhar o Oscar de filme estrangeiro. Neste vídeo comentamos Parasite. Assista!

SEJA UM PADRINHO!

Contribua!

OUÇA ACABEI DE LER